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Rosto do Ano 2020 – Área do AssociativismoLuso Futebol Clube – uma história centenária que se renova

O Luso Futebol Clube assinalou no ano 2020 o seu centenário, um clube com raízes nas raízes no Barreiro «camarro», esse Barreiro do rio, ferroviário, corticeiro. Um clube eclético no plano desportivo. Um clube que marcou a cultura barreirense. Um clube com memórias da resistência que orgulha os barreirenses e a sua história de luta pela Liberdade e Democracia.

Recebe a distinção de Rosto do Ano 2020, na área do associativismo.

4 min de leitura
Rosto do Ano 2020 – Área do Associativismo Luso Futebol Clube – uma história centenária que se renova

Por Jornal Rostos

O Luso Futebol Clube é um clube com raízes nas raízes do Barreiro, ali, no seu núcleo bairrista, do Barreiro Velho, aquele Barreiro de familias que abraçavam em relações de vizinhança solidária. O Barreiro «camarro», o Barreiro do rio, o Barreiro ferroviário, o Barreiro corticeiro.
Funado no ano de 1920 por um grupo de jovens ferroviários e corticeiros, como refere André Brás dos Santos, autor da obra que perpetua para memória futura – os 100 anos de uma história feita de muitas estórias.

O Luso que teve no Campo das Vinhas, onde é o Parque Catarina Eufémia, o seu primeiro campo de futebol. Depois o segundo foi o Campo de Nª Srª do Rosário.
Desde a sua origem foi sempre um clube eclético, para além do futebol, tinha Hóquei em Campo de 11, Pólo Aquático ( jogavam na Caldeira do Moinho do Cabo, o Luso e o Barreirense), Atletismo, Natação, Ciclismo e Boxe.
Foi sempre um clube com alguma tradição cultural, promovia eventos festivos tauromáquicos, e, até Escola de Alfabetização.

Entre 1950 e 1974, foge à matriz de ser só um clube desportivo, passa a ser uma referência no Movimento Associativo, com uma grande vertente para a educação, para a instrução, para a área musical, mas também para a resistência.
O Luso Futebol Clube faz parte das memórias da «Rota da Resistência do concelho do Barreiro». Uma página histórica, inesquecivel, foi o dia 11 de Novembro de 1967, um espectáculo que contou com a presença de Zeca Afonso, Odete Santos, que deu origem a perseguições e prisões de dirigentes e associados. Uma página da resistência inscrita na história do Barreiro e que orgulha os barreirenses.
A Comissão Cultural do Luso, fundada no ano 1950, o «Boletim Mensal do Luso», um jornal escrito de forma ininterrupta, desde 1949 até 1986, que teve como seu Director e impulsionador Francisco Horta Raposo. Estes e muitos outros factos são recordados na obra de André Brás dos Santos.

O Luso Futebol Clube, merecidamente recebe a distinção «Rosto do Ano 2020», na área do associativismo.

Um ano de novos desafios desportivos

“O ano 2020, ano de centenário e um ano muito particular, onde o Luso Futebol Clube procurou festejar da melhor forma esta nossa efeméride, mesmo dentro das condicionantes que o contexto pandémico acrescenta.
Foi um ano de novos desafios desportivos com a reintrodução do Remo, em especial com o destaque para as equipas femininas que tem levado o Luso aos “bons portos” nacionais”, sublinhou ao «Rostos», Rui Pedro Pereira, presidente da Direcção do Luso Futebol Clube.

100 anos de história do Clube~

“Foi um ano de solidariedade, onde se procurou rever o espírito de partilha e solidariedade que o Luso aportou ao longo dos seus 100 anos de história. No findar do ano foi lançada a obra “Luso Foot-Ball Club «100 anos… Uma História»”, que procurou brindar a todos os associados e simpatizantes lusófilos com as estórias que marcaram os 100 anos de história do Clube, verificando-se uma enorme procura e entusiamo por parte dos mesmos.”, refere Rui Pedro Pereira.

Um agradecimento para todos que marcaram a história do clube

“Este ano de 2020 foi um ano desafiante para a direção do Luso, que a muito custo e boa “calorice” conseguiu-se manter o rumo dos projetos e das celebrações possíveis do centenário.
Agora com iniciar do segundo centenário do Clube, a direção agradece aos associados e ao Jornal Rostos, o galardão que o mesmo atribuiu de «Rosto do Ano 2020», na área do associativismo. Reconhecimento esse que se atribui, sem sombra de dúvida, aos contributos de todos os associados que ao longo dos 100 anos de vida do clube, marcaram a história do mesmo e do próprio Barreiro”, salienta Rui Pedro Pereira, presidente da Direcção do Luso Futebol Clube.

Recorde-se que, a distinção «Rostos do Ano» é atribuida anualmente pelo jornal «Rostos», sendo resultado de uma decisão colegial assumida por um colectivo composto por :António Oliveira, jornalista da Lusa; Ana Lourenço Monteiro, ex-Directora do Jornal do Barreiro e António Sousa Pereira, Director do jornal «Rostos».

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