Em Grândola - PLURICOOP debateu a criseAs Cooperativas são uma alternativa ao modelo que esteve na origem da crise

Por Jornal Rostos
Foi numa tarde solarenga de Domingo, dia 31 de Maio, em Grândola que a PLURICOOP realizou, perante uma plateia de Trabalhadores, Cooperadores e cidadãos anónimos, mais um debate sobre a crise com o tema de fundo “A Crise não é de agora...” .
Depois de Natacha Costa, Secretária da Direcção, ter apresentado a mesa foi a vez de José Raimundo Jesus, Coordenador da Delegação Local de Grândola, dar as boas vindas e congratular-se pela realização desta iniciativa nesta Vila Alentejana.
PLURICOOP sempre trabalhou para encontrar respostas aos períodos difíceis
Fernando Parreira, Presidente da Direcção da Cooperativa, começou por referir que as Cooperativas de Consumo já há muito tempo que vêm demonstrando preocupação com a crise, que sabem não ser um fenómeno novo, pois ao colocarem-se desde sempre ao lado daqueles que têm menos recursos tem sofrido com eles os efeitos dos diferentes períodos de crise. Contudo, este Dirigente, referiu que “apesar de todas as contrariedades a PLURICOOP sempre trabalhou para encontrar respostas aos períodos difíceis” e deu como exemplo Grândola “se a Coopertiva em Grândola não tivesse sido integrada na PLURICOOP, hoje certamente não existiria deixando assim os Consumidores mais desprotegidos”.
Cooperativas são uma alternativa ao modelo que esteve na origem da crise
Para falar sobre a crise económica foi convidado o Dr. Sérgio Ribeiro – Economista, ex-Professor Universitário e um dos primeiros deputados Portugueses no Parlamento Europeu. Numa conversa em que fez uma resenha histórica sobre as relações económicas e os seus diferentes modelos de organização, Sérgio Ribeiro afirmou diversas vezes que “as Cooperativas são uma alternativa ao modelo que esteve na origem da crise: o capitalismo e o seu financeirismo”.
Participar de forma activa e solidária na sociedade
O período aberto ao debate decorreu de forma natural e informal com os participantes a colocarem dúvidas sobre economia, a partilharem experiências, procurando assim uma melhor forma de compreender o contexto actual.
Fernando Parreira fez ainda questão de sublinhar que estas iniciativas são importantes e só são possíveis porque “a Cooperativa tem, a par da vertente económica, uma forte vertente associativa e de participação dos cidadãos para que, formados e informados nas mais diversas vertentes, possam participar de forma activa e solidária na sociedade.”
Rui Nobre













