Tertúlia Associativa no BarreiroO associativismo tem na sua frente o desafio de criar um novo paradigma
Um ponto de encontro para reflectir e conversar sobre as experiências associativas, para troca de opiniões e ideias.
“A crise do associativismo é um efeito directo da crise da sociedade”- sublinhou João Santos.

Por Jornal Rostos
Na última 5ª feira realizou-se a primeira «Tertúlia Associativa» que foi o pontapé de saída para abrir este espaço de debate de ideias sobre a vida associativa e o seu papel nos tempos actuais.
Foi referido que num tempo de crise económica e financeira as associações assumem um papel de referência na valorização da coesão social e são um espaço de referência para valorizar a auto-estima e proporcionar vivências culturais e recreativas.
Promover parcerias com empresas
Perante as dificuldades que o Estado tem nos dias de hoje, foi sublinhado por Álvaro Branco, que as colectividades devem apostar na promoção de parcerias com empresas, mas, para tal, as colectividades devem desenvolver projectos de referência que sejam mobilizadores e credíveis para que as empresas reconheçam que através dos seus apoios estão a desenvolver o seu papel de responsabilidade social.
“A importância da celebração de contratos de parceria de colectividades com empresas devem ter por base projectos plurianuais” – sublinhou.
Álvaro Branco defendeu que o associativismo tem pela frente novos desafios – “tem que apostar num novo pradigma”.
Um novo tipo de actividades
“A crise do associativismo é um efeito directo da crise da sociedade”- sublinhou João Santos.
As colectividades têm que apostar na promoção de um novo tipo de actividades referiu, porque – “as coisas estão a mudar e as colectividades têm que mudar”.
O associativismo é um reflexo da forma como se desenvolve a vida da comunidade, salientou João Santos.
No decorrer da troca de ideias alguns temas foram colocados para reflexão – o envolvimento dos jovens nas colectividades e o papel que as colectividades desempenham para rasgar os muros da solidão e do isolamento social.
Um projecto de modernização
Herminio Silva, do Centro Social de Santo António, recordou as história da formação do União Desportiva da Vila Chã, e, deu a conhecer os projectos que estão a ser desenvolvidos pela sua associação visando a modernização das suas instalações, no âmbito da candidatura «Cidade Para todo», uma obra na ordem dos 962 mil euros, comparticipada em 400 mil euros.
Recordou que o Centro já pagou o projecto uma verba na ordem dos 26 mil euros.
“Não devemos nada a ninguém e temos credibilidade” – sublinhou.
Na primeira 5ª feira do mês de Abril – dia 5 de Abril – o Café Bar da SFAL vai de novo ser o ponto de encontro da «Tertúlia Associativa».













