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Movimentos

Quinta do Conde SesimbraUrgente desbloquear construção da Extensão da Saúde da Quinta do Conde

. Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra manifesta solidariedade

A Comissão de Utentes da Saúde da Quinta do Conde promoveu, hoje, uma reunião/concentração de utentes destinada a exigir a construção do Centro de Saúde e a reforçar a composição da Comissão que pugna, refira-se, há já 7 anos por melhores prestações nos Cuidados Primários de Saúde.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Apesar de coincidir praticamente com a realização do encontro de futebol Portugal – México, cerca de duas centenas de quintacondenses dirigiram-se ao local e aprovaram uma Moção (que vai ser enviada ao Primeiro-Ministro, Ministério da Saúde, Grupos Parlamentares na Assembleia da República e outras entidades),e, igualmente, aprovaram a realização duma vigília cuja data de realização será a breve prazo divulgada.
Nesta jornada vários quintacondenses manifestaram-se disponíveis para integrar a Comissão de Utentes da Saúde, razões que levaram os actuais responsáveis a concluir que esta reunião/concentração foi um êxito nos seus resultados finais.

Presidente da Câmara manifesta solidariedade

O Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, marcou presença nesta iniciativa, retirando alguns minutos à sua “Presidência Aberta” que estava a realizar no Zambujal, para desta forma expressar a sua solidarieade com a luta dos quintacondenses.
Nesta reunião concentração foi aprovada uma moção que traduz o sentimento da população da Quinta do Conde.

MOÇÃO

A população da Quinta do Conde reunida a 21 de Junho de 2006, exorta o Governo e particularmente o Ministério da Saúde a desbloquear rapidamente a construção das instalações para a Extensão da Saúde da Quinta do Conde, conforme projecto oportunamente apresentado aos quintacondenses, com base nos seguintes pressupostos:

O pré-fabricado com 24 anos onde funciona a Extensão de Saúde não reúne as condições mínimas de comodidade, privacidade e segurança, quer para utentes quer para os trabalhadores, constituindo mesmo um vergonhoso exemplo entre instalações públicas.

A Quinta do Conde regista um crescimento fortemente acelerado – o mais elevado de todas as freguesias portuguesas – uma tendência que vai manter-se nos próximos anos.

A Quinta do Conde tem cerca de 25 mil habitantes, tem mais de 16 mil inscritos na Extensão de Saúde e muitos dos recentes habitantes recusam-se a fazer a transferência do seu processo por saberem que aqui não têm médico.

Com efeito, no que respeita a recursos humanos, são apenas quatro, os médicos de família que aqui prestam serviço, mas nota-se, também, insuficiente número de enfermeiros e escasso pessoal administrativo.

Em 2002, foi executado um projecto completo para a construção da Extensão de Saúde da Quinta do Conde. Projecto realista, sem exuberâncias nem desperdícios, um projecto adequado às necessidades actuais da localidade.

Deitar fora o dispendioso projecto, como pretendem as estruturas do Ministério da Saúde, consubstancia desperdício que a população da Quinta do Conde rejeita absolutamente.

Acresce que está projectada uma Unidade de Saúde Familiar (USF) no concelho de Sesimbra que pode colocar em causa o que de positivo ainda tem a Extensão de Saúde da Quinta do Conde e o funcionamento do SAP - Serviço de Atendimento Permanente, em Sesimbra.

Esta preocupação junta-se a outras como os aumentos das taxas moderadoras, o acréscimo real na factura da farmácia, os anunciados aumentos nas consultas hospitalares a partir de Agosto próximo, etc… etc…

Ponderar as necessidades, os custos imediatos ou posteriores de cada uma das opções que se colocam, é o apelo que a população da Quinta do Conde endereça aos responsáveis, àqueles que legitimados pelo voto, exercem temporariamente funções de gestão, funções estas que não podem ignorar o que foi previamente prometido aos eleitores.

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