Responsáveis pelo PROVE em PalmelaConfirmam o sucesso da iniciativa e apontam novos caminhos
A cerimónia decorreu durante o I Encontro Nacional PROVE, que reuniu em Palmela, no dia 11 de Novembro agricultores, consumidores e técnicos das entidades que estão a implementar esta metodologia de comercialização de proximidade.

Por Jornal Rostos
O projecto prevê um financiamento que ascende a 400 mil euros para a criação e desenvolvimento de núcleos PROVE nos territórios do Vale do Minho, Vale do Sousa, Baixo Tâmega, entre Douro e Vouga, Ribatejo Interior, Península de Setúbal e Interior Algarvio.
Como referiu Manuela Sampaio, coordenadora da ADREPES, estão neste momento constituídos 17 núcleos PROVE, que envolvem 50 produtores agrícolas e 800 consumidores. Ainda segundo aquela responsável são comercializadas todas as semanas 5 toneladas de produtos hortofrutícolas, correspondendo a um rendimento médio mensal de 560 euros por agricultor.
Face a estes dados, António Serrano, defendeu a comercialização de proximidade como uma solução válida para os produtores que não têm dimensão para discutir preços com a grande distribuição, apontando o PROVE como um exemplo a seguir.
António Pombinho, presidente da ADREPES, sublinhou a importância que esta iniciativa assume em zonas periurbanas como é o caso da Península de Setúbal, salientando a necessidade de contemplar este tipo de território no quadro da reforma da PAC.
Esta ideia foi corroborada pela Presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente, que salientou a importância do PROVE na criação de hábitos alimentares saudáveis e destacou o papel que a agricultura assume no concelho de Palmela face à sua localização na Área Metropolitana de Lisboa.













