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PLURICOOP – Cooperativa de Consumidores SetúbalVive presentemente a maior crise de toda a sua vida

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. Uma rede das melhores lojas de proximidade de cadeias privadas de distribuição alimentar

“A grande redução de crédito às cooperativas de consumo que se verificou a partir de 2009 teve efeitos muito directos na COOPLISBOA, a central de compras e logística das cooperativas de consumo, e, consequentemente, na PLURICOOP” – sublinha Direcção da PLURICOOP.

“Mas continuamos a acreditar na solução cooperativa, porque ela é justa, humana, democrática e serve os Consumidores, os Produtores Portugueses e a Economia Nacional pela afirmação de um canal alternativo e independente dos grandes grupos económicos da distribuição alimentar” – é referido.

Vai realizar-se uma Assembleia Geral no dia 11 de Março, para analisar a situação da Cooperativa.

4 min de leitura
PLURICOOP – Cooperativa de Consumidores Setúbal Vive presentemente a maior crise de toda a sua vida

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral da Direcção da PLURICOOP:

Posição pública

A PLURICOOP é a maior cooperativa de consumo de Portugal, resultante da fusão de um conjunto significativo de pequenas e médias cooperativas, muitas delas com um longo historial de trabalho de várias gerações de cooperativistas, que hoje associa muitas dezenas de milhares de consumidores, servidos por 34 lojas que vão de Peniche (Distrito de Leiria) até ao Cercal (Distrito de Setúbal) e empregando mais de 300 trabalhadores directos, tendo vendido em 2009 cerca de 34 milhões de euros de produtos.

Mas em 2010 as dificuldades agravaram-se significativamente, vivendo-se presentemente a maior crise de toda a sua vida.
É neste contexto que a Direcção, assumindo as suas responsabilidades se dirige aos Cooperadores, Trabalhadores, Fornecedores, Bancos, Governo e Consumidores em geral.
De todos são conhecidas as dificuldades em que a economia portuguesa se encontra e os seus efeitos na vida das empresas, organizações e famílias.

A grande redução de crédito às cooperativas de consumo que se verificou a partir de 2009 teve efeitos muito directos na COOPLISBOA, a central de compras e logística das cooperativas de consumo, e, consequentemente, na PLURICOOP.
A PLURICOOP fez na década de 2000 investimentos muito significativos nas suas lojas, modernizando as suas instalações e os seus equipamentos bem como a sua gestão, sendo que actualmente elas estão ao nível das melhores lojas de proximidade de cadeias privadas de distribuição alimentar.
Mas estes investimentos não foram feitos com apoios públicos e financeiros adequados e também não havia capitais próprios que os suportassem. Foi com um esforço sobre a tesouraria e financiamentos de curto prazo que tudo se foi realizando.

É certo que a partir de 2005 a concorrência das cadeias alimentares privadas acelerou e criou dificuldades acrescidas que se reflectiram ao nível dos resultados, mas em 2008 a situação começou a inverter-se.
Em 2009 procurou-se alterar as condições de financiamento, mas só com a intervenção do Governo em 2010 se começaram a desbloquear alguns dossiers que levaram à venda transitória de edifícios a Fundos Imobiliários e a empréstimos bancários com garantias hipotecárias sobre património imobiliário.
Mas estes processos foram morosos, foram-se concluindo em momentos diferentes e não geraram nem a liquidez necessária, nem a possibilidade de negociar com os fornecedores de forma simultânea e positiva.

A falta de liquidez da PLURICOOP e de outras cooperativas de consumo tem-se reflectido nos pagamentos à COOPLISBOA o que resultou na incapacidade desta manter o fornecimento de produtos às lojas o que contribuiu para uma quebra de vendas em 2010 na ordem dos 25%.
A Direcção da PLURICOOP sabe que é indispensável quebrar o actual ciclo e iniciar-se uma nova fase na vida da Cooperativa.

No entender da Direcção é indispensável o apoio do Governo, o acordo dos Bancos e dos Fornecedores, a participação empenhada dos Trabalhadores e o apoio, participação social e económica dos Cooperadores e Consumidores.
Assim, a Direcção já solicitou ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral a convocação de uma Assembleia Geral para o dia 11 de Março, onde prestará todas as informações aos Cooperadores, dará conta das medidas que está a tomar e ouvirá a sua posição e propostas.

A situação é difícil, os Trabalhadores da PLURICOOP estão já a fazer sacrifícios que nunca esperámos ter que pedir.
Mas continuamos a acreditar na solução cooperativa, porque ela é justa, humana, democrática e serve os Consumidores, os Produtores Portugueses e a Economia Nacional pela afirmação de um canal alternativo e independente dos grandes grupos económicos da distribuição alimentar.
Como noutros momentos da história é necessária coragem, união, lucidez, vontade e cooperação.

Setúbal, 2 de Março, de 2011
A Direcção

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