Futebol Clube Barreirense – BarreiroComissão Administrativa para assumir os destinos do clube
No dia seguinte à consumada descida ao campeonato distrital de Setúbal, o histórico Futebol Clube Barreirense realizou uma Assembleia-geral onde foi anunciado que em breve deverá ser constituída uma Comissão Administrativa para assumir os destinos do clube.
“O problema é que não conseguimos aproximar as receitas das despesas e o clube não pode continuar a esgotar o seu património para manter as actividades, com um défice de cerca de 400 mil euros anuais. Ninguém gosta de acabar com o futebol e basquetebol sénior e as pessoas que ficarem à frente do clube vão ter que encontrar soluções e receitas”- sublinhou Manuel Lopes, presidente da Direcção.

Por Jornal Rostos
Perante uma sala que foi pequena para receber os cerca de 300 sócios presentes, o presidente da assembleia-geral, António Sardinha, explicou que depois de três assembleias sem que tenha surgido uma lista para concorrer a eleições, deverá estar para breve a constituição de uma comissão administrativa.
Este é o momento mais difícil da vida do clube
“Este é o momento mais difícil da vida do clube. Como não surgiam listas a mesa fez diligencias para encontrar órgãos directivos mas como as respostas eram negativas tentamos uma comissão administrativa”, disse.
Ficou agendada uma nova assembleia-geral para o dia 25 de Maio onde os membros da comissão deverão ser apresentados.
“A comissão deverá tomar conta dos destinos do clube e criar condições para o surgimento de uma direcção. Não está nada clarificado, mas já temos alguma coisa e vamos reunir com essas pessoas na terça-feira”, referiu.
O presidente Manuel Lopes, que liderou os destinos do clube durante 14 anos, apresentou, juntamente com a restante direcção, a sua demissão, pois considera que está na altura de surgirem outras pessoas.
Não conseguimos aproximar as receitas das despesas
“O problema é que não conseguimos aproximar as receitas das despesas e o clube não pode continuar a esgotar o seu património para manter as actividades, com um défice de cerca de 400 mil euros anuais. Ninguém gosta de acabar com o futebol e basquetebol sénior e as pessoas que ficarem à frente do clube vão ter que encontrar soluções e receitas”, explicou.
“Não temos conseguido encontrar soluções e também vamos perdendo a animo e a força”, acrescentou.
A assembleia geral tinha dois pontos de discussão mas não foram analisados, pois vários sócios intervieram sobre a situação do Barreirense, deixando criticas à direcção, às suas declarações em órgãos de comunicação social sobre o possível fim do futebol e basquetebol sénior e, essencialmente à venda do campo D. Manuel de Mello.
António João Oliveira
LUSA













