Associativismo Setúbal em formação“O movimento associativo é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar social”
O curso “Formar e Qualificar para Melhor Dirigir” decorreu, durante todo o dia, no auditório da Escola Básica de 2.º e 3.º Ciclos de Bocage, numa iniciativa direccionada para dirigentes associativos, seccionistas, técnicos das colectividades do Concelho e funcionários da Câmara Municipal e das juntas de freguesia de Setúbal.

Por Jornal Rostos
A formação, numa parceria entre a Câmara Municipal e a Confederação, contou com três módulos distintos. A parte da manhã foi dedicada ao tema “O Associativismo popular enquanto factor de desenvolvimento Social, Económico e Cultural – Propostas e Projectos da Confederação”, por Augusto Flor.
O responsável máximo por esta confederação que engloba cerca de 17 mil colectividades salientou a importância da formação contínua como factor de rejuvenescimento do movimento associativo e apelou à utilização das ciências sociais, “com os seus métodos e técnicas próprias, para interpretar e construir soluções”.
A partir das 15h00, o vice-presidente da Mesa do Congresso da Confederação Portuguesa das Colectividades, Artur Martins, deu início ao módulo denominado “A importância da Informação, Comunicação e Imagem do Associativismo – Estratégias num Mundo Globalizado”.
Este dirigente valorizou a formação na comunicação interpessoal e no relacionamento com a comunicação social. Realçou, igualmente, a importância dos cuidados a ter na organização de reuniões e eventos, a aposta no diálogo e o estabelecimento de laços entre os participantes.
Artur Martins defende que as instituições têm vantagens em aderir ao “D3 – Digitalizar o Terceiro Sector”, que visa a criação e o alojamento gratuito de sítios na internet, programa promovido pela Confederação, que se disponibiliza a dar apoio técnico.
O último módulo apresentado, “Contabilidade e Fiscalidade Associativa (Legislação aplicável) – Responsabilidade pessoal e colectiva”, decorreu às 17h00, sob a tutoria do técnico oficial de contas Luís Costa.
Este formador alertou para o facto de os responsáveis das instituições nem sempre saberem as obrigações fiscais a que elas estão obrigadas ou terem conhecimento da legislação aplicável, o que pode resultar em situações de incumprimento com consequências graves, tanto para as colectividades como para quem as dirige ou nelas exerce actividade.
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na sessão de boas-vindas aos formandos, referiu-se ao associativismo como uma preocupação da Autarquia, que se traduz nos apoios prestados, na criação de parcerias e protocolos de colaboração com diversas instituições e na existência de um regulamento municipal de apoio ao movimento associativo.
“O movimento associativo é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar social”, declarou a autarca. “Só com a cooperação entre as associações e as organizações de natureza pública ou privada, a conjugação de esforços e a rentabilização dos recursos é possível a criação de um concelho coeso e competitivo”.
No curso participaram 64 formandos, dos quais 56 desempenham funções associativas e oito são funcionários da Câmara e de juntas de freguesia.













