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Movimentos

Carlos Lopes, Coordenador de futebol do Galitos Futebol Clube“Temos sempre que fazer sacrifícios e ter muita imaginação”

O Galitos está dependente da construção da nova ponte para que o projecto de um novo campo saia da gaveta.
Carlos Lopes, admite que um novo complexo desportivo poderia proporcionar uma lufada de ar fresco, motivando a chegada de novos sócios.

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Carlos Lopes, Coordenador de futebol do Galitos Futebol Clube “Temos sempre que fazer sacrifícios e ter muita imaginação”

Por Jornal Rostos

Terra do Associativismo, o Barreiro deve uma parte da sua história a este importante movimento. A luta pela liberdade, que passou também pela conquista do direito à cultura, originou a criação de clubes, colectividades e associações que, com valores muito próprios, estimularam um maior dinamismo cultural promovendo a arte, a música, o cinema e fomentando também a prática de desporto. Actualmente, estima-se a existência de 134 associações que continuam a dar um importante contributo cultural, social e desportivo ao concelho do Barreiro.
O Galitos Futebol Clube é um desses exemplos e, no ano em que comemora o seu 72º aniversário, no dia 25 de Abril, o Rostos foi saber mais acerca deste clube e particularmente acerca do tão aclamado desporto-rei, o Futebol.

Muita da história do Galitos passa pelo Futebol,

“Muita da história do Galitos passa pelo Futebol”, refere Carlos Lopes, coordenador de futebol do Galitos que nos dá conta que este desporto iniciou a sua actividade desde a fundação do próprio clube, há 72 anos. Actualmente, conta com cerca de 120 atletas e tem várias equipas começando pelas pré-escolas.
Ao nível da Associação de Futebol de Setúbal, duas das equipas do futebol 7, as escolas e os infantis A, estão posicionadas no primeiro lugar do campeonato complementar, enquanto que as equipas de futebol 11 (iniciados, juniores e juvenis) se encontram na 1ª divisão distrital tendo todas já assegurado a sua manutenção nesta divisão.

Acabamos todos por nos ajudar uns aos outros

Carlos Lopes exerce esta função há cerca de um ano. O empresário que dedica o seu tempo livre ao futebol reconhece que “nestes clubes pequenos há muito a fazer e não há muitas pessoas disponíveis”. O acompanhamento dos jovens nos dias de treino e nos dias de jogo, o acompanhamento clínico e da equipa técnica, a manutenção e marcação do campo, a verificação das redes e as tarefas administrativas são algumas das funções inerentes ao seu trabalho. O coordenador reconhece, porém, que sem o esforço de todos os que ali trabalham era “praticamente impossível as coisas funcionarem”. “No fundo acabamos todos por nos ajudar uns aos outros”, explica.

Fazer sacrifícios e ter muita imaginação

Como a maior parte das colectividades e clubes desportivos, também o Galitos enfrenta algumas dificuldades que se prendem fundamentalmente com a redução da massa associativa, o desgaste das instalações e a falta de apoios. Em relação ao futebol, Carlos Lopes assume as contrariedades financeiras atestando que “é difícil apenas com as receitas dos sócios controlar as despesas”. Os equipamentos, o material desportivo, a manutenção do campo e o sistema de rega são apenas algumas delas. “Temos sempre que fazer sacrifícios e ter muita imaginação”, afirma por fim.

Uma lufada de ar fresco

Tal como outros clubes do Barreiro, também o Galitos está dependente da construção da nova ponte para que o projecto de um novo campo saia da gaveta. O dirigente admite que um novo complexo poderia proporcionar uma lufada de ar fresco, motivando a chegada de novos sócios. No entanto, e enquanto esta intenção não passa disso mesmo, Carlos Lopes acredita que parte da resolução passa por “uma maior interligação entre os sócios e tentar angariar outro tipo de apoios e soluções”.
O coordenador do futebol do Galitos aproveitou para dizer que gostaria de ver maior apoio da parte da Câmara Municipal do Barreiro, nomeadamente do Pelouro do desporto não só no que diz respeito ao futebol, mas também no que concerne aos próprios clubes de modo a proporcionar maior convívio e maior espírito desportivo entre os mesmos. Apesar de ter consciência que “o orçamento das Câmaras é limitado, poderia pelo menos haver esta preocupação”, conclui.

Temos cada vez mais atletas

Curiosamente, e contrariando a tendência que o próprio Clube diz sentir, o Galitos tem sido muito solicitado para a prática do futebol. “Temos cada vez mais atletas inclusivamente de outros clubes do concelho”, diz o coordenador. A explicação é simples: “as pessoas que estão no clube fazem todos os dias o melhor possível para que o clube evolua e para que permita a boa prática deste desporto”. “Temos um espírito de grupo muito forte, que vai desde os directores, treinadores, adjuntos, jogadores e os próprios pais dos jogadores e isso reflecte-se.”

Permitir aos jovens a prática do desporto

A próxima época de futebol que está já está a ser preparada, espera ter cada vez mais atletas, uma vez que o grande objectivo do futebol deste clube, para além de “permitir aos jovens a prática do desporto, passa pela formação em termos de educação, de respeito e pela criação de um espírito de grupo, de camaradagem e de ocupação dos tempos livres”, refere este admirador da bola.
Por fim, Carlos Lopes fez questão de salientar que o Galitos não está parado e que irá realizar algumas actividades, após o final da época desportiva, de modo a dar a conhecer o clube e promover maior convívio entre atletas e não atletas nos seus tempos livres. Exemplo disso será o campeonato de Playstation que acontece já no mês de Maio.

Ângela Tavares Belo

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