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Movimentos

“Associativismo e Cidadania” em debate na SFAL“É impossível haver Movimento Associativo sem criação de cidadania e sem fomentar cidadania”
- afirmou Carlos Humberto

No âmbito das comemorações do 138º aniversário da SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense realizou-se, no “Auditório 6 de Janeiro”, naquela colectividade um debate tendo como tema : “Associativismo e Cidadania”, sendo convidado como prelector Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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“Associativismo e Cidadania” em debate na SFAL “É impossível haver Movimento Associativo sem criação de cidadania e sem fomentar cidadania” - afirmou Carlos Humberto

Por Jornal Rostos

Carlos Humberto referiu que o associativismo e a cidadania são indissociáveis, recordando o papel das diversas vivências das colectividades, quer antes do 25 de Abril, “na resistência ao fascismo, mesmo quando tal não era assumido”, quer depois do 25 de Abril, “com a iniciativa e a criatividade das colectividades”.
Na sua opinião as transformações que se registaram no concelho do Barreiro, com o desmantelamento daquele que era o maior complexo industrial da Península Ibérica, registaram-se alterações cujas “consequências ainda não estão suficientemente analisadas”, dado que esse fenómeno originou “alterações sociológicas profundas no concelho do Barreiro”.

Um concelho deprimido

Na opinião do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro “há uma certa apatia” nas vivências do concelho do Barreiro – “vivemos num concelho deprimido”, recordou o autarca que o Barreiro foi “o único concelho que perdeu habitantes” na área Metropolitana de Lisboa e “esbateu a sua centralidade”.
Sublinhou que estes “são aspectos que alteraram a forma de pensar das pessoas que ainda estão insuficientemente analisados”.
Carlos Humberto referiu que “houve uma tentativa de reescrever a história do Barreiro e não teve em conta a evolução do Barreiro e as suas consequências”.
Salientou que é “preciso partir do real e não de suposições, porque só a partir do real as decisões são ajustadas”.
Neste contexto criticou a gestão socialista na Câmara Municipal do Barreiro que, na sua opinião, “perdeu as eleições no dia em que ganhou as eleições”.

Indispensável na prática da cidadania

Segundo salientou Carlos Humberto o Movimento Associativo foi estruturante e acrescentou que o último século, no Barreiro, foi marcado pela “pujança do associativismo”.
“Não sei se consigo imaginar o concelho do Barreiro sem o seu Movimento Associativo” porque “o Movimento Associativo é estruturante do concelho do Barreiro, na sua diversidade associativa, no seu carácter popular, que é marcante, no desporto, na cultura, no lúdico e no social”.
Carlos Humberto referiu que o “Movimento Associativo é indispensável e a prática da cidadania não se desliga do Movimento Associativo, uma prática de prestação de serviços, que contribuiu para que cada ser humano seja íntegro, nas várias valências do conhecimento”.

Ponto de encontro de gerações

Carlos Humberto referiu a importância dos jovens participarem na vida das associações, espaços onde “podem aprender a descobrir e a desenvolverem actividades”.
Recordou que as associações desenvolvem um papel social importante “mesmo para beber um copo, ou jogar ao dominó”, organizar uma reunião ou promover o convívio.
Recordou que “o Movimento Associativo é um ponto de encontro de gerações”.
“O Movimento Associativo, tal com as autarquias, só tem razão de ser se for ao encontro das necessidades da sociedade actual. Está o Movimento Associativo a ir ao encontro dessas necessidades? Está o Movimento Associativo a responder às carências dos cidadãos?” – interrogou Carlos Humberto.
Na sua opinião “temos um importante património que não está a ser aproveitado e para tal é preciso encontrar respostas de forma articulada”, de forma a que os meios existentes estejam “à disposição da promoção da cidadania”.
“È impossível haver Movimento Associativo sem a criação da cidadania e sem a participação dos cidadãos” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
O Movimento Associativo é estruturante

Carlos Humberto considerou essencial tomar medidas para evitar que o património do Movimento Associativo se degrade e também que se aposte na requalificação e rejuvenescimento dos quadros do Movimento Associativo.
Na sua opinião há um caminho a percorrer, “um caminho de continuar a fazer” sempre “numa perspectiva de construir a cidadania” porque, acrescentou “o Movimento Associativo é estruturante do que somos hoje e do que seremos no futuro” não esquecendo, sublinhou, que “o essencial do Movimento Associativo são as pessoas”.

Politicas para o Movimento Associativo

Seguiu-se um período de debate, registando-se diversas intervenções, nomeadamente sobre a participação dos jovens nas associações e os reflexos da vida associativa na vida das comunidades.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou ainda que é importante que existam politicas da autarquia para promover o desenvolvimento do Movimento Associativo, de forma a rentabilizar-se e potencializar-se os seus valores, quer patrimoniais, quer de recursos humanos.

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