Rostos “Associação”Cooperar na cultura com a Cooperativa
Por Jornal Rostos
A Cooperativa Cultural Popular do Barreiro foi fundada em 1913, por um grupo de operários ferroviário. Nessa época a organização funcionava como uma Cooperativa de Consumo da C.P. e a escassez de pão era o ponto principal das reuniões, visto que, era a base da alimentação e muitas pessoas não tinham meios para consumir pão. Assim, a Cooperativa fui fundada praticamente em torno dos assuntos do pão, um assunto que ocupava grande parte do tempo de reunião e discussão, como se pode verificar, segundo Dourada Mendes, presidente da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, em muitas actas da época.
Para além do apoio nas questões do pão, a oraganização auxiliava os necessitados, como desempregados ou doentes, com géneros alimentares e todo o apoio social que estivesse ao seu alcance.
Hoje em dia, a organização tem o nome de Cooperativa Cultural Popular Barreirense, e o objectivo de desenvolver e promover actividades culturais para toda a comunidade.
Embora ainda não tenham aberto ao público, devido a alguns contratempos com a escritura do novo imóvel, quando o espaço estiver a funcionar e aberto ao público de forma regular, pretendem que seja uma livraria, cafetaria e um espaço de exposições. Um conjunto de ofertas que permitirá englobar uma actividade cultural e comercial, para um melhor financiamento e sobrevivência da Cooperativa. Além do financiamento com a actividade comercial, também pretendem superar essa dificuldade, com pequenas contribuições dos sócios e com o apoio que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal do Barreiro possam dispôr.
No que respeita à divlugação da Cooperativa e de algumas das actividades que já tiveram lugar no seu novo espaço, esta é feita a partir de programas das actividades aos sócios e à comunicação social regional, que tem participado bastante na divulgação e apoio do espaço.
A participação da população ainda é pequena e o espaço não é muito ocupado, em grande parte porque ainda existe um certo bloqueio no acto de “passar a palavra”, mas em geral tem tido uma boa aceitação na comunidade. E espera-se que em pouco tempo venha a ser um dos principais focos de desenvolvimento cultural, visto que, o Barreiro é uma cidade que apela, cada vez mais, ao incremento e apoio cultural e intelectual da sua população.
Como referiu Dourada Mendes, “pretende-se que a cooperativa seja um espaço democrático sem restrições a opiniões e discussões e sem marginalizações ou descirminação por cor, religião ou partido político.”
Ana Ventura













