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Álvaro Branco – Remo FerroviáriosÉ urgente uma solução para o pontão de forma a permitir o acesso ao rio

“As nossas dificuldades são, sobretudo, ao nível de infra-estrutura, as nossas instalações estão muito degradadas. Estão a precisar de ser reconvertidas” – sublinhou Álvaro Branco, da Secção de Remo do Grupo Desportivo Ferroviários/Quimiparque.
O dirigente dos Ferroviários alerta para o perigo da actual situação do pontão e lamenta que considera que aquela infra-estrutura, como está – “não serve para nada”.

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Álvaro Branco – Remo Ferroviários É urgente uma solução para o pontão de forma a permitir o acesso ao rio

Por Jornal Rostos

“A Secção de Remo do Grupo Desportivo Ferroviários/Quimiparque está bem, em termos do seu funcionamento, temos a estrutura montada, mas, está mal, no que diz respeito a infra-estruturas, meios de equipamento, que é sempre o maior problema da modalidade, que exige equipamento muito especifico caro, nomeadamente a infra-estrutura, continuamos a ter o velho problema do acesso à água.” – começou por salientar Álvaro Branco, da Secção de Remo do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro/Quimparque.

Remo de manutenção a novidade deste ano

“Estamos a avançar com um novo sector – o remo da manutenção – que vai envolver não só quem quiser vir experimentar o remo, mas sobretudo ex-remadores, que existem centenas no Barreiro, pessoas dos 30 anos até ao 60 anos.
Os clubes não têm dado abertura a essa prática e nós estamos a avançar com esse sector.
Existem os problemas de equipamentos, porque os veteranos, não podem utilizar os mesmos da formação ou da competição.
E, naturalmente, não iremos afectar equipamento de topo de gama nas práticas da manutenção e do lazer.
Isto vai obrigar-nos a procurar novas práticas de financiamento, porque não serão as mensalidades dos praticantes que vão resolver os problemas dos equipamentos.
Este é o grande projecto que nós temos para avançar este ano, mantendo toda a linha de acção, na formação, com a captação de praticantes nas idades entre os 9 e os 13 anos, e, depois, naturalmente, prosseguindo até à competição.” – referiu Álvaro Branco, acrescentando – “Na formação e competição e pré-competição temos cerca de 22 atletas, com idades entre os 9 e os 24 anos.
Entre eles contamos com bi-campeões Europeus, como é o caso da Inês Cruz, que este ano entrou para a Faculdade de Medicina Veterinária e, vai ser complicada a sua participação, mas, sabemos que não vai abandonar o remo.”

As nossas instalações estão muito degradadas

“As nossas dificuldades são, sobretudo, ao nível de infra-estrutura, as nossas instalações estão muito degradadas.
Estão a precisar de ser reconvertidas. Estamos a fazer o hangar, e, como sabe, o clube não tem, obviamente, meios para suportar obras, na ordem dos 20 ou 30 mil contos. Não temos meios. Recorrer a crédito, mesmo a linhas de crédito, é complexo. Seria necessário termos titularidade de ocupação das instalações. Isso é complicado.
Estamos a discutir com a REFER no sentido de encontrar uma solução, porque não temos a cedência de direitos sobre as instalações, que será necessário para obtermos financiamentos.
É muito complicado.” – salientou o dirigente dos Ferroviários/Quimiparque, recordando que – “por exemplo, aquelas casas na zona do Seixal estão a degradar-se. Toda a gente concorda com isso, mas, depois, nada se consegue decidir.”

Zona ribeirinha está degradada

“Outro problema que nós temos é o acesso á água, porque o único sitio onde se pode praticar remo ou canoagem, no Barreiro é no Rio Coina, toda a gente sabe isso, passam todos os políticos de todas as áreas, nas suas acções políticas, e fartam-se de dizer que temos que nos virar para o rio.
Salientam que temos o rio, que é o maior pavilhão que nós temos, mas, se nós olharmos, o que temos à volta da zona ribeirinha é degradação e falta de equipamentos.” – salientou Álvaro Branco.

Pontão está a degradar-se e não serve para nada

“No espaço em nós estamos, a Torralta, é degradante uma coisa daquelas. Não se percebe como aquilo se mantém.
O acesso à água, temos um pontão maravilhoso, que não serve absolutamente para nada.
Vai fazer um ano que coloquei este assunto na reunião das “Opções Participadas”. Todos reconhecem que não é racional termos aquele equipamento e que ele só sirva para pescar à linha. Ficou de ser vista uma solução. Passou um ano e solução nenhuma, pelo contrário, está degradado e vandalizado, porque nem sequer vedado está, e, dizer que é um perigo, sem estar vedado, quando a própria lei, refere que tem que estar vedado e ter um acesso restrito.
Sublinho que aquela é uma zona perigosa e, espero que nunca aconteça, que um miúdo vá para ali e caia à água, porque a zona tem correntes fortíssimas.
O Pontão continua a estar como estava.
Reuni com a Vereadora do Pelouro da área do desporto, a quem apresentei soluções para o problema, quer técnicas, quer financeiras, na ordem dos 3500 Euros.
É deprimente que nós continuemos a colocar os atletas, mesmo da formação, a andar no lodo, quando existe ali aquele pontão.
Compreendo as dificuldades financeiras mas, talvez, fosse importante, definir algumas prioridades.
Aliás, sobre o pontão, ele foi lá colocado e não fomos consultados, de forma a darmos a nossa opinião. Tive oportunidade de chamar à atenção para as dificuldades que existiam e que aquele equipamento não iria servir o remo.” – referiu o dirigente dos Ferroviários/Quimiparque.

Nenhum clube tem condições de acesso à água

A finalizar este diálogo com «Rostos», Álvaro Branco sublinhou - “É pena que hajam no Barreiro, três clubes de remo e um clube de vela, e nenhum deles tem condições mínimas para a prática da modalidade, seja nas instalações, seja no acesso à água.
Nós temos um projecto, que pretendíamos fazer com miúdos, dos 9 aos 13 anos, que visava a promoção de actividades, todos os meses, de sensibilização para a prática do remo.
Do remo, há sempre uma imagem distorcida, ou se confunde com canoagem, ou considera-se que é uma actividade muito complicada.
Na verdade, na área da competição é muito técnico e exige muito trabalho.
Mas, existe aquela área que é divertida, as brincadeiras na água, nós pretendíamos fazer isso, era uma actividade por mês, o orçamento rondava os 1500 euros por ano.
Entregámos a proposta na Câmara e até hoje não obtivemos uma resposta.”

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