III Encontro de Dirigentes Associativos de Setúbal“A Câmara Municipal tem que dar valor a estas pessoas”
O vice-presidente da Mesa do Congresso da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto, Artur Martins, enalteceu o papel do associativismo ao conseguir chegar ao “micro”, onde o Estado tem dificuldade em chegar.

Por Jornal Rostos
O coordenador do projecto “Estratégia Regional, Lisboa 2020” da CCDR-LVT – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo, João Afonso, também reconheceu que “as associações é que conhecem o terreno, realmente, conhecem a realidade social”, mas advertiu que “também devem promover respostas à inovação”.
Este responsável indicou que existem fundos comunitários de apoio ao desenvolvimento de projectos das associações, destacando a importância de estas instituições estabelecerem “parcerias para não haver sobreposição de entidades a trabalhar sobre o mesmo assunto”.
João Afonso incentivou as associações, em conjunto com as câmaras municipais, a elaborarem e apresentarem candidaturas às verbas previstas no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional. Os montantes disponíveis são da ordem dos 350 milhões de euros para a Área Metropolitana de Lisboa, no período programado de 2007 a 2013.
Na sessão de abertura do III Encontro de Dirigentes Associativos de Setúbal, o vereador Eusébio Candeias destacou como grande objectivo da Câmara Municipal o aumento da envolvência das instituições do Concelho nas causas de interesse público e da participação dos munícipes nas actividades desenvolvidas.
Nesse sentido, o autarca destacou a importância das parcerias entre a Câmara e o movimento associativo, uma área que, referiu, poderá ser intensificada. “É na união dos nossos esforços e recursos, ideias e iniciativas que temos de fortalecer as nossas relações e, com isso, fortalecer a nossa causa e a nossa interacção com a população.”
Eusébio Candeias enalteceu o papel das instituições “e as muitas pessoas que sacrificam o seu tempo pessoal em prol dos outros”, acrescentando: “A Câmara Municipal tem que dar valor a estas pessoas.”
Elegeu ainda o associativismo como um pilar essencial da democracia e referiu que o desenvolvimento desta prática “faz com que os jovens tenham uma ocupação saudável que os desvie de caminhos menos bons, o que é benéfico para todos, para os municípios e população”.













