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Movimentos

Grupo Recreativo União PenalvenseHá sócios que até têm chorado porque isto foi sempre um sonho

Avelino Silva, Presidente da Direcção do Grupo Recreativo União Penalvense, emocionado disse ao “Rostos” – “Há sócios, mais antigos, que até têm chorado, porque isto, para todos eles, foi sempre um sonho.”

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

O Grupo Recreativo União Penalvense está a viver uma das mais belas páginas da sua história a construção da sua nova sede social.
“Este é um grande sonho que já se arrasta há décadas. Sabe, desde 1991, que eu ando nestas andanças. Esta é a décima Direcção que eu ajudo a formar, e, sei que foi sempre o nosso sonho fazermos uma sede própria, o que nunca foi possível.” – refere o Presidente da Direcção, Avelino Silva.

Em 2002 estivemos fechados

“Em 2002, estivemos fechados. Foi, então que alguns sócios juntaram-se, de novo pediram a minha ajuda, e, hoje, posso dizer que em boa altura viemos para a Direcção, pois temos sido bem sucedidos.” – refere com emoção Avelino Silva.
“Tivemos várias barreiras difíceis de ultrapassar, quer na Conservatória, quer com a DRARO ( onde fomos muito bem recebidos, em Vila Franca), mas vamos avançando.
Há sócios, mais antigos, que até têm chorado, porque isto, para todos eles, foi sempre um sonho” – salienta o Presidente da Direcção.

Nova sede vai ser uma realidade

“A nossa colectividade foi fundada em 11 de Novembro de 1932, na altura, pela vontade de 11 jovens, entre os 20 e 30 anos, que estiveram na origem da sua fundação.
Ao longo dos anos temos tido altos e baixos, mas a nossa colectividade tem uma história bonita.
Sempre estivemos voltados para a cultura e o desporto.
Hoje, as coisas estão no bom caminho, o edifício está ali a nascer e acredito que vai ser uma realidade, com o esforço e a boa vontade de todos isto vai ser uma realidade.” – salienta Avelino Silva.

Câmara deu terreno e projecto

Romeu Reguengo, Secretário da Direcção, referiu que “este é um projecto que se está a desenvolver há quatro anos, tivemos muitos problemas na aquisição do terreno, porque estava anexado à Mata da Machada e a Câmara Municipal do Barreiro é que se disponibilizou para comprar o terreno ao património do estado e oferecer ao Penalvense, foi também a Câmara que nos fez e deu o projecto, mas as obras só arrancaram há cerca de três meses, porque houve muita burocracia a tratar, quer na legalização do terreno, licenças de construção e arranjarmos o empreiteiro para arrancar com a obra.”

Temos dificuldades financeiras

“A obra está começada. Agora temos graves problemas principalmente de financiamento, dado que este projecto para a Penalva é um projecto muito grande, é uma obra com uma grande dimensão.
Nós temos muita dificuldade em desenvolver esta construção. Temos tido apoio por parte da Câmara Municipal do Barreiro, mas muito insuficientes, estamos à espera que venha um apoio maior agora da parte deste novo Executivo.
O que se pode dizer é que nos deparámos com muitos problemas burocráticos e agora de financiamento.” – salienta o Secretário da Direcção.

Há muito trabalho voluntário

“Esta obra está orçamentada em 75 mil contos. Recebemos de financiamento 14 mil contos, 70 mil Euros, é muito bom, mas a burocracia, origina que este financiamento é faseado, a primeira fase, que já devia cá estar, só iremos receber em Janeiro.
Temos a obra começada, empreiteiros para pagar, materiais para pagar e só em Janeiro é que vamos receber.
A população e os associados sempre que é preciso realizar pequenas obras as pessoas colaboram, na remoção de terras, na construção de paredes, há muito voluntariado, principalmente aos fins de semana, juntam-se 10 ou 15 pessoas para ajudar” – sublinha Romeu Reguengo.
António Rodrigues, Vice Presidente da Direcção,
Avelino Silva, Presidente da Direcção e Romeu Reguengo, Secretário da Direcção, receberam o jornal”Rostos”, com muita simpatia, e, registámos, a vontade e o querer que os mobiliza para a construção do maior sonho de uma colectividade prestes a comemorar s suas bodas de diamante que, certamente, desejarão festejar nas novas instalações.

Um tijolo, um saco de cimento

Vicente Figueira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, apelou “a todos os Penalvenses que se unam em prol da construção da sua nova sede, que se dirijam aos seus dirigentes dando o seu contributo, um tijolo, um saco de cimento, um contributo físico, tudo é necessário para que a construção venha a realizar-se o mais breve possível.”

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