87º Aniversário do Luso Futebol ClubeLuso prestou homenagem a “Tachinho”
“Foi aqui que passei, talvez, dos melhores momentos da minha vida”, disse o presidente da Câmara que se afirma “profundamente empenhado em resolver o problema” de uma nova infra-estrutura desportiva para o Luso.

Por Jornal Rostos
No 87º aniversário, o Luso Futebol Clube prestou homenagem a “Tachinho” com o descerramento de uma placa com o seu nome e, em sessão solene, entregou diplomas e medalhas de ouro e de prata a alguns sócios com 50 e 25 anos de associado.
Após algumas demonstrações de Patinagem Artística, Karaté, Kick Boxing e Badmington, procedeu-se ao descerramento de uma placa, com nome a atribuir ao pavilhão desportivo, em homenagem de Luís da Cruz Barreto Jr., mais conhecido por “Tachinho”. Leopoldino Machado, presidente da direcção do Luso proferiu algumas palavras de reconhecimento para com o ex-desportista e ex-dirigente considerando-o “um dos mestres do movimento associativo”.
Na sessão Solene que se seguiu, Leopoldino Machado, com a entrega de certificados e medalhas, agraciou simbolicamente alguns sócios, com 25 e 50 anos de associado, pelo apoio e dedicação ao clube. No entanto, e apesar de ser dia de comemorações, o dirigente do Luso, não escondeu, a apreensão resultante da situação, ainda por resolver, da construção do novo parque de jogos.
O presidente da direcção do Luso afirmou que embora exista o apoio da Câmara Municipal do Barreiro, “ainda não estão criadas as condições que viabilizem este processo”. Diz ainda que “a situação continua a ser preocupante a cada dia que passa” e “complicou-se ainda mais com a decisão de construção da nova travessia sobre o Tejo Chelas – Barreiro”. Leopoldino Machado considera que um novo recinto contribuirá para reverter o envelhecimento da massa associativa, gerar novas receitas, admitindo que sem ele “o clube corre sérios riscos de sustentabilidade cultural e desportiva”.
Sócio deste clube desde muito jovem, Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro confessou ter sido neste clube, que se destaca “não só pela actividade desportiva mas também por uma intensa actividade cultural”, que se formou como homem, que tomou consciência cívica e que aprendeu dos primeiros momentos de intervenção social.
“Foi aqui que passei, talvez, dos melhores momentos da minha vida”, disse o presidente da Câmara que se afirma “profundamente empenhado em resolver o problema” de uma nova infra-estrutura desportiva para o Luso. No entanto, Carlos Humberto clarifica que existem condicionantes não controláveis por parte do município que interferem directamente com esta resolução como é o caso da construção da nova ponte e a passagem do comboio de alta velocidade pelo concelho.
Aliás, o autarca esclarece igualmente que este problema acontece também com outros clubes do Barreiro que “têm parte das suas instalações no corredor da ponte”. Aconteceu com o Barreirense cujo problema está praticamente resolvido e ainda acontece com os Galitos e com o Fabril.
Por fim, Carlos Humberto relembrou mais uma vez a sua disponibilidade para “encontrar caminhos que estejam ao alcance e ajudar a encontrar soluções” e apelou à consciência da população afirmando que o “mundo muda com a nossa intervenção, muda com o nosso trabalho!”
Sousa Marques, presidente da Associação de Futebol de Setúbal considera que o “Luso Futebol Clube foi e continua a ser uma escola de desporto e de dirigentes” e afirmou que “não podemos virar a cara a esta situação”.
Por seu lado, Joaquim Monteiro, representante do Governo Civil pensa que o caminho do movimento associativo passa pela formação de direcção e por um maior envolvimento de jovens. Joaquim Monteiro elogiou ainda o Luso como um “exemplo de um clube com dificuldade e ainda assim com bons resultados”.
A maior parte dos discursos enalteceu a importância do Luso Futebol Clube no movimento associativista, popular, cultural e desportivo do concelho e deixou ainda uma mensagem de esperança e de optimismo.
Ângela Tavares Belo













