Dia Nacional do Associativismo no BarreiroHomenagem a instituições centenárias
A Câmara Municipal do Barreiro homenageou na noite de terça-feira, 31 de Maio, uma dezena de instituições centenárias do Concelho.
Na cerimónia, realizada nas instalações da Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, que assinalou o Dia Nacional do Associativismo, o Município do Barreiro aderiu, formalmente, a cada uma das dez colectividades com cem anos ou mais de história - a mais antiga, a Santa Casa da Misericórdia, com 450 anos.
Na cerimónia, realizada nas instalações da Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, que assinalou o Dia Nacional do Associativismo, o Município do Barreiro aderiu, formalmente, a cada uma das dez colectividades com cem anos ou mais de história - a mais antiga, a Santa Casa da Misericórdia, com 450 anos.

Por Jornal Rostos
Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, Jardim-de-Infância D. Pedro V, Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense (SFAL), Sociedade Democrática União Barreirense “Os Franceses”, Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense (SIRB) “Os Penicheiros”, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro, Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Barreiro e Moita, Cooperativa Cultural Operária Barreirense e Futebol Clube (FC) Barreirense foram as associações evocadas.
Nesta sessão marcaram presença o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, a Vereadora responsável pela área do Desporto, Associativismo e Cultura, Regina Janeiro, e representantes dos movimento associativo, entre os quais das instituições homenageadas.
Ao final da tarde, realizou-se no Eco-Moinho do Jim, a sessão de assinatura pública dos Acordos-Quadro de Desenvolvimento e Investimento de Produção e Reestruturação Ambiental e Energética integrados no projecto pioneiro a nível nacional Eco-Desafio, que decorre nas colectividades/associações do Concelho do Barreiro, com o intuito destas adquirirem práticas de gestão ambiental.
Este dia marcou, também o lançamento no Sítio Oficial da CMB na Internet de uma secção dedicada ao movimento associativo (MA) com a publicação de documentação útil - nomeadamente Critérios de Apoio ao Associativismo, contactos – cuja informação será, gradualmente, alimentada.
Vereadora do Desporto, Associativismo e Cultura
“Se há tradição que marque a vida do Barreiro é a sua ligação ao Movimento Associativo”, reconheceu a Vereadora do Desporto, Associativismo e Cultura. “São mais de 450 anos de história (…)”.
Entre instituições, colectividades e associações juvenis existem no Concelho cerca de 200 entidades: “Mais de um milhar de pessoas que não baixam os braços, que não esperam que aconteça, que fazem acontecer”, disse Regina Janeiro.
“São pessoas, que abdicando, muitas vezes, das suas famílias, pagam para trabalhar, para que haja jovens a praticar desporto, para que existam respostas sociais, para levar a cultura e recreação junto das suas populações”, avançou.
“Todavia há algumas insuficiências que importa superar porque a própria vida se alterou, exigindo nos esforços, novas iniciativas, novas sensibilidades e, sobretudo, ideias, prioridades e uma estratégia”, alertou.
“A existência de um grande e activo movimento associativo sócio-cultural e desportivo contribui, fortemente, para a animação da vida local e para o reforço dos elos que ligam os que vivem e trabalham no Barreiro”. Regina Janeiro lamentou o facto do MA não ser “recompensado pelo enorme esforço que faz na formação cívica, na respostas social, desportiva, e cultural de imensas camadas da população e, em muitos casos, sendo tratado como se de qualquer entidade privada se tratasse”.
A Vereadora falou os princípios que medeiam a relação Autarquia/MA: Autonomia, Relacionamento, Cidadania, Solidariedade, Diversidade, Cooperação, Transparência, Desenvolvimento, Participação e Voluntariado.
Presidente da CMB
“Este é, fundamentalmente, um acto simbólico”, um “agradecimento público”, referiu, na ocasião, o Presidente da CMB, reconhecendo um “sentido de gratidão”. Carlos Humberto de Carvalho realçou o “papel histórico determinante” do MA na “construção do Barreiro”, nas suas múltiplas funções.
O apreço pelo associativismo no Concelho do Barreiro é tal, reflectiu o Presidente, que o seu símbolo (uma corda com nó aberto) está representado no Brasão da Cidade.
Em sintonia com a Vereadora, Carlos Humberto de Carvalho reconheceu os desafios que se apresentam relacionados com a modernização e actualização, e o contributo na construção do presente e do futuro. “É um desafio imenso que é preciso vencer”. Não é possível, reflectiu, responder aos problemas actuais com soluções do passado. “O MA construiu condições ímpares no Concelho do Barreiro”, reconheceu, porém, disse: “Hoje precisamos de repensar o MA para que ele preste os serviços que as pessoas necessitam”.
“Se o MA vencer, o Concelho do Barreiro vencerá, se o Concelho vencer, o MA vencerá”, rematou, terminado com palavras de “incentivo” e de “esperança”.
A abertura da cerimónia contou com a actuação do Combo de Jazz da Escola de Jazz do Barreiro.
Nas colectividades: Eco-Desafio
adopta novas práticas de gestão ambiental
No período da tarde, igualmente inserida nas Comemorações do Dia Nacional do Associativismo, decorreu, no recuperado Eco-Moinho do Jim, a sessão de assinatura pública dos Acordos-Quadro de Desenvolvimento e Investimento de Produção e Reestruturação Ambiental e Energética integrados no Eco-Desafio.
Nesta iniciativa estiveram, além do Presidente e da Vereadora da CMB, os vereadores com as áreas da Sustentabilidade Ambiental, Nuno Banza, da Administração Geral e Patrimonial, Carlos Moreira, e dos Serviços Urbanos, Santa Clara Gomes, o administrador da Selfenergy, Rogério da Ponte, a Administradora Delegada da S.Energia - Agência Regional de Energia para os Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, Susana Camacho, e representantes das quatro colectividades envolvidas no projecto: SFAL, Grupo Dramático e Recreativo “Os Leças”, SIRB “Os Penicheiros” e o FC Barreirense.
Conforme disse, na altura, o Vereador da Sustentabilidade Ambiental, aquela sessão no Eco-Moinho dava o “pontapé-de-saída de uma iniciativa da Autarquia” com relevância do “ponto de vista ambiental”.
Com este projecto pioneiro, “que visa estimular a produção de energia através das fontes renováveis”, a “Autarquia dá um forte apoio às colectividades” – coloca-as “a produzir e a vender energia à rede” – e é mais um contributo no sentido de atingir o Pacto dos Autarcas.
Regina Janeiro informou que, ainda durante este ano, deverão ser abertas novas candidaturas ao Eco-Desafio.
A Administradora Delegada da S.Energia salientou duas vertentes do projecto: por um lado, a efectiva redução da factura por eficiência energética, por outro a componente do sistema de produção de energia solar fotovoltaica, que permite retirar “algum proveito directo através da produção de energias renováveis”.
Para o Administrador da Selfenergy, o projecto traduzir-se-á num “investimento com retorno” a longo prazo. O payback será, especificou, a seis/sete anos. E manifestou: “Estamos abertos para continuar a desenvolver este tipo de iniciativa”, manifestou.
O Presidente de “Os Penicheiros”, Vítor Santos, o único dos representantes das colectividades a intervir, deu “nota positiva” à CMB por tratar-se de um “contributo efectivo para o desenvolvimento da nossa actividade e da nossa intervenção”.
O Presidente da CMB apontou como “interessante” a realização da assinatura no Eco-Moinho onde se aliam “antigas fontes” e “modernas fontes de energia”.
Este evento, recorde-se, celebrou os acordos entre a Selfenergy e as quatro colectividades, permitindo-lhes que se tornem produtoras de energia e assim contribuam para o cumprimento das metas nacionais de produção de energias renováveis.
A decorrer desde o final do ano de 2009, o Eco-Desafio está, já, implementado no Sporting Clube Lavradiense. Os resultados obtidos têm excedido as expectativas iniciais de gestão ambiental e de produção de energia.
O Eco-Desafio pretende sensibilizar e promover as boas práticas, indicando os comportamentos mais adequados e partilhando informação sobre as tecnologias actuais que podem permitir que as instalações se tornem mais sustentáveis.
Fonte - CMB
Nesta sessão marcaram presença o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, a Vereadora responsável pela área do Desporto, Associativismo e Cultura, Regina Janeiro, e representantes dos movimento associativo, entre os quais das instituições homenageadas.
Ao final da tarde, realizou-se no Eco-Moinho do Jim, a sessão de assinatura pública dos Acordos-Quadro de Desenvolvimento e Investimento de Produção e Reestruturação Ambiental e Energética integrados no projecto pioneiro a nível nacional Eco-Desafio, que decorre nas colectividades/associações do Concelho do Barreiro, com o intuito destas adquirirem práticas de gestão ambiental.
Este dia marcou, também o lançamento no Sítio Oficial da CMB na Internet de uma secção dedicada ao movimento associativo (MA) com a publicação de documentação útil - nomeadamente Critérios de Apoio ao Associativismo, contactos – cuja informação será, gradualmente, alimentada.
Vereadora do Desporto, Associativismo e Cultura
“Se há tradição que marque a vida do Barreiro é a sua ligação ao Movimento Associativo”, reconheceu a Vereadora do Desporto, Associativismo e Cultura. “São mais de 450 anos de história (…)”.
Entre instituições, colectividades e associações juvenis existem no Concelho cerca de 200 entidades: “Mais de um milhar de pessoas que não baixam os braços, que não esperam que aconteça, que fazem acontecer”, disse Regina Janeiro.
“São pessoas, que abdicando, muitas vezes, das suas famílias, pagam para trabalhar, para que haja jovens a praticar desporto, para que existam respostas sociais, para levar a cultura e recreação junto das suas populações”, avançou.
“Todavia há algumas insuficiências que importa superar porque a própria vida se alterou, exigindo nos esforços, novas iniciativas, novas sensibilidades e, sobretudo, ideias, prioridades e uma estratégia”, alertou.
“A existência de um grande e activo movimento associativo sócio-cultural e desportivo contribui, fortemente, para a animação da vida local e para o reforço dos elos que ligam os que vivem e trabalham no Barreiro”. Regina Janeiro lamentou o facto do MA não ser “recompensado pelo enorme esforço que faz na formação cívica, na respostas social, desportiva, e cultural de imensas camadas da população e, em muitos casos, sendo tratado como se de qualquer entidade privada se tratasse”.
A Vereadora falou os princípios que medeiam a relação Autarquia/MA: Autonomia, Relacionamento, Cidadania, Solidariedade, Diversidade, Cooperação, Transparência, Desenvolvimento, Participação e Voluntariado.
Presidente da CMB
“Este é, fundamentalmente, um acto simbólico”, um “agradecimento público”, referiu, na ocasião, o Presidente da CMB, reconhecendo um “sentido de gratidão”. Carlos Humberto de Carvalho realçou o “papel histórico determinante” do MA na “construção do Barreiro”, nas suas múltiplas funções.
O apreço pelo associativismo no Concelho do Barreiro é tal, reflectiu o Presidente, que o seu símbolo (uma corda com nó aberto) está representado no Brasão da Cidade.
Em sintonia com a Vereadora, Carlos Humberto de Carvalho reconheceu os desafios que se apresentam relacionados com a modernização e actualização, e o contributo na construção do presente e do futuro. “É um desafio imenso que é preciso vencer”. Não é possível, reflectiu, responder aos problemas actuais com soluções do passado. “O MA construiu condições ímpares no Concelho do Barreiro”, reconheceu, porém, disse: “Hoje precisamos de repensar o MA para que ele preste os serviços que as pessoas necessitam”.
“Se o MA vencer, o Concelho do Barreiro vencerá, se o Concelho vencer, o MA vencerá”, rematou, terminado com palavras de “incentivo” e de “esperança”.
A abertura da cerimónia contou com a actuação do Combo de Jazz da Escola de Jazz do Barreiro.
Nas colectividades: Eco-Desafio
adopta novas práticas de gestão ambiental
No período da tarde, igualmente inserida nas Comemorações do Dia Nacional do Associativismo, decorreu, no recuperado Eco-Moinho do Jim, a sessão de assinatura pública dos Acordos-Quadro de Desenvolvimento e Investimento de Produção e Reestruturação Ambiental e Energética integrados no Eco-Desafio.
Nesta iniciativa estiveram, além do Presidente e da Vereadora da CMB, os vereadores com as áreas da Sustentabilidade Ambiental, Nuno Banza, da Administração Geral e Patrimonial, Carlos Moreira, e dos Serviços Urbanos, Santa Clara Gomes, o administrador da Selfenergy, Rogério da Ponte, a Administradora Delegada da S.Energia - Agência Regional de Energia para os Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, Susana Camacho, e representantes das quatro colectividades envolvidas no projecto: SFAL, Grupo Dramático e Recreativo “Os Leças”, SIRB “Os Penicheiros” e o FC Barreirense.
Conforme disse, na altura, o Vereador da Sustentabilidade Ambiental, aquela sessão no Eco-Moinho dava o “pontapé-de-saída de uma iniciativa da Autarquia” com relevância do “ponto de vista ambiental”.
Com este projecto pioneiro, “que visa estimular a produção de energia através das fontes renováveis”, a “Autarquia dá um forte apoio às colectividades” – coloca-as “a produzir e a vender energia à rede” – e é mais um contributo no sentido de atingir o Pacto dos Autarcas.
Regina Janeiro informou que, ainda durante este ano, deverão ser abertas novas candidaturas ao Eco-Desafio.
A Administradora Delegada da S.Energia salientou duas vertentes do projecto: por um lado, a efectiva redução da factura por eficiência energética, por outro a componente do sistema de produção de energia solar fotovoltaica, que permite retirar “algum proveito directo através da produção de energias renováveis”.
Para o Administrador da Selfenergy, o projecto traduzir-se-á num “investimento com retorno” a longo prazo. O payback será, especificou, a seis/sete anos. E manifestou: “Estamos abertos para continuar a desenvolver este tipo de iniciativa”, manifestou.
O Presidente de “Os Penicheiros”, Vítor Santos, o único dos representantes das colectividades a intervir, deu “nota positiva” à CMB por tratar-se de um “contributo efectivo para o desenvolvimento da nossa actividade e da nossa intervenção”.
O Presidente da CMB apontou como “interessante” a realização da assinatura no Eco-Moinho onde se aliam “antigas fontes” e “modernas fontes de energia”.
Este evento, recorde-se, celebrou os acordos entre a Selfenergy e as quatro colectividades, permitindo-lhes que se tornem produtoras de energia e assim contribuam para o cumprimento das metas nacionais de produção de energias renováveis.
A decorrer desde o final do ano de 2009, o Eco-Desafio está, já, implementado no Sporting Clube Lavradiense. Os resultados obtidos têm excedido as expectativas iniciais de gestão ambiental e de produção de energia.
O Eco-Desafio pretende sensibilizar e promover as boas práticas, indicando os comportamentos mais adequados e partilhando informação sobre as tecnologias actuais que podem permitir que as instalações se tornem mais sustentáveis.
Fonte - CMB






















