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Confraria do Moscatel de SetúbalDar mais protagonismo a este vinho e internacionalizá-lo mais do que ele já está

A imagem do Moscatel de Setúbal é defendida, desde sábado, pela mais recente confraria do País, criada numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e juntou confrades fundadores, de mérito e confrarias convidadas.

Para o grão-mestre, Nelson Heitor, a criação da Confraria do Moscatel de Setúbal é “um acto de justiça para um dos três [vinhos] generosos portugueses e europeus de maior nomeada e de maior qualidade”, até porque, dos três, o Moscatel era o único que não tinha uma confraria a representá-lo.

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Confraria do Moscatel de Setúbal Dar mais protagonismo a este vinho e internacionalizá-lo mais do que ele já está

Por Jornal Rostos

Nelson Heitor vai mais longe e adianta que o Moscatel de Setúbal e os vinhos do Porto e da Madeira “são reconhecidos pelos apreciadores como os três melhores da Europa”.

O grão-mestre sublinha que “numa óptica de promoção e de visibilidade do Moscatel de Setúbal era imperioso que esta injustiça, que esta lacuna, que esta omissão, fosse colmatada”.

O passo que se segue, adiantou Nelson Heitor, é a articulação de esforços da confraria com as diferentes entidades regionais ligadas ao sector vinícola para promover e “vender mais Moscatel de Setúbal e contribuir para que o Moscatel que se venda não seja só em maior quantidade, mas em maior qualidade”.

Opinião partilhada por Maria das Dores Meira, que, como presidente da Câmara Municipal de Setúbal, representa a Autarquia no quadro dos confrades de mérito. “É de facto uma marca a prestigiar e a continuar a promover. A constituição desta confraria tem como objectivo isso mesmo: a continuação da promoção e dar mais protagonismo a este vinho; internacionalizá-lo mais do que ele já está.”

A cerimónia de entronização de cada um dos confrades realizou-se ao final da tarde. Do grupo de confrades fazem parte várias individualidades e entidades intimamente ligadas à realidade do Moscatel, como as câmaras municipais de Setúbal, Palmela e Sesimbra, a Associação da Rota dos Vinhos da Península de Setúbal e a adega José Maria da Fonseca, criadora da marca.

A constituição da Confraria do Moscatel de Setúbal inseriu-se no programa comemorativo da Comissão Vitivinícola da Região da Península de Setúbal (CVRPS) que está a assinalar o centenário da criação da região de Denominação de Origem Controlada de Setúbal, uma das mais antigas do País.

A D.O.C. de Setúbal destina-se exclusivamente aos moscatéis de Setúbal e Roxo.

O brinde de juramento dos novos confrades foi feito com uma edição limitada de Moscatel de comemoração dos cem anos da D.O.C. de Setúbal, concebida a partir de lotes de qualidade superior de todas as adegas produtoras deste vinho generoso na região.

Este Moscatel, do qual se produziram apenas nove mil garrafas, está à venda por oito euros nas instalações da CVRPS, na Casa-Mãe da Rota dos Vinhos da Península de Setúbal e nas lojas das adegas que contribuíram para a sua produção.

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