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Movimentos

No SeixalTimbre Seixalense comemora 160.º aniversário

A Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, uma das cinco associações centenárias do concelho, comemora na sexta-feira, dia 18 de Abril, o seu 160.º aniversário.
A sessão solene comemorativa decorre, hoje, domingo, dia 20, às 15 horas, no Salão Nobre da colectividade.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Dedicada à área da cultura, a Sociedade Filarmónica União Seixalense dispõe aos seus associados uma escola de música, um grupo coral e marcha popular.
As comemorações decorrem até ao final do mês de Maio com muita música, teatro e animação.

Programa

20 de Abril, domingo

9.30 horas
Arruada pela Banda de Música da Sociedade em romagem ao cemitério em memória dos sócios falecidos

15 horas
Sessão Solene Comemorativa do 160.º Aniversário
Audição da Escola de Música e Concerto da Banda da Sociedade

3 de Maio, sábado

22 horas
Baile com Vitor Ginja e Carlos Alberto

10 de Maio, sábado

21.30 horas
Concerto pela Orquestra Ligeira Cabanense

16 de Maio, sexta-feira

21.30 horas
Concerto pela Banda Sinfónica do Exército

24 de Maio, sábado

21.30 horas
Revista à Portuguesa Pêra Aí... Que Já Comes… Pelo Grupo Cénico Ivone Silva

30 de Maio, sexta-feira

21.30 horas
Noite de Karaoke com Nuno

160 Anos de história

A criação do Conservatório Nacional, em Maio de 1835, e a organização da Banda da Guarda Municipal, em 1838, deram origem no reinado da rainha D. Maria II, à divulgação do ensino da música e ao consequente aparecimento das bandas militares, que por seu turno exerceram benéfica influência na educação musical do povo e permitiram a fundação das primeiras filarmónicas.
Como reflexo do movimento musical iniciado com as bandas militares, surgiu no Seixal, no ano de 1848, a Sociedade Timbre Seixalense, cuja filarmónica, constituída por operários da construção naval e orientada pelo Padre seixalense José Joaquim Alves, se apresentou em público pela primeira vez a 23 de Abril desse ano.
Durante doze anos o padre José Joaquim Alves exerceu as funções de ensaiador e regente da Filarmónica, mas supõe-se que a partir de 1860 essas funções tenham sido atribuídas a um militar.

A 24 de Março de 1911, e após alguns anos de desactivação da Filarmónica, restaurou-se com a denominação Grupo Democrático Timbre Seixalense e só mais tarde se deu o nome de Sociedade Filarmónica União Seixalense.
A primeira Direcção de restauradores contratou o mestre Cipriano, músico Militar, para dirigir o grupo musical.

Em 1912, o Grupo Musical realizou no Teatro dos Ferroviários do Barreiro um concerto que foi muito aplaudido, facto que estimulou os timbrenses.
Em 1920, o Grupo já transformado em Banda, estreou fardamentos novos fardamentos, e em 1925 foi prestada homenagem ao regente António Almeida, com um concerto no Celeiro do Moinho de Maré de Corroios.
Por Decreto publicado no “Diário do Governo” n.º 9, 2ª Série, de 11 de Janeiro de 1936, foi pelo Presidente da República condecorada a Timbre Seixalense, com o maior grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência.
Com o crescimento da colectividade a 20 de Fevereiro de 1938 foi inaugurada a sua nova sede.

Na Timbre Seixalense foi inaugurada a primeira biblioteca do Conselho do Seixal, a 24 de Agosto de 1939.
Saiu a 1 de Abril de 1945 o primeiro número do boletim “Voz da Timbre” com divulgação de notícias da colectividade.
Em 18 de Novembro de 1947, no salão da “Voz do Operário”, a banda da Timbre conseguiu o 1º lugar em ex-equo, com a Banda da Sociedade Humanitária de Palmela, no concurso de bandas de música, organizado pela antiga Federação das Sociedades de Educação e Receio.
No ano de 1948 foram gravados 20 discos com interpretações da banda da Timbre Seixalense.
A gerência de 1949 deu um impulso ao Teatro amador na colectividade, do qual resultaram os grupos “Impagáveis da Timbre”, “Ecos de Portugal” e “Almas do Sado”.
O campismo foi introduzido na Sociedade a 27 de Abril de 1950 a pedido de alguns sócios.

Em Março de 1957 foi conferido à Timbre Seixalense o diploma da medalha de oiro de instrução e arte, distinção com que a Federação das Sociedades de Educação e Receio, quis galardoar as filiadas que mais se distinguiram na elevação do nível cultural dos seus associados.
A Timbre possuí vários Diplomas que atestam o reconhecimento dos seus serviços prestados à educação popular, entre os quais, o da Associação de Beneficência Escolar do Seixal, conferido em 15 de Maio de 1927.
No decurso dos seus 155 anos de existência muitos têm sido os timbrenses que se lhe devotaram de alma e coração.
Dedicada à área da cultura, a Sociedade Filarmónica União Seixalense dispõe aos seus associados uma escola de música, um grupo coral e marcha popular.

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