Sesimbra - No Centro Comunitário da Quinta do Conderecebe Exposição dos 80 anos de Adriano Correia de Oliveira

Por Jornal Rostos
Efectivamente, mais de três dezenas de utentes e funcionários do Centro presenciaram a inauguração da Exposição dos 80 anos de Adriano, que se manterá naquele local até ao final do mês, ficando em perspectiva uma sessão que dê corpo à projecção de um documentário sobre o poeta e cantautor resistente antifascista e defensor dos Valores de Abri até há sua morte, vítima de uma hemorragia esofágica, que ocorreu a 16 de Outubro de 1982 na quinta da sua família, em Avintes, a sua terra natal e onde o CACDACO tem sede.
Conforme uma nota do Centro Comunitário, cujo Presidente, Vítor Antunes, abriu as intervenções, “a obra de Adriano Correia de Oliveira é uma obra vasta, sendo uma das mais bonitas, ricas e representativas da música popular feita no século XX do nosso País. Ela tem palavras que descrevem vivências, lutas e aspirações de um povo que vivia sob as nuvens negras do fascismo e os sons da esperança, da alegria e da resistência do mesmo povo que por sonhar, resistir e lutar, começou a construir uma democracia que teve nos cantores de Abril a sua voz”.
Gastão Travado, membro do Comissão Promotora das Comemorações do Octagésimo Aniversário, enquadrou o conjunto de iniciativas que têm percorrido e País e que desde Abril, para nos limitarmos à Península de Setúbal, passou pelo Museu do Trabalho Michel Giacometti, na Capital sadina, o Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira, a Cooperativa Cultural Popular Barreirense, e com compromisso já assumido, em Dezembro, com o Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, em Alhos Vedros.
Sempre recordado foi o papel de Adriano nas greves académicas de 1962 contra a ditadura, brutalmente reprimidas.
V. S.













