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«Hospital Seixal-Sesimbra é indispensável» defendemUtentes do Serviços Públicos de Saúde da Quinta do Conde

A Comissão Representativa dos Utentes do Serviços Públicos de Saúde da Quinta do Conde, no concelho de Sesimbra, em Carta dirigida ao Ministro da Saúde, manifesta a sua oposição à suspensão do processo de construção do Hospital Seixal - Sesimbra e à redução de verbas para a Saúde.

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«Hospital Seixal-Sesimbra é indispensável» defendem Utentes do Serviços Públicos de Saúde da Quinta do Conde

Por Jornal Rostos

A Comissão de Utentes da Saúde da Quinta do Conde reuniu para avaliar as últimas medidas e decisões do Ministério da Saúde, designadamente aquela que aponta para a suspensão do processo de construção do Hospital Seixal-Sesimbra e concluiu que é muito grave e inquietante para os utentes da saúde a linha orientadora actual do Ministério da Saúde.
A suspensão generalizada e unilateral de acordos e parcerias vigentes com entidades diversas; a redução de apoios e comparticipações a tratamentos vitais para a manutenção da vida de muitos utentes; o anúncio do aumento das taxas "moderadoras" são medidas, que independentemente da "crise financeira" ou do apuramento das respectivas responsabilidades, merecem a firme oposição da Comissão de Utentes.
Por outro lado, é de grande irresponsabilidade a decisão de suspender o processo de construção do Hospital Seixal-Sesimbra, um processo suficientemente estudado, participado e avaliado, para uma obra absolutamente indispensável aos 450 mil habitantes dos concelhos de Sesimbra, Seixal e Almada, que hoje dependem exclusivamente do Hospital Garcia de Orta (HGO), concebido e construído para responder a um terço (150 mil) daquele número de habitantes. Quem tem necessidade de recorrer ao HGO conhece bem o martírio a que é exposto, que atenta não apenas contra a dignidade humana, mas também contra a sua própria sobrevivência. Os tempos de espera de utentes e familiares, somados às condições de trabalho para profissionais internos e externos, constituem eles próprios enormes desperdícios.
A anunciada "poupança" de 550 milhões de euros na área da saúde (através do aumento das taxas, da redução em um terço das verbas para o transporte de doentes e de outras medidas já anunciadas), vai penalizar as famílias mais pobres e mesmo as de classe média, a quem num ano tudo de mau acontece, desde o corte nos salários, reformas e pensões, ao aumento generalizado do custo de vida (aumentos dos créditos à habitação, combustíveis, IVA, IMI, IRC, electricidade, gás, bens alimentares e outros bens essenciais).
Relativamente ao Centro de Saúde da Quinta do Conde decorre mais um Verão em que as condições de atendimento aos utentes e de trabalho para os profissionais são péssimas. Todavia, há agora a expectativa de a muito breve prazo esta situação ficar parcialmente resolvida, com a transferência para o novo Centro de Saúde em fase de conclusão.
A Comissão de Utentes de Saúde da Quinta do Conde está atenta e apela aos quintacondenses para que participem nas acções e iniciativas que visem a construção do Hospital Seixal-Sesimbra, bem como naquelas que exijam mais médicos, enfermeiros e pessoal administrativo para as necessidades da população da Quinta do Conde, e de modo geral que contestem os cortes orçamentais na área da saúde.

Quinta do Conde, 26 de Agosto de 2011.
A Comissão de Utentes

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