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Movimentos

Basquetebol BARREIRO - SUB-16BJuventude de Palmela - 21 – Barreirense – 99

3ª. Jornada do torneio aberto de Sub-16. Contra o Juventude de Palmela, nesta localidade, no Domingo 1 de Novembro, a equipa B de Sub16 do Barreirense averbou a sua 3ª vitória em outros tantos jogos deste torneio. Resultado final: 21- 99.

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Basquetebol BARREIRO - SUB-16B Juventude de Palmela - 21 – Barreirense – 99

Por Jornal Rostos

As equipas alinharam do seguinte modo:

Juventude de Palmela – 9- João Coelho; 10 – Paulo Carvalho, 11- Rosa, 19- Perdigão, 20 - Lopes, 22 - Ferreira, 24 - Remédios, 29 – Pedroso.
Barreirense – 4 – Diogo Lopes, 5 – Francisco Luís, 6- Tiago Castanho, 7 – Rodrigo Freitas, 8 - Miguel Guerreiro, 9 – Ricardo Sampaio, 10- Tiago Pereira, 12 - João Lanzinha, 13 - Paulo Mouro, 14 – André Lopes, 15 – Miguel Cigarro.
Treinador – Pedro Santos, Seccionista – Mário Viseu.
Árbitros – Alexandre Oliveira e Álvaro Gustavo; Mesa ao Jogo – Mário Almeida e Sílvia Caetano.

Manhã soalheira na sempre deslumbrante Palmela. A Escola EB 2,3 de Palmela tem uma localização que permite avistar a grande planície do estuário do Tejo. E a visibilidade na manhã de Domingo era óptima. A comitiva Barreirense chegou ao pavilhão com mais de uma hora de antecedência, o que permitiu fazer um pequeno passeio matinal. A cerca de 100 m da escola encontrámos uma pérola histórica. Enquadrado por prédios e um centro comercial, vimos o que resta de um antiquíssimo e bem estimado aqueduto com o seu poço, que pertenceram a uma quinta agrícola e que o bom gosto de arquitectura e urbanização não destruíram. O local está preservado por um pequeno e mimoso largo de lazer.
Dirigimo-nos então para a Escola EB 2,3 de Palmela e à entrada outro apontamento histórico. A escola tem o nome de Hermenegildo Capelo. Os livros de história fazem referência a Brito Capelo (talvez estes nomes fossem mais adequados para o nome da escola), como um dos mais notáveis e competentes exploradores portugueses da Geografia de África. Nascido no Castelo de Palmela em 1841 faria a sua primeira expedição a África em 1877, chefiando com Roberto Ivens e Serpa Pinto uma exploração científica coroada de êxito.
Vamos lá então para o pavilhão esperando não encontrar mais nada de relevante.
O jogo começou e alinhámos de início com o Diogo, o Tiago Castanho, o Rodrigo, o Paulo e o Miguel Cigarro.
Toada pausada, ataques bem organizados, bola girando por todos os jogadores. Os lançamentos, contudo, não entravam. Aos 40’’ de jogo o Rodrigo converteu os primeiros pontos da equipa em jogada de contra-ataque. A nossa equipa defendia bem, o adversário tinha alguma dificuldade em organizar o seu ataque.
Decorreram 3 minutos sem que o marcador sofresse alteração. O Paulo e o Miguel Cigarro, por mais que uma vez, debaixo do cesto, não estavam com a sorte da concretização.
A faltar 6’ o resultado era de 0-5. A equipa do Juventude de Palmela é composta por jogadores que jogam basquet há pouco tempo. Há muitas falhas técnicas e têm muita dificuldade em cumprir as disposições tácticas. É uma situação perfeitamente normal em novos jogadores. Na nossa equipa tirando um caso ou outro, os jogadores já jogam há mais de 7-8 anos, encontrando-se num nível competitivo muito superior.
O Juventude conseguiu os seus dois primeiros e únicos pontos do 1º período, aos 5 minutos de jogo. A partir do meio do 1º período o nosso jogo começou a fluir muito melhor e os pontos foram aparecendo.
Nos últimos segundos do 1º período o Miguel Cigarro marcaria um triplo, fixando o resultado em 2-16.

No 2º período alinhámos com o Francisco Luís, o Miguel Guerreiro, o Ricardo, o Tiago Pereira e o Miguel Cigarro.

Começámos com alguma hesitação e indefinição nas jogadas de ataque. Melhorámos logo de seguida na velocidade e na procura de espaços e os condutores da bola começaram a descobrir constantemente o Francisco e o Ricardo, que debaixo do cesto raramente falham.
A faltar 7’ o resultado estava em 2-24.
O Tiago Pereira marcaria os seus 2 primeiros pontos numa rápida entrada para o cesto. Os dois Miguéis estavam, muito bem nas assistências para cesto. O Francisco e o Ricardo não paravam de marcar.
A faltar 5 minutos registámos uma de muito boas jogadas. Bola conduzida pelo Francisco que assistiu o Tiago, que mesmo com oposição faltosa dum jogador do Palmela, converteu e foi para a linha de lance livre, assinando uma jogada de 3 pontos.
O Juventude esteve mais de 13 minutos sem marcar um único ponto, tendo convertido um lance livre a faltar 1’20’’ para terminar a 1ª parte. Nessa altura o marcador registava 3-43, destacando-se no Barreirense a dupla demolidora Francisco “Banza” – Ricardo Sampaio. O intervalo chegou com o resultado em 3-47.

No terceiro período entrámos algo apáticos, lentos, pouco concentrados. O Juventude animou o jogo e começou a marcar pontos. De tal forma, que a faltar 7’ para o termo do período, a equipa da casa tinha um parcial a seu favor de 5-4.
Nos últimos 4 minutos do período lá voltámos a acertar e a jogar com vontade e fechámos o quarto com 13-70, com um parcial de 10-23.

No quarto período o jogo voltou a animar. Os jogadores do Barreirense atacavam bem e depressa e punham muita pressão defensiva, numa tentativa de forçar o erro do adversário e reconquistar rapidamente a bola. Sentia-se que a equipa queria marcar muitos pontos, chegando porventura aos 100. Os endiabrados Francisco e Ricardo somavam pontos atrás de pontos, a equipa jogou bem quer a defender quer a atacar.
Não fora o último minuto sem obtenção de pontos e tínhamos chegado aos míticos 100. O resultado final ficou em 21-99. A não obtenção da centena constitui um prémio de consolação para os jogadores do Palmela, que tiveram sempre uma boa atitude competitiva, uma boa entrega ao jogo.

Pontos obtidos para as contas pessoais (se não estou em erro):
Diogo - 2; Francisco – 25, Tiago Castanho - 3; Rodrigo - 8, Miguel Guerreiro – 2, Ricardo – 22, Tiago Pereira – 11, João Lanzinha – 4, Paulo Mouro – 4, André – 4, Miguel Cigarro – 14.

O Homem do Bloco.

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