Movimento Barreiro Património Memória e FuturoConsidera que não fica clarificado o futuro da estátua Alfredo da Silva
Por outro lado, aquele movimento, na sua análise sobre o projecto de discussão pública do “centro do Barreiro”, sublinha que - “ não fica clarificado, de uma vez por todas, o futuro da estátua Alfredo da Silva e dos elementos artísticos adjacentes em calçada portuguesa”.

Por Jornal Rostos
O MBPMF - Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, em nota enviada para a nossa redacção, refere que, analisou o projecto intitulado “centro do Barreiro”, agora em discussão pública, e ,”resolveu tomar posição sobre o mesmo, dando assim a sua contribuição cívica.”
Positivo manter e melhorar o mercado municipal 1º de Maio
O Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, salienta como aspectos positivos : “a decisão da CMB de manter e melhorar o mercado municipal 1º de Maio, no coração do Barreiro, local de comércio tradicional, de tertúlias e convívios, de notícias e afectos, de tradição, memórias e ânsias de futuro”, assim como “o arranjo urbanístico exterior do novo edifício do mercado, preocupado com a futura integração na previsível (desejada) regeneração do Barreiro Velho, e a sua orientação “vis-a-vis” com o Tejo, na desejável abertura para a milenar bacia – mater.”
A finalizar sublinha como aspecto positivo : “a adopção de parte dos elementos arquitectónicos do actual edifício do mercado, ultrapassando tibiezas e “manias de grandeza”. O futuro edifício, para além das modernas funcionalidades, deve respeitar a memória colectiva dos barreirenses.”
Deixam-se “cair” demasiados elementos arquitectónicos históricos
Por outro lado, o Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, aponta como aspectos negativos que : “deixam-se “cair” demasiados elementos arquitectónicos históricos (da origem do edifício em 1917) que o não deveriam ser. Os elementos valizados originais (platibanda de merlões, arcos de ferradura de inspiração hispano-árabe em tijolo burro de portas e janelas de ferro trabalhado, os peais em cantaria etc.) não devem ser perdidos na futura arquitectura”, acrescentando que – “esta asserção é válida em nosso entender também para a frente poente do novo edifício, ainda que inseridos tais elementos de uma forma estilizada, numa nova “linguagem contemporânea”, para utilizar a expressão do documento público.”
Não fica clarificado o futuro da estátua Alfredo da Silva
Na opinião do Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, “não fica clarificado, de uma vez por todas, o futuro da estátua Alfredo da Silva e dos elementos artísticos adjacentes em calçada portuguesa. Talvez seja pertinente relembrar a proposta concreta feita pelo MBPMF há alguns meses.”, assim como, “não está claro se haverá uma reestruturação do Parque Catarina Eufémia, inserida na dinâmica da “nova praça”que deverá ser, e muito bem “uma plataforma de entrada no Barreiro Velho”, criando um segundo eixo Norte /Sul de recuperação do rio a cidade.”
Registar a memória em painéis de azulejos
O Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, na sua reflexão, deixa algumas sugestões, nomeadamente que – “na decoração interior do futuro edifício deverá ser considerado a construção de elementos (painel de azulejos, por exemplo) que retenham a memória do primeiro parque infantil do Barreiro, que funcionou mesmo em frente, durante tantos anos.”, assim como, refere – “da mesma forma (painel de azulejos ou exposição permanente de quadros fotográficos) deverá ser “contado” às novas gerações o episódio da detenção de um grupo de jovens barreirenses, por um fiscal da câmara, posteriormente entregues à policia politica, que distribuíam cravos vermelhos e recolhiam dádivas para as centenas de presos políticos em Portugal.”
O Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, considera que – “a memorável “marcha da fome”, com Maria “Pintainha” e a Maria “Ramalha” à frente, atravessando o Mercado em Julho de 1943 e levando no fervor da luta, comerciantes e clientes no protesto comum. Também deve ser “contado”!
Estátua Alfredo da Silva na área do Mausoléu e da Casa Museu
O Movimento Barreiro Património Memória e Futuro, defende que – “a estátua do industrial fundador Alfredo da Silva, com tudo o que de bom e de mau trouxe ao Barreiro, e a zona envolvente de concepção artística, deverá ser enquadrada num futuro memorial condigno, na área do Mausoléu e da Casa Museu, na perspectiva de uma previsível grande praça no ordenamento futuro da Quimiparque.”
Por fim, salienta que – “a haver uma reestruturação do parque Catarina Eufémia, mínima em nosso entender, sem “roubar “ nada do que lhe é característico, deverá ser tido em conta um pequeno mas significativo “memorial” que “conte” as jornadas heróicas ali vividas em 1943, 1962, 1965,1971 e 1972, de luta contra as forças militarizadas ocupantes e contra o regime fascista mandante.”













