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Património Histórico Industrial e Ferroviário no BarreiroMOVIMENTO DEFENDE CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO

"Numa terra em que os comboios têm um primordial e paradigmático significado, mais propomos o aproveitamento imediato da rotunda da Avenida da Liberdade com a Avenida du Bocage, com um elemento arquitectónico de homenagem ao transporte ferroviário (ali tão perto!...), e aos milhares de trabalhadores ferroviários que aqui viveram (e vivem), labutaram e se ligaram à terra barreirense." - defende o Movimento Cívico de Salvaguarda do Património Ferroviário do Barreiro.

4 min de leitura
Património Histórico Industrial e Ferroviário no Barreiro MOVIMENTO DEFENDE CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO

Por Jornal Rostos

CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO do BARREIRO

1. O MCSPFB foi criado em Maio de 2012 com o objectivo concreto de lutar pela preservação do importante património ferroviário do Barreiro, um conjunto de edifícios, equipamentos e material quase único em Portugal, intimamente ligado à história contemporânea da grande vila-cidade industrial e operária, parte inalienável da memória colectiva de 150 anos de trabalho e progresso tecnológico socialmente relevante.

2 Inscreveu-se no texto programático do MCSPFB, a vontade, disponibilidade e sentido construtivo, para organizar e participar em todas as iniciativas visando a prossecução dos objectivos enunciados. Com este fim foi lançada uma Petição Pública, elaborada uma Rota do Património Ferroviário e promovidas várias acções de divulgação e de sensibilização.

3 No cumprimento do compromisso assumido no lançamento da Petição Pública, em Julho de 2012, foram recolhidas 500 assinaturas que serão agora entregues às entidades competentes, já então referidas: Câmara Municipal do Barreiro, Assembleia Municipal do Barreiro, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, CP/REFER e Museu Nacional Ferroviário.

4 Assumindo o espírito de colaboração construtivo, far-se-á a entrega em simultâneo da Documentação – Inventário, elaborada segundo os preceitos legais, para fundamentar o pedido de Classificação de âmbito Municipal e/ou Nacional, dos seguintes edifícios/equipamentos do património ferroviário do Barreiro:

a) Estação Ferro-Fluvial (de Miguel Pais);

b) Oficinas do Caminho de Ferro e Estação primitiva;

c) Bairro Ferroviário e Palácio do Coimbra;

d) Rotunda das Máquinas

5 Para o efeito foram elaborados dossiers completos que vão ser entregues em reuniões nesta data solicitadas à C.M.Barreiro, A.M. Barreiro, IGESPAR, CP/REFER e M.N. Ferroviário.
Convidam-se todos os subscritores da Petição Pública, a Imprensa Regional e todos os demais interessados, a acompanhar estas “demarches” que serão oportunamente calendarizadas.

6 Numa terra em que os comboios têm um primordial e paradigmático significado, mais propomos o aproveitamento imediato da rotunda da Avenida da Liberdade com a Avenida du Bocage, com um elemento arquitectónico de homenagem ao transporte ferroviário (ali tão perto!...), e aos milhares de trabalhadores ferroviários que aqui viveram (e vivem), labutaram e se ligaram à terra barreirense.

7 Acontecimentos recentes na área do património ferroviário deixam-nos preocupados, embora, por outro lado, algumas notícias sejam encorajadoras da acção cívica na defesa da história colectiva das gentes do Barreiro.
A reafirmação pela CP da continuada utilização do eixo ferroviário do Barreiro, significa que uma parte do património continuará útil e vivo e que a transportadora não poderá/deverá abandonar o restante. É importante que os comboios continuem no Barreiro!

8 A colocação à venda pela CP dos terrenos que foram de servidão ferroviária, e que a empresa registou em 2012 por usucapião, para a obtenção de mais-valias imobiliárias, viabilizada pela aprovação da Câmara Municipal do Barreiro de um projecto de construção maximalista, põe em perigo imediato a sobrevivência do característico Bairro Ferroviário (e dos seus actuais locatários) e do Palácio do Coimbra, uma casa senhorial do séc. XIX.

9 É com desgostos que vemos continuar a sumir-se o Património Histórico Industrial e Ferroviário no Barreiro. Por isso nos propomos continuar a lutar pela sua sobrevivência, conservação e aproveitamento sustentado, de todas as formas ao nosso alcance, dando o nosso exemplo concreto de trabalho participativo, esperando que outros o façam também, nomeadamente a CMBarreiro/AMBarreiro e o IGESPAR, na Classificação do Património solicitada.

Barreiro, 6 de Março de 2013

José Encarnação
Armando Teixeira
Rosalina Carmona
Fernando Oliveira
Dores
Frederico Tavares
Júlio dias
Maria Susana Farinha Silva
Dulce reis

Movimento Cívico de Salvaguarda do Património Ferroviário do Barreiro

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