Câmara Municipal do Barreiro apresentou“Movimento Associativo – Palhais Memórias e Estórias”
. A vontade de fazer cidadania

Por Jornal Rostos
Presentes na sessão estiveram, para além do presidente da Junta de Freguesia de Palhais, a vereadora da Cultura, Regina Janeiro e do Gabinete de Associativismo da CMB, António Sousa Pereira, responsável pelo texto.
Associativismo – “Tem sido uma escola para muitas coisas boas”
O presidente da Junta de Freguesia de Palhais, Manuel Costa, sublinhou a importância do movimento associativo no concelho, lembrando o papel que deteve em tempos mais antigos nas lutas contra a opressão e a importância que persiste nos dias de hoje, o que o leva a considerar: “Tem sido uma escola para muitas coisas boas” e focou a sua utilidade na promoção do desporto, da cultura e do lazer, estendendo esses papéis à formação dos mais jovens: “encaminhando a juventude para a vida”, sustentou.
“Muita paixão, dores de cabeça, amor à terra e com vontade de fazer cidadania e construir uma vida melhor para Palhais”
Do Gabinete de Associativismo da CMB, António Sousa Pereira não quis deixar de endereçar palavras de agradecimento quer à Junta de Freguesia de Palhais, quer às colectividades da freguesia pela forma como foi recebido na recolha de informação para poder proceder ao registo do texto e só aponta um reparo no lançamento do caderno: “É pena que não tenha sido editado há mais tempo”. Um trabalho que diz ter sido feito com “muita paixão, dores de cabeça, amor à terra e com vontade de fazer cidadania e construir uma vida melhor para Palhais”. E considerou este lançamento como “mais um passo para fixar as memórias do movimento associativo”, deixando a vontade de fazer “outras coisas”, para que mais cadernos sejam lançados.
“ (…) Sentimos a falta de algo que eternizasse este trabalho voluntário que tem mais de um século”
Por sua vez, a vereadora da Cultura, Regina Janeiro, quis também reforçar a importância do movimento associativo no concelho do Barreiro, que na sua opinião seria difícil de imaginar sem esse tão importante elemento e lançou, nesse âmbito, um conjunto de interrogações: “Os jovens para onde é que iam? Onde jogávamos às cartas? Onde é que fazíamos renda? Onde é que bebíamos chá? Onde é que fazíamos torneios de futebol ou de damas?”. E lembrando que a primeira colectividade em Palhais data de 1925, sublinhou: “Ao pensarmos na riqueza, na tradição, no contributo que o movimento associativo continua diariamente a dar, sentimos a falta de algo que eternizasse este trabalho voluntário que tem mais de um século”. E essa eternização tomou forma no lançamento dos Cadernos do Associativismo/Monografia, o que no seu entender é essencial, ao que justifica: “porque as palavras vão voando”.
Lançamento de mais dois cadernos para 2008
Após o lançamento do nº1 e do nº2, dedicados respectivamente ao movimento associativo de Coina e de Palhais, a vereadora da Cultura, sem poder ainda antecipar os nomes das freguesias que vão ser objecto deste estudo, adianta que para o próximo ano mais dois cadernos sobre duas freguesias serão lançados e acrescenta: “haverá freguesias em que não será editado apenas um caderno de freguesia”, porque considera que existem colectividades que “pela sua história e dimensão” merecem um caderno específico. Com o objectivo que diz ser de: “prestar uma simbólica homenagem aos dirigentes, atletas, sócios e populares que contribuíram para termos este movimento associativo”.
Inclusão de documentos históricos sobre colectividades no Arquivo Municipal
E quis ainda referir que este caderno dedicado ao movimento associativo de Palhais conta com uma novidade, em relação ao primeiro, porque para além das histórias das colectividades, existe a inclusão da informação existente sobre as colectividades do concelho no Arquivo Municipal do Barreiro, uma documentação que foi inventariada pelo Gabinete de Arquivo e Gestão Documental da Câmara Municipal do Barreiro de modo a permitir que qualquer pessoa interessada possa solicitar a sua consulta. E deixou a mensagem para que quem tivesse documentos históricos na sua posse “ajudasse a contribuir para a história da comunidade”.
No final da sessão foram oferecidos exemplares da Monografia às associações da freguesia de Palhais, um acto que contou com a participação de Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Andreia Lopes Gonçalves













