Basquetebol Sub14 A - BARREIROBARREIRENSE – 54 – BAC - 68
Yes, we can!

Por Jornal Rostos
Pode a frieza dos números enganar? Pode uma derrota significar uma vitória? Podem, sim senhor. E não estamos a falar de política. A equipa de Sub 14 –A do Barreirense demonstrou, na prática, no campo que é onde conta, com quantos esforços se faz uma equipa e como se transformam fraquezas em força e energia. E mesmo a fria vitória dos números esteve quase, quase a derreter.
No feriado de 1º de Dezembro, celebra-se a Restauração da Independência. Ou seja, assinala-se o início da revolução de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal pela dinastia filipina de “nuestros hermanos”. Se não fosse esta revolta, lá ia o reino de Portugal agitar o pote das províncias espanholas.
Não, ainda não estou a “dar em doido”. Este breve intróito é só para fazer um pequeno - e forçado, assumo-o - paralelismo com a atitude brava, unida e vigorosa que a equipa de Sub -14 A apresentou na manhã do dia 1 de Dezembro, no Ginásio Sede do Barreirense. Uma equipa que afirmou a sua independência e insurreição face ao conformismo e derrubou ideias pré-concebidas de inferioridade ou invencibilidade.
No encontro com a formação do BAC, contextualmente mais alta e mais forte, os Sub -14 do Barreirense entraram descomplexados e preparados para tudo. Só que desta vez, estavam essencialmente dispostos a mostrar o seu melhor, sem “nervoseiras” e com os objectivos bem traçados: jogar bem, e em equipa. Mostrar trabalho.
A barreira do som. Invencíveis, uma gaita!
A forte atitude defensiva, incremento da noção de conjunto e evidente melhoria das posições em campo, levaram a que o quadro dos resultados nunca se tenha desequilibrado substancialmente e chegasse a colocar a equipa do Barreiro à frente do resultado.
O ambiente foi aquecendo de forma inusitada, com as “claques” das duas equipas a puxarem pela imaginação para encontrar formas de pressão – ou descompressão, porque o nervosismo crescia -efectivas e originais. Nas trincheiras do Barreirense entre, gritos e aplausos “solava” uma anónima gaita de “esfolar tímpanos” enquanto as hostes do BAC se motivavam com cantos afinados q.b.
No quarto período, a equipa do BAC, ainda não estava bem refeita da surpresa que a atitude dos jogadores do Barreiro provocara (no desporto não há favas contadas). Fez-se valer dos seus argumentos e aproveitou algum deslumbramento e inexperiência da equipa adversária para vencer a partida. Não por muitos. Não de forma clara e convincente. Em parte, aproveitando erros de “accuracy” * no passe ou no lançamento, perfeitamente “melhoráveis”.
Deste encontro, no Barreiro, ficaram os sorrisos confortáveis de um trabalho bem feito. De uma atitude de entrega ao jogo mais madura e disciplinada. E aquela sensação de que ali se assistiu a uma vitória, a um clamor interno de confiança que se vai prolongar no tempo. No feriado da Restauração da Independência, o Ginásio Sede viveu a emoção do basquetebol “à la Barreirense” e uma equipa de jovens jogadores restaurou a sua confiança e determinação. É caso para dizer, com total humildade: yes, you can!
*accuracy: cuidado; exactidão; precisão; correcção
Sóimazum













