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Rotary Club da Moita promoveu palestraCarlos Fernandes sobre «Patentes versus medicamentos genéricos»

Carlos Fernandes, de 30 anos de idade, natural do Barreiro, licenciado em “ciências farmacêuticas na Universidade Lusófona, com especialização em Gestão e Marketing”, foi ao Rotary Club da Moita, no âmbito de uma reunião conjunta com o Rotary Club do Barreiro, onde proferiu uma palestra subordinada ao tema “PATENTES VERSUS MEDICAMENTOS GENÉRICOS”.

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Rotary Club da Moita promoveu palestra Carlos Fernandes sobre «Patentes versus medicamentos genéricos»

Por Jornal Rostos

O Dr. Carlos Fernandes, de 30 anos de idade, natural do Barreiro, licenciado em “ciências farmacêuticas na Universidade Lusófona, com especialização em Gestão e Marketing”, iniciou a sua actividade profissional no laboratório “J.Neves” como ”trainer e Affairs Offcier”. Trabalha na Sandoz desde 2008 com funções de “Pharmaceutical Affairs Offcier”, iniciou um ciclo de ascenção sendo promovido para “trainner”, de onde passou para “product manger” sendo desde o corrente ano, “Marketing e Sales Manager da Companhia Sandoz – Novartiz.
Foi ao Rotary Club da Moita, que realizou uma reunião conjunta com o Rotary Club do Barreiro, proferir uma palestra subordinada ao tema “PATENTES VERSUS MEDICAMENTOS GENÉRICOS”.
Após explicação detalhada sobre a empresa Sandoz, dissertou sobre as diferenças entre a medicação de genéricos e os produtos de marca e o seu peso na economia do País.
Foi uma palestra aliciante e que serviu para cada uma das partes interessadas presentes neste convivio questionar o palestrante e ao mesmo tempo exporem os seus pensamentos. Assim estiverem presentes, farmacêuticos, médicos e utentes dos serviços prestados por estas entidades.
Houve afirmações e questões diversas, entre elas destaco as seguintes:

- Que o Estado não tem capacidade de solver as dívidas à indústria farmacêutica.

- Os genéricos são a forma encontrada pela indústria farmacêutica para diminuir os custos.

- Como é que há certeza de que os genéricos fornecidos por diversos laboratórios, contêm a molécula com os mesmos princípios activos ou se é diluída em mais ou menos placebo.

- Tendo presente o que se passa nos Estados Unidos, com a venda de medicamentos à unidade ou a granel, conforme prescrição médica, ou não, não seria de aplicar o mesmo sistema no nosso País?

- Ainda nos EEUU, não serão as seguradoras as proprietárias da maioria dos laboratórios, portanto parte interessada em gerir mais lucros?

- Um dos médicos presentes, com experiência hospitalar, afirmou que o que se passa quando tem receituário para passar aos utentes, que agora é passado por via electrónica, a referência é sempre o genérico mais barato existente no mercado e que se o utente, por qualquer motivo, não se dá com essa medicação, que para alterar esse receituário, o Estado poupa em termos de preço/medicamento, mas perde em tempo/horas/médico, pois para tratar dessa alteração que normalmente duraria um a dois minutos a resolver, com o sistema de procura informatizada esse tempo quintuplica.

- Sobre estas questões, o Dr. Carlos Fernandes elucidou os presentes, culminando com a informação de que o Infarmed é a autoridade que existe para aprovar toda a variedade de medicamentos que existe no mercado e que esta avaliação merece toda a confiança.

- Ainda sobre a experiência hospitalar, foi questionada a existência das farmácias paramédicas agora espalhadas pela maioria dos centros comerciais e que a única finalidade é aumentar os já de si fabulosos lucros dessas organizações.

- Que os doentes, porque as dosagens não são as indicadas, depois caiem nos hospitais para que os médicos “advinhem” o porquê da medicação não resultar.

- Ainda sobre os preços dos genéricos, preve-se que a aliança que decretou o “apertar de cinto” aos portugueses (Troika) , que com a entrada em vigor dos novos medicamentos, os genéricos terão que ser pelo menos mais baratos 60%, que os de marca.

- Por último tivemos a seguinte afirmação, em relação a este novo vírus, cuja estirpe ainda se desconhece e que se apontava que estivesse nos alimentos que habitualmente se consomem frescos... acontece porque a investigação está estagnada e cada vez mais os laboratórios investem menos em investigação, dando prioridade aos medicamentos para as doenças que têm mais pacientes, como exemplo os vários tipos de cancro e até o HIV.

Carlos Guinote










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