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27ª Reunião Plenária do CLASB«Devemos semear a esperança. Não uma esperança vã, mas uma esperança construída a partir da realidade»

O Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro foi ontem, 14 de maio, palco para a realização da 27ª Reunião Plenária do Conselho Local de Ação Social do Barreiro (CLASB). Estes encontros realizados no âmbito da Rede Social juntam, numa mesma sala, elementos das várias instituições/entidades concelhias de solidariedade social do Concelho. Partindo do princípio fundamental “conhecer para agir”, destas reuniões plenárias sai reforçada e valorizada a importância da intervenção de cada entidade e reforçado o seu trabalho conjunto.

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27ª Reunião Plenária do CLASB «Devemos semear a esperança. Não uma esperança vã, mas uma esperança construída a partir da realidade»

Por Jornal Rostos

Presidida pelo Presidente do CLASB, Carlos Humberto de Carvalho, esta Reunião teve a condução dos seus trabalhos a cargo da Vereadora do pelouro da Intervenção Social e Educação da CMB, Regina Janeiro.

Começando por afirmar que “o diagnóstico que cada uma das instituições têm vindo a fazer, está concluído, e reflete a situação do Concelho do Barreiro que, por sua vez, traduz a situação do País”, o Presidente considerou que, a partir de um correto diagnóstico, será possível encontrar a terapêutica adequada. Neste sentido, afirmou que é importante e necessário agir. “Não podemos achar que não há nada a fazer. Não podemos perder a esperança. Antes, devemos semear a esperança. Não uma esperança vã, mas uma esperança construída, que parte da realidade existente, para encontrarmos as soluções que são possíveis”.

Desta forma, Carlos Humberto de Carvalho valorizou aquilo que, na sua opinião, deve ser valorizado. Disto é exemplo a obra em curso na Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, os trabalhos desenvolvidos pela NÓS, para a concretização do Centro de Atividades Ocupacionais para Pessoas com Deficiência, e os trabalhos no Centro Social de Santo António. O Presidente referiu, ainda, a existência de vários investimentos pensados para o Concelho, designadamente para Palhais e Santo André, nas áreas produtiva e comercial. De valorizar são, também, as obras do REPARA. A este respeito, Carlos Humberto de Carvalho informou a assistência que a intervenção na zona ribeirinha (Av. Bento Gonçalves) já foi reiniciada e que a APL terá, já, lançado concurso para a feitura da muralha e da ciclovia até ao Clube Naval. A concluir disse que “precisamos de salvar o País e só há uma forma de o fazermos. Com a nossa intervenção, procurando dar contributos”.

Entrando na Ordem de Trabalhos, foi votada e aprovada (com três abstenções por ausência) a Ata da 26ª Reunião Plenária. Seguiu-se a ratificação da adesão ao Centro Local de Ação Social do Barreiro da Liga dos Amigos do Hospital do Barreiro. Votada a proposta, foi aprovada, por unanimidade, a inclusão de mais este membro no CLASB.
Relativamente ao «Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) para a Cidade Sol, Quinta da Mina», foi Regina Janeiro quem procedeu à leitura do parecer emitido pelo Núcleo Executivo, para que houvesse uma deliberação posterior. Neste contexto também Augusto Sousa (presidente da RUMO, entidade promotora e executora) fez a apresentação do Plano de Ação do CLDS – para um período de dois anos. “O que ficará depois do CLDS terminar?” foi, segundo Augusto Sousa, a principal preocupação que presidiu à conceptualização deste Plano de Ação. Desta forma, e porque o objetivo geral do mesmo assenta na redução significativa das situações de exclusão social, foram tidos em linha de conta elementos que provieram do Diagnóstico Social do CLASB de 2009.
Posto à votação, este parecer foi aprovado por unanimidade.

Em relação ao quarto ponto, «Execução das ações previstas na recomendação aprovada no último plenário sobre a situação social do Concelho», Armando Gomes, técnico da Autarquia na área da Intervenção Social, explicitou os passos que já foram dados para concretizar as propostas apontadas e relacionadas, designadamente, com a criação de um grupo concelhio de coordenação dos apoios proporcionados por várias entidades (ajuda alimentar a carenciados, por exemplo, ou bancos de recursos), que possa desenvolver um trabalho integrado e em rede. Outra das propostas/recomendações a concretizar tem que ver com a criação de uma base de dados concelhia que permita um melhor conhecimento e monitorização da realidade.

Na reta fina da reunião, o ponto «Informações» foi aproveitado por Rita Carvalho (presidente da CPCJ) para apresentar o «Relatório Anual de Avaliação da Atividade da CPCJ do Barreiro – 2011». Se esgotou a sua capacidade de intervenção: DENUNCIE, é a mensagem que esta Comissão pretende passar ao maior número de pessoas.
“Partilhar no sentido de intervir” foi o desafio lançado e deixado pela Vereadora Regina Janeiro em relação a esta questão.

Os trabalhos encerraram com uma palavra de ânimo por parte da Vereadora que não hesitou em dizer que “todos temos que ter ainda mais força para diariamente acordarmos e pensarmos – o que é que podemos fazer pela vida da cidade e das instituições? Que contributos podemos dar para que a realidade não seja tão má como antecipamos que seja”.

CMB

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