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Rotary Clube do BarreiroD. Carlos I foi morto 5 minutos depois de ter desembarcado da Estação de Sul e Sueste

“D. Carlos era reconhecido na Europa, por rei Sábio, em Portugal era conhecido pelo rei que desbaratava tudo” – referiu Rocha Abreu no decorrer da sua palestra sobre o Regicídio de D. Carlos I.

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Rotary Clube do Barreiro D. Carlos I foi morto 5 minutos depois de ter desembarcado da Estação de Sul e Sueste

Por Jornal Rostos

Realizou-se mais uma reunião do Rotary Clube do Barreiro, antes da palestra habitual, para a qual foi convidado como prelector Rocha Abreu, do Rotary Clube do Seixal, foram abordados diversos aspectos da vida regular do clube, nomeadamente as comemorações do 10º aniversário.
Foi referido pelo, Presidente do Rotary Clube do Barreiro o interesse em ser colocado um monumento numa entrada da cidade, através do qual se identifique o Barreiro como uma cidade rotary.
Pelo que foi referido alguns aspectos burocráticos poderão impossibilitar que este projecto do clube se concretize, neste ano, que se comemora o 10º aniversário da sua fundação.

Um viajante pela Europa

Rocha Abreu, o prelector convidado, que se definiu como sendo Monárquico, proferiu uma palestra no âmbito da qual deu a conhecer aspectos diversos do Regicídio de D. Carlos I.
Recordou que D. Carlos I, nasceu em 28 de Setembro de 1863 e foi assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.
Referiu Rocha Abreu que D. Carlos I, era um “bom aluno a todas as disciplinas excepto a Matemática”, foi um homem que “viajou bastante pela Europa”.

Vitalidade da monarquia francesa

Recordou que a festa de noivado de D. Carlos com D. Amélia, em França, foi uma acção que demonstrou a “vitalidade da monarquia francesa” de tal forma que, o governo Francês “impediu o regresso da família real a França”, após a sua deslocação a Portugal.
D. Carlos I, casou em 22 de Maio de 1886, na Igreja de s. Domingos, em Lisboa.

O rei sábio e com dotes artísticos

Recordou Rocha Abreu que D. Carlos governou num período conturbado, tendo no seu reinado sido confrontado com o ULTIMATUM, a declaração de bancarrota e grandes conflitos entre os dois partidos da época o Regenerador e o Progressista.
Referiu que D. Carlos era um homem culto, com grandes dotes artísticos e deu a conhecer diversas das suas obras.
“Era um pintor compulsivo. Tinha a paixão pela caça. Tinha grande interesse pela Oceanografia” – sublinhou Rocha Abreu.
“D. Carlos era reconhecido na Europa, por rei Sábio, em Portugal era conhecido pelo rei que desbaratava tudo” – acrescentou.

“Assinei a minha sentença de morte

Recordou, diversas notícias da imprensa da época, nomeadamente, a vinda a Portugal de Eduardo VII, as Campanhas de África, a questão dos tabacos, João Franco.
D. Carlos I, terá passado pelo Barreiro, vindo do Alentejo, no dia em que foi assassinado, após desembarcar em Lisboa na Estação do Sul e Sueste.
“Foi morto 5 minutos depois de ter desembarcado da estação de Sul e Sueste” – refere Rocha Abreu.
Na sua intervenção recordou que D. Carlos, na véspera do seu assassinato, terá assinado um Decreto denominado do “banimento”, porque afastava do reino acusados, após o assinar terá comentado – “Assinei a minha sentença de morte”.
Manuel Buiça ( que foi morto no local), Alfredo Costa ( também foi morto), Felício de Lemos, Adelino Marques, Domingos Ribeiro, foram alguns dos membros ligados à “Carbonária” que constituíram a brigada que disparou no Terreiro do Paço os tiros sobre a família real.
Após a intervenção de Rocha Abreu seguiu-se um período de troca de opiniões, reflectindo-se sobre a monarquia e a

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