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ESSA corta relações com FABRIL

. CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO GRUPO DESPORTIVO FABRIL, SR.FAUSTINO MESTRE

"É nosso propósito cortar qualquer relação desportiva com o Grupo Desportivo Fabril, enquanto V.Exa. o presidir, salvo se, num acto de retractação pública, justificar o proferido conjuntamente com as respectivas desculpas ao Grupo Desportivo da Escola Secundária de Santo André” – sublinham os dirigentes do Grupo Desportivo ESSA.

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ESSA corta relações com FABRIL

Por Rostos Desporto

Publicamos integralmente a CARTA ABERTA dirigida ao PRESIDENTE DO GRUPO DESPORTIVO FABRIL, SR.FAUSTINO MESTRE, pela Direcção do Grupo Desportivo ESSA.

Exmo. Senhor,

A Direcção do Grupo Desportivo da Escola Secundária de Santo André tomou conhecimento através da comunicação social local, da vossa intervenção na Assembleia Municipal da Câmara Municipal do Barreiro.

Sobre as mesmas e considerando não ter havido qualquer desmentido, damo-las como efectivamente proferidas. Assim, temos a comentar o seguinte:

1. No âmbito do Plano de Desenvolvimento do Basquetebol para o concelho, o GD.ESSA assinou protocolos com a C.M.B., em boa hora iniciados com a anterior administração e continuado pela presente. Temos conhecimento que iguais procedimentos foram acordados com outras entidades desportivas, entre os quais o Grupo Desportivo Fabril, do qual V.Exa. é presidente e se bem se lembra com valores iguais aos que nós recebíamos para o mesmo efeito.

2. Como é do conhecimento de V.Exa. as verbas atribuídas no âmbito dos contratos programa destinam-se a apoiar as secções de basquetebol nos seus planos de formação.

3. O problema é que dispondo de verbas iguais, enquanto o Grupo Desportivo da ESSA movimentava 10 equipas e 140 atletas federadas, ganhando títulos nacionais nos escalões de formação e nas seniores, cumprindo todos os compromissos que assume, o clube a que V.Exa preside movimentava metade das equipas e atletas, não cumpria os acordos que livremente estabelecia com técnicos e atletas e obtinha resultados desportivos de plano inferior. Talvez por todas estas razões e não tendo soluções de gestão para alterar este panorama o Presidente do G.D.Fabril decidiu encerrar a secção de basquetebol no seu clube, atitude de desprezo para com atletas, treinadores e massa associativa.

4. Para seu conhecimento as verbas atribuídas pelo município só cobrem em parte (menos de 50%) do orçamento anual deste Grupo Desportivo para o basquetebol feminino.

5. Para suprir a restante verba necessária para o cabal cumprimento dos nossos compromissos, são-nos concedidos donativos de Empresas do Concelho do Barreiro e até de fora deste, o que mostra a credibilidade do projecto do Grupo Desportivo da ESSA e dos seus dirigentes.

6. Quando esperávamos, como seria de louvar de um dirigente desportivo, as felicitações pelos êxitos obtidos pelas nossas atletas (em todos os escalões etários), dignificando assim o bom nome da cidade do Barreiro e uma sã convivência entre promotores do Desporto (ESCOLA DE VIRTUDES), eis que V.Exa. para desviar atenções ou num acto de contracção vesicular, beliscou o GDESSA com insinuações demagógicas e mentirosas, tentando pôr em causa a continuidade desportiva deste Grupo Desportivo, o que suscitou o mais vivo repúdio por parte de dirigentes, técnicos, colaboradores e atletas.

7. Para seu conhecimento, a utilização de jogadoras estrangeiras no clube é vista como uma mais valia e é uma opção por nós assumida desde sempre, tal como acontecia no G.D.Fabril. A generalidade das equipas que participam no campeonato da Liga Feminina, a prova máxima do basquetebol nacional, têm duas atletas estrangeiras, tal como nós temos e tal como o clube a que V.Exa preside tinha quando disputava o 2º nível do basquetebol masculino nacional. O problema é que nós acompanhamos e integramos as atletas estrangeiras no clube e na cidade, cumprimos com o que nos comprometemos, ao passo que no G.D.Fabril, como é do domínio público, as coisas nunca se passaram assim.

8. Qualquer Barreirense que gosta de desporto e acompanha o fenómeno desportivo na cidade, sabe que é efectivamente assim. Só o Presidente do G.D.Fabril, talvez porque está há pouco tempo nas lides da gestão desportiva, parece desconhecer.

9. Além disso as jogadoras estrangeiras, de um porte atlético considerável e tecnicamente muito evoluídas, tem uma importância vital no que diz respeito à motivação das nossa jovens atletas que se encontram em formação, quer pela participação nos seus treinos, quer pela convivência com todas as atletas do clube e até com a motivação que dão às crianças envolvidas no projecto “Escolas Barreiro” e na “Escola de Basquetebol do Barreiro” ambas dinamizadas pela Câmara Municipal, ou seja, são modelos referenciais da modalidade.

10. Por todas estas razões e sem lhe querer dar lições de gestão desportiva, aproveitamos para lhe sugerir que com as verbas da concessão da licença de exploração da bomba de combustíveis nos terrenos que o clube a que V.Exas. preside gere e com a respectiva renda mensal, contrate basquetebolistas estrangeiros, forme uma equipa de basquetebol e ganhe então os títulos que disse que ganharia com o subsídio que o Grupo Desportivo da ESSA recebe (tal como o seu clube sempre recebeu enquanto fazia de conta que tinha uma secção de basquetebol).

11. Tem V.Exa. todo o direito à livre expressão, assegurado pela nossa Constituição. Não tem é o direito de falar sem qualquer conhecimento de causa sob pena de ser apelidado de ignorante ou agindo de má fé, cuja finalidade podemos entender mas não aceitamos.

12. Por fim é nosso propósito cortar qualquer relação desportiva com o Grupo Desportivo Fabril, enquanto V.Exa. o presidir, salvo se, num acto de retractação pública, justificar o proferido conjuntamente com as respectivas desculpas ao Grupo Desportivo da Escola Secundária de Santo André.

A Direcção

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