Cooperativas de ConsumidoresConselho Nacional de Dirigentes reuniu para projectar futuro

Por Jornal Rostos
“As dificuldades que a humanidade sente desde 2008, são efeito da crise financeira a que a economia de casino inevitavelmente iria conduzir e que também teve reflexos muito directos na vida das cooperativas de consumidores portuguesas, pelas restrições brutais de crédito a que o sistema financeiro rapidamente procedeu” pode ler-se na introdução da resolução emanada desta reunião.
Ao longo da sua história as Cooperativas de Consumo Portuguesas sempre souberam dar uma resposta adequada às diferentes crises. Uma das medidas foi a criação, em 1985 da COOPLISBOA, União de Cooperativas de Consumo, UCRL. Tendo sido criada como Central de compras, é hoje possuidora de um moderno armazém, estrategicamente localizado no centro do País, mas tem também finalidades de natureza económica, social, cultural e de assistência técnica.
Contudo, a falta de criação de excedentes por um lado e a forte dependência das oscilações das políticas conjunturais da banca criaram dificuldades às Cooperativas Associadas em pagar as suas dividas à União e por via desta em manter uma normal relação com os fornecedores e o abastecimento de produtos, dentro da normalidade, às lojas.
Muito embora as dificuldades sentidas, convém referir que,, durante todo este processo se assegurou o cumprimento de todas as obrigações para com os trabalhadores e não se verificou nenhum incumprimento para com o Estado e a Banca.
Foram mantidos igualmente os contactos com os fornecedores, que de uma forma ou outra, nos têm apoiado, e com quem teremos que continuar a manter um permanente diálogo, na procura de soluções, que permitam a retoma da normalidade dos abastecimentos e também o integral cumprimento dos compromissos assumidos.
Desde 2009, foram feitos contactos com a Presidência da República, Grupo de Trabalho – Comércio e Serviços da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Energia da Assembleia da República, Grupos Parlamentares e Governo, expondo a situação e solicitando as intervenções normais no cumprimento das disposições constitucionais que consagram a defesa e apoio às cooperativas, tendo presente a sua real história, os serviços prestados aos cooperadores, mas também às comunidades onde estão implantadas.
Todas estas iniciativas foram bem acolhidas, mas foi morosa a tomada de efectivas decisões e só muito recentemente a banca cooperativa e social deu algumas respostas e o IAPMEI utilizou os seus instrumentos financeiros, para apoio às cooperativas de consumidores.
Ainda não estão libertos os meios financeiros prometidos e já decididos, mas os processos estão em marcha e neste momento podemos temos confiança de que teremos em breve ao nosso alcance a liquidez necessária para retomar a regular actividade.
Assim, no final do Conselho Nacional, os Dirigentes mostraram-se confiantes na continuidade deste projecto Cooperativo, sendo que esta confiança tem por base um plano estratégico que deverá permitir a estabilização e projecção futura da sua actividade













