De Odemira a Santiago do CacémSprint checo não beliscou amarela

Por Jornal Rostos
O espanhol da Euskadi esteve na discussão da vitória em Santiago do Cacém, mas acabou batido por Karel Knik após discussão vigorosa junto à meta. Eduard Prades (OFM/Quinta da Lixa) foi terceiro na etapa e manteve-se em segundo da geral, mas agora a 8 segundos do líder.
A Volta ao Alentejo já não é uma novidade para Karel Hnik. No ano passado terminou em 21º lugar à geral, tendo sido o nono melhor jovem da competição. Se na primeira etapa da Alentejana de 2013 o checo conseguiu um segundo lugar na subida ao Marvão, este ano viu sorrir-lhe a meta de Santiago do Cacém. “Foi muito difícil, porque os últimos 500 metros eram muito íngremes. A minha equipa colocou-me bem, mas foi muito intenso”, explicou o jovem de 22 anos satisfeito com a prestação.
Por outro lado, Carlos Barbero mostrava-se desapontado com o resultado do dia: “Estou com amargo de boca por não ter conseguido ganhar e dedicar a vitória à minha equipa pelo grande trabalho que tem feito. Controlei a etapa com os meus colegas, na chegada coloquei-me bem, mas não consegui superar o adversário [Karel Hnik].”
Fuga à beira-mar
Quem sabe se inspirados pelo Oceano Atlântico, a brisa de Zambujeira do Mar lançou nove homens numa fuga que duraria até às portas de Santiago do Cacém. Os aventureiros do dia foram: António Carvalho (LA Alumínios-Antarte), Jóni Brandão (Efapel-Glassdrive), Rui Vinhas (Louletano-Dunas Douradas), Renato Avelar (Liberty Seguros-Feira), Radovan Dolezel (ETIXX), Robin Carpenter (USA Cycling), Tom Soladay (Team Optum), Havard Blikra (TEAM Oster HUS-Ridley) e Piotr Kirpsza (BDC MARCPOL). Ao quilómetro 120, o Campeão Nacional Jóni Brandão “foge” ao grupo e pouco depois juntou-se Havard Blikra. Aos pouco os restantes elementos vão “caindo” para o pelotão. Na Meta Volante de Santiago do Cacém, a cerca de 35km da chegada, os dois homens seguiam isolados na frente e assim passariam também na Meta Volante de Vila Nova de Sto. André, sendo sempre o português da formação Efapel/Glassdrive a acumular a bonificação máxima. O trabalho do duo estava feito, os pontos estavam acumulados e a menos seis quilómetros o pelotão começou a rolar compacto.
Donos por mais um dia
Na luta pelas Camisolas ninguém permitiu mudanças. Carlos Barbero (Euskadi) vestiu pelo terceiro dia consecutivo a Camisola Amarela Liberty Seguros, símbolo da liderança, e também não deixou escapar a Camisola Verde Crédito Agrícola da classificação por pontos. Com apenas uma contagem de montanha de 4ª categoria a coincidir com a meta, a Camisola Castanha Delta Cafés continuou na posse de Byron Guama (Team Ecuador). O líder da juventude, a Camisola Branca RTP, continuou a ser de Tanner Put (USA Cycling).
De Alcácer do Sal a Évora
Corre-se este domingo, 30 de março, o derradeiro dia de competição alentejana que começa em Alcácer do Sal junto ao tribunal. Quando a partida for dada às 11h15 faltarão 173 quilómetros para se conhecer o vencedor da 32ª Volta ao Alentejo Liberty Seguros. As metas volantes de Vendas Novas, Pavia e Arraiolos e o prémio de montanha de 4ª categoria, às portas de Montemor-o-Novo, são pontos “quentes” de uma jornada que terminará em festa na Praça do Giraldo, coração da cidade de Évora, que não recebia a visita da “Alentejana” desde 2010.













