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BASQUETEBOL BARREIROFPB reage ao caso que opõe GD ESSA BARREIRO e CAB
Repudia comportamentos anti-desportivos do CAB Madeira

A Direcção da FPB repudia igualmente de forma veemente os comportamentos anti-desportivos demonstrados pelo CAB Madeira, durante o jogo realizado com o GDESSA e o clima de animosidade e agressividade que deliberadamente foi criado para com esta equipa.

Esperamos que, através do diálogo no seio da Comissão de Acompanhamento da Liga Feminina, os clubes saibam ultrapassar este episódio e que alguns dirigentes saibam assumir posições mais responsáveis, relativamente à participação dos seus atletas na Selecção Nacional de Portugal.

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BASQUETEBOL BARREIRO FPB reage ao caso que opõe GD ESSA BARREIRO e CAB Repudia comportamentos anti-desportivos do CAB Madeira

Por Jornal Rostos

Comunicado da Direcção
FPB reage ao caso que opõe GDESSA e CAB

Depois da carta aberta do GDESSA, e da resposta do CAB Madeira, a direcção da Federação Portuguesa de Basquetebol decidiu emitir um comunicado onde esclarece, entre outros aspectos, a questão do castigo aplicado à atleta Carla Freitas.

No seguimento da sanção disciplinar aplicada à atleta Carla Freitas, do Clube Amigos do Basquete, a Direcção da Federação Portuguesa de Basquetebol tomou conhecimento de alguns comportamentos ocorridos durante o jogo com o GDESSA e de algumas afirmações produzidas no Diário de Notícias da Madeira, que urge repudiar, esclarecendo a opinião pública sobre a verdade dos factos.

A polémica iniciou-se com um artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira, no qual se pretende criar a convicção de que o processo disciplinar para além de ter tido uma duração excessiva, a data da tomada de decisão final encontrava-se ligada ao jogo a disputar entre o CAB e o GDESSA.

Recorde-se que a atleta Carla Freitas foi convocada para integrar os trabalhos da Selecção Nacional de seniores femininos, com vista à participação nos jogos do Campeonato da Europa, decorrendo a concentração entre os dias 12 de Agosto e 9 de Setembro de 2009, tendo a mesma faltado à referida concentração.

Sobre esta questão, importa atender aos seguintes factos:

1. A concentração à qual a atleta faltou, embora iniciando-se em Agosto, apenas terminou em 9 de Setembro.
2. Entendeu-se na altura que nenhuma medida deveria ser tomada pela Federação no decurso da concentração, como forma de salvaguardar o grupo de trabalho.
3. Terminada em Setembro a concentração, foi necessário analisar cuidadosamente todos os factos, designadamente as justificações apresentadas pela atleta e pelos dirigentes do CAB, a posição do corpo técnico e médico da selecção sobre o problema, com vista à tomada de uma decisão sobre o assunto.
4. Importa aqui salientar que a Federação recebeu uma comunicação do CAB, na qual se comunicava que a atleta se encontrava lesionada e que terá sido este o motivo pelo qual não compareceu aos trabalhos da selecção. Esta comunicação veio a verificar-se não ser verdadeira até porque a própria atleta, na defesa que apresentou no processo disciplinar justificou a sua ausência com motivos de ordem profissional.
5. Só após o apuramento e a análise de todos estes factos foi possível remeter o processo ao Conselho de Disciplina, para apuramento de responsabilidade disciplinar, o que ocorreu em Outubro.

Neste contexto, a decisão relativa ao processo disciplinar sempre ocorreria durante a fase de competição.

No que se refere à tramitação do processo disciplinar, à data da decisão final e ao conteúdo da mesma, a Direcção da Federação, atendendo à independência dos órgãos jurisdicionais, legalmente consagrada, não pode nem deve emitir qualquer opinião.

No entanto, não podemos deixar de repudiar energicamente as insinuações que têm sido produzidas e que afectam a honra e a dignidade da Federação, dos seus dirigentes e, em especial, do treinador e colaborador da FPB Nuno Manaia.

Insinuar que este teve alguma intervenção ou relação com a decisão disciplinar e a data da sua divulgação, é uma afirmação torpe que só desqualifica os seus autores.

A Direcção da FPB repudia igualmente de forma veemente os comportamentos anti-desportivos demonstrados pelo CAB Madeira, durante o jogo realizado com o GDESSA e o clima de animosidade e agressividade que deliberadamente foi criado para com esta equipa.

Esperamos que, através do diálogo no seio da Comissão de Acompanhamento da Liga Feminina, os clubes saibam ultrapassar este episódio e que alguns dirigentes saibam assumir posições mais responsáveis, relativamente à participação dos seus atletas na Selecção Nacional de Portugal.

Lisboa, 05 de Fevereiro de 2010.
A Direcção

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