Seminário sobre Critérios de Apoio ao Associativismo“Valorizar compromissos e reforçar dinâmicas das diferentes associações”
-defendeu Emídio Xavier
O autarca salientou que “é fundamental começarmos a discutir com franqueza o associativismo”.

Por Jornal Rostos
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro começou por referir que existindo “tanta gente ligada ao Movimento Associativo” esta é uma prova que o “o associativismo não está morto” mas que antes pelo contrário “prova que o associativismo está bem vivo.”
Emídio Xavier manifestou a disponibilidade da Câmara Municipal do Barreiro para analisar os problemas do associativismo, porque este é “um pilar da sociedade barreirense”.
Na sua opinião será importante que os debates que possam decorrer no Seminário possam “ser um trampolim para que a cidade seja mais coesa e unida” pois, salientou, “toda a gente ligada ao associativismo sabe que a solidariedade é a mola do desenvolvimento”.
Emídio Xavier referenciou que o documento, apresentado há um ano, que é a base da realização do Seminário, “é uma proposta de trabalho, uma base de reflexão” que aguarda neste seminário contributos de forma a que possa ser assumido como um instrumento “estratégico para a Câmara municipal do Barreiro” na definição de investimentos nas várias áreas associativas – desporto, recreio, cultura, juvenil e social.
O autarca recordou que há diferenças estruturais entre as diferentes associações, mas também existem problemas comuns, nesse sentido salientou que deve ser “criadas cumplicidades” associativas que possam contribuir para gerar o desenvolvimento social da cidade.
Na sua opinião as propostas que o documento em discussão espelham pretendem “valorizar compromissos” e “reforçar as dinâmicas das diferentes associações”.
Poder Central não assume responsabilidades
Emídio Xavier manifestou o seu desejo que as conclusões do Seminário possam sair melhorias para o associativismo e ser o “iniciar um percurso”.
Na sua opinião, “não é possível conceber a cidade sem o seu movimento associativo” e lançou o apelo aos dirigentes associativos no sentido de serem capazes de estimular relações intergeracionais.
Emídio Xavier referiu que a autarquia procurou dinamizar acções no sentido de “resolver alguns problemas estruturais de algumas associações”, sublinhando, no entanto, que ainda “há graves problemas a resolver”.
O autarca considerou que é necessária a “planificar as prioridades de intervenções” e dinamizar acções no sentido de “influenciar o Poder Central no apoio a essas colectividades”.
“O Poder Central tem se demitido de assumir essas responsabilidades e as autarquias têm se visto forçadas a substituir o Poder Central” – afirmou Emídio Xavier.
Na sua intervenção manifestou “o orgulho que tenho em ser autarca nesta cidade e em ter os dirigentes e as associações que temos”, lançando um apelo para que “todos juntos, discutindo seriamente, possamos começar a pensar as prioridades” porque, salientou, “é necessário começarmos a discutir com franqueza o associativismo”.
Um processo de aperfeiçoamento
Amílcar Romano, Vereador responsável pelos Pelouros do Desporto, Associativismo, Cultura, Juventude e Assuntos Sociais, começou por referir que o documento apresentado constitui uma base de reflexão e que a filosofia que está inerente ao documento visa lançar o desafio para que existam grandes linhas orientadoras, ideias estratégicas, esperando o autarca que o debate contribua para o seu aperfeiçoamento dado que não é um documento fechado e deverá ser de forma permanente aperfeiçoado.
O autarca recordou os valores que constituem a “Carta de Princípios”, os quais procuram traduzir “a afirmação de valores que suportam a estratégia da Câmara Municipal do Barreiro e das associações”.
Na sua opinião, os princípios que a Carta traduz são as ideias que alimentam e dão vida “ao que nós fazemos” nas relações entre a autarquia e o associativismo.
A finalizar considerou essencial que, anualmente, seja realizada uma iniciativa desta natureza que contribua para avaliar a aplicação dos “Critérios de Apoio ao Associativismo” e aperfeiçoar os mesmos de acordo com o desenvolvimento do processo.
Um documento há muito desejado
Seguiu-se um período para troca de algumas opiniões, tendo sido tecidos comentários sobre os documentos em discussão, sendo, no entanto, reconhecido que “este é um documento indispensável para começar a clarificar as regras que devem determinar as relações entre a autarquia e as associações” – foi referido por Lima, dirigente do Clube 31 de Janeiro.
Por seu turno, Emídio Esteves, autarca da Junta de Freguesia do Barreiro, recordou que ao longo de anos, muitas vozes se levantaram, no Movimento Associativo, para que um documento como este fosse elaborado” e sublinhou a ousadia da autarquia “ao colocar um documento destes na rua” dando, finalmente, este passo de clarificação das regras de cooperação que devem existir entre a autarquia e as associações.
Na sua opinião é positivo que seja salientado que este “não é um documento vitalício” mas que deve ao longo dos anos ser “corrigido com base nas experiências”.
Rui Madeira, Vereador da CDU, manifestou a sua opinião, sublinhando que os associativistas deveriam exigir que para além da existência de “Planos de Desenvolvimento do Desporto, deveriam ser dinamizados Planos de Desenvolvimento para as áreas culturais”.
Emídio Xavier encerrou a sessão de abertura do Seminário, deixando o apelo ao debate, ao aprofundamento das propostas apresentadas no documento porque, disse, “devemos estar conscientes que jamais estarão resolvidos definitivamente os problemas do associativismo”.
O Seminário prossegue, hoje, sábado, dia 4 de Dezembro, durante todo o dia, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.













