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Luso uma colectividade que está no ADN do Barreiro«Nosso clube vai ficar sem campo desportivo»

. Representantes da autarquia também são sensíveis a estes problemas

“Se nada for feito, se nada se alterar, o nosso clube vai ficar sem campo desportivo. O Campo da Quinta Pequena está a poucos dias de ficar ao abandono. O Luso fica sem casa para continuar com o seu trabalho de formação não só de atletas mas de homens. Será que têm mesmo de ser assim o adeus à Quinta Pequena?” – interrogou Rui Pereira, Presidente da Direcção do Luso Futebol Clube, no decorrer da sessão solene evocativa do 93º aniversário do clube.

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Luso uma colectividade que está no ADN do Barreiro «Nosso clube vai ficar sem campo desportivo»

Por Jornal Rostos

Decorreu no Sábado, 11 de Maio, no Ginásio Emídio Esteves, a Sessão Solene comemorativa do 93º Aniversário do Luso Futebol Clube, com a entrega de emblemas de ouro e prata, e respectivos diplomas aos associados com 50 anos e 25 anos de sócios, pela entrega e dedicação prestado ao Luso Futebol Clube.
A sessão contou com a presença de vários associados do clube que quiseram estar presentes na celebração da efeméride.

Clube está a passos largos a caminhar para o centenário

O Presidente da Assembleia Geral do Clube, Leopoldino Machado, na sua intervenção lembrou que “…o clube está a passos largos a caminhar para o centenário, que será um marco histórico da instituição, gerações e gerações de gente boa e humilde que com erros, e vitórias construíram ao longo dos anos aquilo que o clube é, uma instituição virada para as pessoas e sua cidade, é esse o trabalho que compete a todos e cada um que se preza pertencer à família lusófila. È justo recordar todos aqueles que ao longo dos 93 anos, uns mais e outros menos, dedicaram parte da sua vida a erguer e manter vivo e bastante vivo todo o património histórico e cultural do clube”.

Desde anos 70 que não havia uma intervenção tão significativa

Leopoldino Machado, na oportunidade saudou a nova direcção do clube, recentemente eleita, recordando que o acto eleitoral teve –“uma participação bastante expressiva dos associados, desde anos 70 que não havia uma intervenção tão significativa, na eleição dos órgãos sociais do clube”.

Sentido de responsabilidade e cidadania

“É também uma enorme responsabilidade para todos os associados que assumiram a árdua tarefa de levar o clube para a frente sempre com sentido de responsabilidade, cidadania, humildade, pondo de parte qualquer tipo de projectos de promoção pessoal, ou ascensão meteórica que levam, ou põem em risco a sustentabilidade e o futuro do clube.” – sublinhou o Presidente da Assembleia Geral.

Uma colectividade que está no ADN do Barreiro

O Presidente da Direcção, Rui Pereira, felicitou todos pelos 93 anos de uma colectividade – “que está no ADN do Barreiro e no coração de muitos jovens do 1 aos 93 anos”
“O Barreiro é um concelho onde o associativismo sempre esteve muito presente e é importante perceber que o associativismo é um dos pilares de qualquer sociedade. Era há 93 anos e é hoje.
O associativismo representa uma congregação de vontades em nome de um bem maior e estes 93 anos também servem para lembrar todos aqueles que ao longo do tempo, de uma forma desinteressada, deram o seu contributo para este bem maior” – sublinhou Rui Pereira.

Colectividades fazem parte do movimento cívico

“Os nossos jovens precisam de um local onde possam praticar desporto, onde possam encontrar orientação para os seus dilemas, um local onde possam crescer e os nossos jovens de 70, 80, 90 anos, precisam de um local onde possam conviver e transmitir aos mais novos as suas experiências e os seus conselhos” – referiu o Presidente da Direcção .
“O Barreiro precisa das colectividades porque estas fazem parte do movimento cívico que a nossa sociedade cada vez mais precisa para combater o individualismo e o isolacionismo. Precisamos de estar disponíveis para ajudar quem necessita. A situação em Portugal assim o exige. Nós seremos pessoas melhores se o fizermos e teremos com certeza uma melhor sociedade” – acrescentou Rui Pereira.

Dar continuidade a todas as modalidades

“A nossa Sede têm alguns problemas de infiltrações que são da máxima urgência resolver, como o caso concreto do pavilhão gimnodesportivo, situação que já estamos a tentar resolver pois é nossa obrigação conservar e melhorar as instalações do clube, de forma que todos se sintam cada vez melhor no seio do nosso clube. Temos de apoiar, incentivar e dar continuidade a todas as modalidades existentes no Clube, porque todos juntos têm dignificado e muito o nome do Luso Futebol Clube” – referiu o Presidente da Direcção.

Não é fácil para o Luso Futebol Clube tentar crescer

“É um orgulho quando vemos em eventos nacionais e até internacionais atletas da Patinagem Artística do Luso Futebol Clube, assim como os vários torneios e campeonatos nacionais que a secção de badminton nos orgulha com a sua participação. As modalidades do basquetebol de formação, o Karaté e da Capoeira que também estão em crescimento dentro e fora do clube, Um Muito obrigado para todos eles. O Luso Futebol Clube tal como todos nós aqui presentes neste humilde ginásio, também sente toda esta crise e austeridade, não é fácil para o Luso Futebol Clube tentar crescer em número de atletas se a sociedade civil neste momento apenas pensa em cortes e redução de despesa” – salientou Rui Pereira.

Nosso clube vai ficar sem campo desportivo

“Se nada for feito, se nada se alterar, o nosso clube vai ficar sem campo desportivo. O Campo da Quinta Pequena está a poucos dias de ficar ao abandono. O Luso fica sem casa para continuar com o seu trabalho de formação não só de atletas mas de homens. Será que têm mesmo de ser assim o adeus à Quinta Pequena?” – interrogou o Presidente da Direcção.

Um enorme buraco a céu aberto no centro do Barreiro

“Porque esta decisão poderá vir a ser fatal para a prática desportiva do Luso Futebol Clube e também para a nossa cidade. A saída daquele espaço pode muito bem originar um enorme buraco a céu aberto no centro do Barreiro tal como é o local onde estava o antigo Estádio do Barreirense, e que pode originar mais problemas sociais” – referiu Rui Pereira.

Representantes da autarquia também são sensíveis a estes problemas

“Sabemos que os nossos representantes da autarquia também são sensíveis a estes problemas e contamos com a sua ajuda e colaboração para uma resolução desta situação que é do interesse de todos, porque se o Luso sair do campo, vamos todos ficar a assistir à vandalização do local por ir ficar ao abandono.O Luso Futebol Clube mais do que nunca vai precisar da ajuda e colaboração de todos nós” – sublinhou o presidente da Direcção do Luso Futebol Clube ao finalizar a sua intervenção, na sessão que marcou os 93 anos de vida do clube.

Fonte -.LFC

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