Rotary Clube do BarreiroEm debate – “O Terror e Justiça Global”
Em mais uma reunião do Rotary Clube do Barreiro, desta vez realizada no Restaurante “Acordeon”, foi proporcionada uma reflexão sobre temas da actualidade.
Segundo Carlos Amaral Dias, a guerra de Bin Laden “não é uma guerra anti globalização” mas sim uma guerra “pela mundialização do mundo do Islamismo”.

Por Jornal Rostos
“O Terror e a Justiça Global” foi o tema da palestra proferida por Carlos Amaral Dias.
Carlos Amaral Dias começou por referir que o plano de Bin Laden, com o atentado de 11 de Setembro, ao World Trade Center, tinha uma estratégia tripitica – promover o atentado; apostar na sua mediatização ao nível internacional e a expectativa do levantamento das massas muçulmanas. Os mesmos teriam sido os objectivos traçados para o11de Março, em Espanha
A estratégia de Bin Laden,segundo Carlos Amaral Dias, de algum modo fracassou, nomeadamente no seu terceiro objectivo – o levantamento das massas muçulmanas.
Na sua opinião a situação de “terrorismo” que se vive no Iarque “não é expressão da Al-Qaeda”.
Carlos Amaral Dias estabeleceu depois as relações entre a religião monoteísta e a questão Árabe, sublinhando que “o Islamismo, dentro dos monoteísmos existentes é considerado aquele que tem uma marca especifica”.
Segundo referiu “80% da Al-Qaeda são Árabes, não são Muçulmanos, são Árabes”.
Carlos Amaral Dias, recordou que houve um fracasso da “laicização do Islamismo”e que o fracasso dessa tentativa de laicização foi ter sido evitado a divisão do politico do religioso.
Nos dias de hoje estamos a assistir a “um retorno ao fundamentalismo Árabe” que não é mais que a “neo fundamentação da moral a partir de uma cultura religiosa”, como se fosse um retorno a “um processo originário”, ou “o regresso dos costumes aos tempos do projecto de Maomé”.
14 Mesquitas clandestinas em Portugal
Segundo Carlos Amaral Dias, a guerra de Bin Laden “não é uma guerra anti globalização” mas sim uma guerra “pela mundialização do mundo do Islamismo”.
Salientou que 80% dos terroristas do Islamismo são recrutados nos povos Árabes, nomeadamente nos árabes que estão na Europa, pessoas que perderam a sua identidade.
Segundo referiu “15% dos terroristas ligados ao Al-Qaeda são árabes de 2ª geração,que vivem num mundo que eles não compreendem”.
“O mundo contemporâneo não pode servir-se de uma mão de obra barata, sem compreender esta minorias e desenvolver politicas de integração”-sublinhou.
Carlos Amaral Dias, recordou, por exemplo, que existem 14 Mesquitas clandestinas em Portugal, e só existe uma oficialmente.
A finalizar Carlos Amaral Dias, sublinhou que Bin Laden fracassou nos seus objectivos estratégicos, mas “esta questão pode repor-se doutra maneira e de outra forma”.













