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Dia de Portugal e da MemóriaPor Hélder Leal Rodrigues
Barreiro

Na madrugada de 10 para 11 de Junho, há precisamente 25 anos, Alcindo Monteiro, português nascido em Cabo Verde e residente no Barreiro, foi brutalmente assassinado. Porquê? Pela cor da sua pele. Sem mais, nem menos. E não tenhamos medo de o dizer

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Dia de Portugal e da Memória Por Hélder Leal Rodrigues Barreiro

Por Jornal Rostos

10 de Junho. Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas. Um dia em que recordamos e celebramos a nossa história e a nossa língua. Não significa isto que celebramos os erros cometidos mas que louvamos o que de bom foi feito e temos o distanciamento histórico necessário para saber reconhecer erros mas com a consciência de que não queremos que se repitam.

Na madrugada de 10 para 11 de Junho, há precisamente 25 anos, Alcindo Monteiro, português nascido em Cabo Verde e residente no Barreiro, foi brutalmente assassinado.

Porquê? Pela cor da sua pele. Sem mais, nem menos. E não tenhamos medo de o dizer. 25 anos depois, os culpados foram julgados e condenados. Mas não podemos deixar de lembrar a memória de Alcindo. Principalmente, nos tempos em que vivemos, com o racismo
de novo na ordem do dia, com manifestações em Portugal e no mundo.

Hoje vemos o populismo a aumentar, de novo, em Portugal e no mundo. E a história ensinou-nos já das consequências do populismo e dos extremismos. E a melhor maneira de lembrar e homenagear Alcindo (e todos os Alcindos por esse mundo fora) é, todos os dias,
combater e denunciar os populismos e extremismos.

Hélder Leal Rodrigues
Presidente do CDS-PP Barreiro

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