Seminário Cooperativas em SetúbalExigem o direito de participar nos espaços de concertação social
No decorrer do Seminário foi referenciado, no que respeita à actividade das cooperativas, que estas – “devem ter como linhas de acção permanente: encontrar respostas à competitividade dos dias de hoje; apostar de forma constante na modernização; garantir uma gestão com base na sustentabilidade económica e financeira; garantir a qualidade nos serviços prestados; promover as suas práticas ao nível interno e externo com uma dimensão ética – ao serviço das pessoas”.

Por Jornal Rostos
A CONFECOOP – Confederação Cooperativa Portuguesa, estrutura do sector cooperativo não agrícola, promoveu nas instalações da PLURICOOP, em Setúbal, um Seminário subordinado ao tema : “O Movimento Cooperativo Português – Que futuro?”
A iniciativa contou com a presença de perto de uma centena de cooperativistas, numa reflexão que envolveu profissionais, dirigentes cooperativos e representantes de entidades institucionais.
Segundo a organização “o objectivo do Seminário foi abrir um debate e análise sobre a realidade do sector e contribuir para a definição de prioridades, linhas de acção estratégica, que permitam a promoção e a afirmação do Movimento Cooperativo Português, através da projecção de uma imagem positiva junto dos interlocutores institucionais e da comunidade em geral, assim como, dinamizar e alargar o papel do sector cooperativo no contexto da Economia Social e na sociedade.”
O direito de participar nos espaços de concertação social
“É fundamental que o Movimento Cooperativo Português reafirme a importância e o papel das cooperativas enquanto agentes na promoção e criação de emprego, com estabilidade, assim como o seu papel na valorização de práticas de inclusão social” – foi sublinhado no encerramento do Seminário.
Tendo o Governo português sido um dos cem países que subscreveu a “Recomendação Mundial sobre cooperativas”, onde os reconhecem as características específicas das cooperativas e assumem que o Estado tem responsabilidades na promoção das cooperativas, as cooperativas portuguesas exigem “o direito de participar nos espaços de concertação social”.
Acrescentando que ao “nível do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional – estarem definidas um leque de medidas, através das quais é vedado o acesso aos programas a estruturas que não enquadrem o “clube da concertação social”, donde afinal as cooperativas e a Economia Social estão arredados”
Um sector de grande relevo na Economia Social
No decorrer do Seminário foi referido que ao nível Europeu “1/3 do emprego é garantido pelo cooperativismo” e que em Portugal – “existem 3200 cooperativas, que dão emprego a 51 mil trabalhadores e envolvem perto de 3 milhões de membros, sendo um sector de grande relevo na Economia Social e essencial ao desenvolvimento do país”.
Referindo-se “a necessidade de serem promovidas políticas coerentes que contribuam para gerar condições de financiamento, promoção da formação, reconhecimento do Movimento Cooperativo Português, como parceiro do desenvolvimento”.
Garantir a qualidade nos serviços prestados
No que respeita à actividade das cooperativas foi sublinhado que – “devem ter como linhas de acção permanente: encontrar respostas à competitividade dos dias de hoje; apostar de forma constante na modernização; garantir uma gestão com base na sustentabilidade económica e financeira; garantir a qualidade nos serviços prestados; promover as suas práticas ao nível interno e externo com uma dimensão ética – ao serviço das pessoas”
E, simultaneamente, referida a “importância de ser fomentada a inter-cooperação, o alargamento de relações intersectoriais, promovendo-se a articulação de iniciativas entre cooperativas de diferentes sectores”.
Acrescentando-se que a cooperativa “valoriza-se ao estimular a sua dimensão de empresa, promovendo a gestão integrada, mas, de forma alguma, pode ou deve ignorar a sua dimensão associativa, promovendo relações de proximidade com os seus membros e com a comunidade”.
Contra extinção do INSCOOP
No Seminário foi considerado que – “a extinção do INSCOOP – Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo, de forma alguma, vai ser uma ajuda ao desenvolvimento do Movimento Cooperativo”
E salientou-se a “necessidade de serem promovidas políticas coerentes que contribuam para gerar condições de financiamento, promoção da formação, reconhecimento do Movimento Cooperativo Português, como parceiro do desenvolvimento”.













