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Chinquilho do Lavradio – BarreiroBarreiro era mais pobre se não houvessem colectividades

. É preciso recuperar a falta de qualidade do espaço social das colectividades

“É preciso que o Movimento Associativo perceba o mundo do século XXI” – salientou Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da Sessão Solene evocativa do 79º aniversário do Grupo Sport Chinquilho União 9 de Abril Lavradiense.

4 min de leitura
Chinquilho do Lavradio – Barreiro Barreiro era mais pobre se não houvessem colectividades

Por Jornal Rostos

Deolinda Silva, Presidente da Direcção do Grupo Sport Chinquilho União 9 de Abril Lavradiense, recordou que a colectividade já viveu dias com mais actividades e sublinhou que a “crise do associativismo” marca a vida da colectividade.
Salientou que a colectividade tem projectos e que para os concretizar carece do apoio das autarquias, reconhecendo, no entanto, que existem dificuldades.
Deolinda Silva referiu que está nos objectivos promover novas actividades, pois “é com tristeza que sinto a falta da pessoas na colectividade” porque “as pessoas estão a fugir das colectividades, que foram a Universidade do Povo”.
A dirigente do Grupo Sport Chinquilho referiu o facto de ser uma mulher a presidir à Direcção do clube, e salientou que “gostaria de ver mais mulheres na colectividade”.
A Presidente da Direcção prestou uma homenagem ao associado José António, pelo apoio e contributo que tem dado ao desenvolvimento da colectividade.

Entrega de Prémios, emblemas e lembranças

No decorrer da sessão foram entregues os prémios aos participantes nos Torneios de Sueca e de Setas, promovidos no âmbito das comemorações do aniversário.
A dupla José e Pedro foram os vencedores do Torneio de Sueca, sendo o 2º lugar conquistado por Alexandre e Quim, enquanto o 3º lugar foi alcançado por José António e Pacheco.
No Torneio de Setas o 1º lugar foi conquistado pelo associado Pacheco, seguido por Malagueta, no 2º lugar e Dani em 3º lugar.
A sessão prosseguiu com a habitual troca de lembranças de colectividades congéneres registando-se a presença da SFAL, Rancho Folclórico do Lavradio, AURPIL, Grupo Desportivo Fabril e PLURICOOP, cujo representante lançou o desafio de permuta de actividades e cooperação interassociativa.
Foram entregues os emblemas aos associados que completaram os 25 anos de associados.

Nos dias de hoje há outros entretimentos

João Alves, em representação da Junta de Freguesia do Lavradio, salientou que “o associativismo não está tão decadente com se diz” acrescentando que se torna necessário promover “dinâmicas para aproximar as pessoas das colectividades” porque, nos dias de hoje “há outros entretimentos” novas formas de comunicar como a INTERNET.

Colectividades percebam o mundo do século XXI

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou que assinalar os 79 anos de vida da colectividade era o reconhecimento que o clube “tem história” e que existiu o “trabalho e o esforço de muitos” para chegar aos de hoje, continuando a prestar um serviço à comunidade, mantendo abertas as portas e proporcionando espaços onde se cultiva a amizade e solidariedade.
Carlos Humberto, salientou que a vida associativa no concelho do Barreiro já foi mais intensa, recordando que o mundo mudou, “a realidade de hoje é outra” e, na sua opinião, é preciso que “as colectividades percebam o mundo do século XXI” e “percebam as mudanças sociais”.

Barreiro era mais pobre sem colectividades

“È preciso manter acesa a chama do associativismo” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, porque as associações são essenciais para “promover o convívio”, “despertar os sentidos”, proporcionar a “salutar troca de opiniões”, e “despertar uns para os outros”, num “encontro de gerações”.
“O serviço que as associações prestam à comunidade é impagável” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que “o Barreiro era inquestionavelmente mais pobre se não houvessem colectividades”.

É preciso recuperar a falta de qualidade

Carlos Humberto, salientou que as colectividades são “seres vivos que sofrem as vicissitudes da vida”, e considerou que “o mundo de hoje exige mais esforço para encontrar soluções” e portanto, os associativistas não podem desistir perante as dificuldades.
Sublinhou o autarca que a perda de qualidade dos espaços sociais das colectividades é um problema que afecta a vida associativa – “”è preciso recuperarmos a falta de qualidade dos espaços sociais das colectividades”.

Poderes públicos têm que ajudar o associativismo

Neste contexto considerou que “os poderes públicos têm que ajudar o associativismo”.
O autarca sublinhou a importância da participação das mulheres e dos jovens na vida associativa, finalizando com um desafio aos dirigentes associativos e aos associativistas: “Que devemos fazer para atrair os jovens e as mulheres às colectividades? Que queremos fazer para mudar a vida associativa?”.
No final seguiu-se um agradável convívio, cortou-se o bolo de aniversário e Deolinda Silva, Presidente da Direcção, foi aplaudida, pois proporcionou aos presentes um forma agradável e inovadora de cantar os parabéns, neste 79 anos de vida daquela que é a terceira colectividade mais antiga da freguesia do Lavradio.

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