Basquetebol Barreiro -Torneio Vale do TejoCD Torres Novas – 70 - Barreirense B – 75
(após prolongamento)
Os atletas que participaram neste jogo, tiveram um desgaste físico que de certeza lhes proporcionou uma boa noite de sono. Os espectadores sentiram tanto a subida de adrenalina que à noite sentiram o efeito contrário, um relaxamento total.

Por Jornal Rostos
3ª. Jornada do Torneio Vale do Tejo, fase regular, Sub-16 . Jogo realizado na Nave de Desportos de Torres Novas, Domingo, dia 21 de Março de 2010, 16h30m.
O Barreirense alinhou com: 4 – André Lopes, 5 – Miguel Guerreiro, 6 – Tiago Castanho; 7- Rodrigo Freitas; 8 Ruben Aguincha; 9 – Ricardo Sampaio; 10 – Filipe Viseu; 11- Francisco Lampreia; 12 – Tiago Pereira, 13 – Paulo Mouro; 14 - Diogo Lopes; 15 – Miguel Cigarro.
Parciais: 18-15; 16-17; 20-14; 12-20. Total 66-66
Prolongamento: 4-9!
A Primavera chegou! Chegou no Dia Mundial da Poesia, no Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial, no Dia Mundial da Floresta. Dia Mundial do Sono. Áh e chegou também no Dia do nosso jogo com o Torres Novas.
O nosso jogo foi um hino à poesia !!!
Aqui fica um pequeno grande poema de Eugénio de Andrade:
Quase Nada
O amor é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
O nosso jogo foi um hino a favor da eliminação da discriminação racial!!!
O Basquetebol é um desporto em que é frequente ver jogar na mesma equipa pessoas de etnia branca, negra ou outra. Joga melhor quem for mais capaz e não mais branco ou mais verde.
O nosso jogo foi um hino ao Dia Mundial do Sono!
Os atletas que participaram neste jogo, tiveram um desgaste físico que de certeza lhes proporcionou uma boa noite de sono. Os espectadores sentiram tanto a subida de adrenalina que à noite sentiram o efeito contrário, um relaxamento total.
UFA!! Grande Jogo!!!!
A nave de desportos de Torres Novas é um lindíssimo edifício desportivo. Os fantásticos tectos de madeira, a noção de amplo espaço, a boa iluminação natural e artificial, dispõem bem atletas e espectadores. O piso é em madeira compacta, sendo mais rígido que aqueles em que os nossos atletas estão habituados a jogar. As tabelas são também muito duras, provocando ressaltos mais enérgicos que o habitual.
O nosso 5 inicial foi o Rodas, Ruben, Sampaio, Filipe e Lampreia.
Começámos mal. O Torres Novas com defesa zona, jogadores com média de altura superior à nossa e a nossa equipa sem grandes soluções ofensivas. O Torres ia fazendo algumas faltas e nenhuma equipa concretizou pontos nos primeiros dois minutos de jogo.
O Lampreia abriu o marcador e logo com um triplo.
A meio da primeira parte o marcador estava em 8-8
O Ruben, o Filipe e o Sampaio já tinham marcado. O jogador nº 15- Bruno, do Torres, marcou 2 triplos em duas tentativas.
A segunda metade do 1º período foi de ascendente do Torres. Defesa muito fechada, que nos obrigou a falhar muito e ataques planeados sob a batuta do melhor jogador do Torres, o Bruno.
Resultado do primeiro quarto: 18-15.
O Filipe já fora substituído no primeiro período pelo Cigarro, quando atingiu a 3ª falta. No início da 2º parte entrou o Castanho substituindo o Sampaio.
O Filipe e o Rodas não estavam a conseguir produzir o seu normal. O Sampaio, o Ruben, o Castanho e o Lampreia estavam quase ao seu nível e isso não era o suficiente para ganhar ao Torres que tinha dois jogadores a produzir um grande jogo. O Manuel Duarte, muito alto (1,85m) e bom jogador (domínio nas tabelas) e o Bruno (nº 15) bom tecnicista, boas qualidades de base.
Então começou a aparecer aquele que viria a ser, no meu entender, o melhor jogador Barreirense e talvez o melhor em campo nesta tarde – o Miguel Cigarro. A equipa estava muito apática e pouco produtiva. O Cigarro jogou e fez jogar e o seu dinamismo e acerto permitiram que a nossa equipa estivesse sempre na discussão do encontro.
No primeiro minuto o Cigarro fez uma entrada veloz para o cesto e marcou. Foi para a linha de lances livres por três vezes e fez o pleno.
O Bruno do Torres já tinha marcado 3 triplos em 3 tentativas e converteu todos os seus lances livres.
E depois começou a aparecer o Castanho e logo de seguida o Rodas arranca um triplo. E encostámo-nos no resultado ao adversário. Na segunda metade do 2º período o Cigarro esteve inspiradíssimo e bem secundado pelos companheiros, passámos para a frente do marcador aos 31-32. Mas o período terminaria com 34-32, a favor do Torres.
No 3º período o Cigarro manteria a mão quente e a atitude determinada e empatou logo o jogo a 34.
Iniciou aqui um período de estranha arbitragem em que só uma das equipas era penalizada com faltas e muitas delas muito discutíveis. O Manuel Duarte recebeu algumas bolas no garrafão depois de acampamentos de 6 e mais segundos e os árbitros nada marcavam. O marcador desnivelou-se e os barreirenses desnortearam-se e enervaram-se dentro e fora das 4 linhas. A faltar 4’ o resultado já estava em 51-39. Preocupante. O Castanho e o Rodas marcaram, o Cigarro fez mais um lance livre em dois e o resultado passou para 51-46. Os últimos 2 minutos foram muito maus, deixámos a defesa zona, não resultou, perdemos várias vezes a bola e o quarto fechou com 54-46.
O 4º período começou e o Miguel Cigarro continuou a brilhar. Belíssimas entradas para o cesto do Cigarro, passando por uma floresta (21 de Março – dia mundial a Floresta) de braços e marcando.
Chegámos aos 56-55 mas aos 8’ estávamos com prejuízo de 59-55.
O Ruben falhou dois lances livres e logo depois (não há bela sem senão), o Cigarro falhou os seus dois lances livres.
Entrou o Tiago pereira e começámos a ganhar mais ressaltos, a equipa estava a jogar bem colectivamente. Tivemos bons momentos do Castanho, do Sampaio, do Filipe, do Pereira e do Ruben e a faltar 4’ o marcador registava 60-60!
Sobe a tensão.
Quem será mais forte no final?
A faltar 2 minutos para acabar há 62-60.
O Cigarro vai para lances livres, falha o 1º e …………..falha o 2º !
Ataque do Torres, recuperamos a bola, o Rodas entra para o cesto e sofre falta.
Lances livres.
1º - falhou! Eh pá não pode ser
2º falhou e o cronista quase desespera. Comentei com a malta:
- Queres ver que vamos perder outra vez por causa dos lances livres?
52’’ para acabar: 64-62. Miguel Cigarro nos lances livres.
1º - Entrou!
2º – Entrou!
37’’ -64-64
O Torres ataca e falha. Nós atacamos e o Miguel sofre falta. Marcou um em dois.
Estamos a ganhar 64-65!
18’’ - O Torres ataca. Ataque organizado, bola no Manel e …. A bola entra. Resultado: 66-65. 9 segundos para jogar!
O Pedro pede desconto de tempo.
Ataque planeado. Filipe repõe para Cigarro. Cigarro bata a bola, arranca pela direita, entra para o cesto e falha…mas sofre falta! 5ª falta do Bruno.
3’’ para jogar, Miguel Cigarro na linha de lance livre. Resultado 66 para o Torres, 65 para o Barreirense.
Muito barulho hostil ao jogador.
Miguel bate a bola, olha para o cesto, o barulho é ensurdecedor, a bola é lançada, bate no aro e cai para fora…aiaiaiaiai aiai que isto dói.
Miguel desespera, alguns colegas acarinham-no. O público do Barreiro bate palmas de incentivo.
O Miguel vai lançar. Se marcar leva o jogo para prolongamento. Se falhar, perdemos o jogo.
Barulho, bola lançada e CESTO!!! 66-66, Já está! Podemos não ganhar mas está encontrado o man of the match – Cigarro.
Agora o prolongamento. Sem o melhor jogador do Torres – o Bruno, e com a nossa equipa muito motivada, há maiores possibilidades de ganhar.
Cinco minutos de prolongamento.
1º minuto - ninguém marcou.
A faltar 3’15’’ marcámos o 1º cesto: 66-68.
2’54’’ - 67-69
2’’36’’ - Ruben nos lances livres e marcou 1 em 2. 67-69.
2’ – 68-71! Não me lembro como foi.
Atacamos, o Cigarro permite roubo de bola, o Torres ataca, o Cigarro recupera e abafa o adversário que vai lançar.
Lampreia – lances livres – falhou os dois
25’’ – triplo do Lampreia – abriu o jogo com um triplo e acaba o jogo com um triplo. O árbitro considera que só vale 2 pontos. Foi um triplo de dois! (muito engraçado).
17’’ o Torres reduz para 70-75.
Resultado final: 70-75. UFA, GRANDE JOGO!!!!!
Todos os jogadores do Torres merecem uma palavra de apreço pelo bom jogo proporcionado.
Os nossos jogadores não utilizados: manos Lopes, Paulo, Miguel Guerreiro, uma palavra de apreço e carinho pelo apoio demonstrado aos colegas durante todo o jogo. Toda a equipa está de parabéns por lutar sempre e muito e até ao fim.
O Homem do Bloco













