Remadoras dos Ferroviários do Barreiro/Quimiparque repetem o pleno nos Campeonatos Nacionais de Velocidade

Por Jornal Rostos
Apesar de pequena, a representação “Ferroviária” nos Campeonatos Nacionais de Velocidade para juniores e seniores, que decorreram no passado fim-de-semana no Centro Náutico de Montemor-O-Velho, repetiu os resultados que já havia alcançado em Março, por ocasião do Campeonato Nacional de Fundo. Sendo a mais reduzida representação em competição, obteve a 17ª posição na classificação geral entre 28 clubes concorrentes.
Depois de um apuramento fácil na manhã de sábado, à tarde, Inês Cruz, em Skiff júnior, conquistou com uns expressivos 13 segundos de vantagem sobre a 2ª classificada, a remadora Ana Silva do Real Clube Fluvial Portuense, o 4º título consecutivo de campeã nacional e 9º da sua carreira de sete anos. A história é curta: dominou a sua prova da primeira à última remada terminando com tal vantagem que um conhecido Blog do remo português qualificou a sua vitória como “sem espinhas”.
Em Double Scull júnior, Joana Branco e Rita Avó repetiram a classificação obtida no Fundo em Março, mas desta feita sem o domínio das adversárias de então. De facto foi uma prova com uma enorme competitividade entre as remadoras barreirenses e as suas opositoras do Clube Naval Infante D. Henrique, de Gondomar. Com uma excelente largada, a tripulação “Ferroviária” colocou-se desde logo na dianteira, chegando a ter um barco e meio de vantagem. Foi uma luta intensa ao longo dos 2000 metros da prova, com as remadoras barreirenses a suportarem e a responderem a sucessivos ataques das suas opositoras. Foi tal o ritmo da contenda entre estas duas tripulações que a terceira classificada ficou, no final a 1 minuto e 7 segundo. Infelizmente, e para grande desalento de Joana Branco e de Rita Avó, as remadoras de Gondomar acabaram por vencer em cima da meta porque, com estupefacção geral, as remadoras “Ferroviárias” pararam de remar a cerca de 10 metros da meta. Um erro técnico, ao que se apurou, devido ao facto da organização ter em funcionamento um sistema de som a debitar tantos decibéis que as levou a percepcionarem um som semelhante ao que é usado para indicar o corte da meta pelas tripulações.
É um facto que aos remadores que já contam uma longa experiência nestas andanças, é exigido que não se deixem enganar por estas circunstâncias. Porém não deixa de ser censurável o facto da organização, os responsáveis federativos e o presidente do júri não acautelarem estas situações. Não se pode fazer de um Campeonato desta importância uma espécie de feira ou romaria que, por muito que anime a malta, não pode afectar os resultados desportivos desta forma e contribuir para que se gore o trabalho tão arduamente desenvolvido pelos atletas. Um recado que terá que chegar a quem de direito!
Para quem assistiu, quaisquer que fossem as preferências clubísticas, foi unânime a opinião de que as remadoras “Ferroviárias”, por aquilo que lutaram ao longo de toda a prova, apesar da maior compleição física das suas opositoras, foram indubitavelmente superiores. Também no Remo, como em tudo na vida, a sorte, por vezes, é madrasta.
Apesar de tudo foi uma jornada mais uma vez extremamente positiva dos Ferroviários do Barreiro/Quimiparque, sendo grandes as expectativas para o próximo domingo, quando do Campeonato Nacional de Juvenis onde estarão presentes mais duas tripulações “Ferroviárias”: Samuel Rodrigues em Skiff e Diana Perei, Marisa Silva, Patrícia Costa e Sofia Carrilho em Quadri Scull. Samuel Rodrigues irá na busca da vitória que, em Março, no Nacional de Fundo, lhe fugiu por 3 segundos e as “meninas” do Quadri procurarão repetir a proeza da conquista do título, fazendo-o, se assim for, pelo 3º ano consecutivo.













