Remadores “Ferroviários” em pleno no Campeonato Nacional de Fundo

Por Jornal Rostos
As tripulações, potencialmente candidatas ao pódio, viram-se eliminadas por atraso no alinhamento para a partida por razões decorrentes das deficiências de organização e de todo insuperáveis pelas atletas. De resto, só na primeira prova, onde concorriam 9 tripulações, 4 foram eliminadas desta forma e na segunda prova, para além da tripulação “Ferroviária”, também a tripulação do Clube Naval Barreirense, esteve na eminência de também ser prejudicada, tendo os juízes reconsiderado perante o protesto das atletas e porque, o presidente do júri, reconhecendo os problemas, ordenou alterações aos procedimentos, sem no entanto ter corrigido o prejuízo já causado a 6 remadoras, entre as quais as três remadoras dos Ferroviários.
Uma enorme desilusão para as três jovens remadoras, Marisa Silva, Sofia Carrilho e Patrícia Pereira, que muito haviam trabalhado para se prepararem para esta importante competição e que acabaram afogando a suas mágoas num mar de lágrimas. Sem dúvida, um rude golpe para as aspirações “Ferroviárias”, mas, sobretudo, uma lamentável atitude que muito contribui para o afastamento dos jovens da prática desportiva. Às instâncias competentes da Federação Portuguesa de Remo caberá assumir as responsabilidades. Esperemos que o faça e que a culpa não morra solteira.
Restou aos seus colegas de equipa “vingar” esta injustiça. As três tripulações “Ferroviárias” restantes fizeram-no da melhor forma: desportivamente. O Samuel Rodrigues, numa espectacular prestação que mereceu os mais rasgados elogios do spiker de serviço e a admiração do público presente, alcançou um brilhante 2º lugar em skiff juvenil, a três segundos do vencedor, podendo ter vencido não fosse uma onda provocada por um dos muitos barco de cruzeiro do Douro quase o ter feito virar a cerca de 150 metros da meta, situação que não afectou o seu adversário colocado em primeiro lugar, por estas provas se realizarem em contra-relógio com saídas de minuto a minuto. Quando o seu adversário completou o seu percurso o barco ainda não tinha passado. Fica a certeza que o Samuel é um remador com potencial, com garra, com vontade de vencer e terá com toda a certeza a oportunidade de provar isso mesmo.
Na 2ª jornada, no Domingo, a dupla Joana Branco / Inês Avó alcançaram um excelente 2º lugar em double scull júnior numa prova onde o equilíbrio era enorme. Três das tripulações presentes reuniam 6 das melhores remadoras nacionais da categoria, sendo uma das provas onde as vencedoras eram uma verdadeira incógnita e se adivinhava uma luta de titãs. Considerando tudo isto, o 2º lugar acabou por “saber a pouco” mas “soube bem”.
Na terceira e última participação “Ferroviária” consentida pelos juízes da competição, Inês Cruz, com a naturalidade e a capacidade por todos reconhecida venceu a sua prova de Skiff júnior com uma significativa vantagem sobre a 2ª classificada e sua principal opositora, a remadora da Associação Académica de Coimbra, Cátia Santos. A Inês conquista, assim, o seu terceiro título nacional consecutivo e sexto da sua já longa carreira, apesar dos seus 17 anos de idade.
O Barreiro foi ainda representado pelo Clube Naval Barreirense, tendo alcançado também muito boas prestações. Ana Mouro e Teresa Gomes, em Double Scull juvenil, conquistaram a 2ª posição. Nesta prova, caso a tripulação “Ferroviária” não tivesse sido eliminada, como se viu, o Barreiro poderia ter duas tripulações suas representantes no pódio.
Guilherme Santana e Pedro Perdigão, em Double Scull júnior alcançaram, também, uma excelente 2ª posição, logo atrás da equipa tida como favorita, a tripulação da Associação Fernando Mendes Pinto.
Em Double Scull sénior pesados, a dupla Ricardo Carvalho/João Velez teve uma prestação modesta, ficando-se pela sétima e última posição.
Globalmente, uma pequena mas muito positiva presença do Remo Barreirense que só os excessos e a incompetência dos juízes impediu que o fosse ainda mais.
Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro













