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Movimentos

Volta a Portugal comemora RepúblicaVai percorrer 1613,5 KM ao longo de 11 dias de competição

A 72ª Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta foi apresentada hoje no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa. O percurso da competição que se realiza de 4 a 15 de Agosto e que terá final na capital portuguesa foi divulgado na presença do presidente do Município, António Costa, Artur Lopes, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e João Lagos, presidente do Conselho de Administração da Lagos Sports.

20 min de leitura
Volta a Portugal comemora República Vai percorrer 1613,5 KM ao longo de 11 dias de competição

Por Jornal Rostos

A Volta a Portugal em Bicicleta vai percorrer 1613,5 KM ao longo de 11 dias de competição repartidos por dez etapas e um prólogo que terá Viseu como cenário. A cidade de Viriato que nos últimos anos foi palco da comemoração dos vencedores assistirá, desta vez, a 4 de Agosto, às primeiras pedaladas da prova. Lisboa que no ano anterior regressou à Volta será, por sua vez, duas semanas depois, protagonista da cerimónia final de consagração ao receber a última etapa.

David Blanco, corredor espanhol vencedor da Volta a Portugal em 2009, é actualmente o estrangeiro que mais vitórias alcançou na rainha das competições velocipédicas nacionais. Blanco já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e rivaliza de perto com Marco Chagas, recordista da prova, com quatro triunfos, o título de campeão da Volta. Este ano, de novo integrado na equipa mais antiga equipa do mundo, a portuguesa Palmeiras Resort/Prio/Tavira, David Blanco está entre o lote dos favoritos à vitória final no pelotão que engloba 144 ciclistas de 16 equipas.

Volta a Portugal comemora República

A Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta, uma das mais anti gas do mundo, regressa às estradas de 4 a 15 de Agosto.
Tal como a República, em Portugal, também o ciclismo é centenário remontando aos alvores do espírito republicano, a grande devoção que os portugueses sempre têm denotado para com a modalidade.
A Volta só chegou em 1927, mas, desde então, ocupou lugar de mérito no imaginário de todos que, ano após ano, associam o fenómeno da Volta à chegada do Verão e do mês de Agosto em parti cular.
Joaquim Gomes, o director de prova, costuma dizer que “este foi o primeiro “reality show” que existi u. Desde sempre as pessoas habituaram-se a acompanhar diariamente as aventuras e desventuras dos ciclistas nas sempre difí ceis pedaladas pelo país real”.
Apaixonado pelo ciclismo e anti go campeão com duas Voltas as Portugal conquistadas, Joaquim Gomes tem hoje a responsabilidade de dirigir a organização de um evento de forte identi dade nacional e com peso histórico difí cil de igualar, cuja 72ª edição se realiza numa época parti cularmente conturbada a nível económico. “Creio que conseguimos colocar na estrada, mais uma vez e com todas as difi culdades que existem e que afectam de modo parti cular as autarquias, vertente importantí ssima de apoio à Volta a Portugal, uma prova que em nada belisca as edições do passado.”

David Blanco, o favorito

A Volta 2010 irá percorrer 1613,5 Km ao longo de 11 dias de competição reparti dos por dez etapas e um prólogo que terá Viseu como cenário. A cidade de Viriato que nos últimos anos foi palco da comemoração dos vencedores assistirá, desta vez, a 4 de Agosto, às primeiras pedaladas da prova.
Lisboa que no ano anterior regressou à Volta será, por sua vez, duas semanas depois, protagonista da cerimónia final de consagração ao receber a última etapa.
David Blanco, corredor espanhol vencedor da Volta a Portugal em 2009, é actualmente o estrangeiro que mais vitórias alcançou na rainha das competições velocipédicas nacionais. Blanco já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e rivaliza de perto com Marco Chagas, recordista da prova, com quatro triunfos, o título de campeão da Volta.
Este ano, de novo integrado na equipa mais antiga equipa do mundo, a portuguesa Palmeiras Resort/Prio/Tavira, Davida Blanco está entre o lote dos favoritos à vitória final no pelotão que engloba 144 ciclistas de 16 equipas.

Mapa de dificuldades

A Volta vai começar com um Prólogo disputado em Viseu. O grande “circo” do ciclismo vai começar por invadir Viseu quando, na quarta-feira, 4 de Agosto, se disputar o Prólogo que vai dar início ao primeiro escalonamento dos valores em competi ção. Serão cinco quilómetros e meio discuti dos em sistema de contra-relógio individual.
Após uma neutralização que levará a caravana às faldas da Serra da Estrela, a 72ª Volta a Portugal Lagos Sports em Bicicleta terá a primeira etapa a sair de Gouveia. Este será um dia longo catalogado à parti da como de média difi culdade e vai obrigar o pelotão a percorrer 188 Km até ati ngir a meta em Oliveira de Azeméis.
Ao terceiro dia de competi ção reservado para a segunda etapa em linha, a Volta parti rá de Aveiro em direcção a Santo Tirso e concretamente ao Monte de N. Sr.ª. da Assunção onde estará a meta. Vão pedalar-se pouco mais de 152 Km mas efectivamente devido à presença da montanha será nesta ti rada que a Volta vai começar a sério.
No dia seguinte, ainda com a caravana a animar Santo Tirso, discute-se a terceira etapa que irá colocar a cidade de Viana do Castelo novamente no mapa da Volta. Esta será uma etapa de difi culdade média com quase 174 Km, na véspera da primeira grande selecção de valores na alta montanha.
Na quarta etapa com a subida ao alto da Sr.ª da Graça, em Mondim de Basto, começam outras e grandes difi culdades. O dia vai começar em Barcelos e após abraçar a região do Gerês com um sobe e desce constante, a coluna colorida estará nos arredores da vila de Mondim a olhar para o topo do Monte Farinha, nome pelo qual também é conhecido o local onde se encontra um dos finais de etapa com mais “afición” ciclista. Fazem parte desta etapa que antecede o dia de repouso da Volta duas contagens de montanha de primeira categoria.
A jornada de descanso irá acontecer, este ano, em Fafe. Para segunda-feira, 9 de Agosto, está marcada mais uma “Etapa da Volta RTP”, iniciativa dedicada aos cicloturistas e amantes da bicicleta que podem usufruir de um passeio e de uma prova de superação pessoal em condições excepcionais. Os participantes nesta acção promovida pela PAD/LagosSports podem, como já é hábito neste dia, sentir de perto as emoções que os corredores profi ssionais vivem ao serem recebidos, no alto da Sr.ª da Graça, pelas mesmas estruturas que a organização monta nos locais de chegada das etapas.

A segunda fase da Volta começará a 10 de Agosto com a partida da quinta etapa em Fafe. Será mais um dia de muitas difi culdades com cinco contagens de montanha, a últi ma das quais a surgir na própria linha de meta da difí cil chegada a Lamego. Devido à dureza do percurso serão poucos os que vão desfrutar da passagem pela região do Douro Vinhateiro, a Região Demarcada mais Anti ga do Mundo.
A estreia de Moimenta da Beira no percurso da Volta a Portugal vai acontecer no arranque da sexta etapa quando o pelotão iniciar a jornada mais longa desta edição. Vão cumprir-se 221 Kms até à chegada a Castelo Branco.

Na sétima etapa a caravana sairá de Idanha-a-Nova, na zona raiana, para alcançar o ponto mais alto de Portugal Conti nental.
O trajecto selectivo de 168 Km, a culminar na Torre (Seia), na Serra da Estrela com uma contagem de Categoria Especial ajudará a definir o grupo de corredores que ainda podem aspirar ao triunfo na prova.
Depois da alta montanha, o percurso da Volta dará algumas tréguas aos “bravos do pelotão” durante a oitava etapa. De Oliveira do Hospital a Oliveira do Bairro serão percorridos prati camente 170 Km com uma única contagem de terceira categoria.
Sem tempo para ir a banhos, apesar de estar pertíssimo da praia de Pedrogão, o pelotão vai fazer na nona etapa mais um contra-relógio. Apesar de ser um “crono” individual em nada será igual ao de Viseu tendo em conta a extensão e a dureza dos dias de prova que já fi caram para trás. O contra-relógio, no penúltimo dia de competi ção, com cerca de 35 Km e meio ligará Pedrogão ao centro de Leiria. Para fechar o percurso e cumprir a extensão total da corrida, o pelotão terá de fazer, no último dia, 15 de Agosto, uma etapa em linha entre Sintra e Lisboa. Em plena avenida da Liberdade, no coração da capital portuguesa, estará encontrado o vencedor da 72ª Volta a Portugal em Bicicleta e os líderes das diversas classificações.

Equipas Participantes

Participam na 72ª Volta a Portugal em Bicicleta um total de 16 equipas cuja origem registada na UCI - União Ciclista Internacional representa a participação de formações de seis nacionalidades constituindo um pelotão com 144 corredores.

1- Palmeiras Resort – Prio – Tavira (Portugal)
2- Madeinox - Boavista (Portugal)
3- LA Aluminios – Rota dos Móveis (Portugal)
4- Barbot – Siper (Portugal)
5- CC Loulé – Louletano – Aquashow (Portugal)
6- Lampre – Farnese Vini (Itália)
7- ISD – NERI (Itália)
8- Xacobeo – Galicia (Espanha)
9- Andalucia – Cajasur (Espanha)
10- Caja Rural (Espanha)
11- Amore e Vita – Conad (Ucrânia)
12- Carmiooro NGC (Reino Unido)
13- Rabobank (Conti nental) (Holanda)
14- Equipa Nacional de Portugal
15- BBOX Bouygues Telecom (França)
16- Saur Sojasun (França)

A 72ª Volta a Portugal Lagos Sports tem o apoio das autarquias de Lisboa, Viseu, Leiria, Fafe, Castelo Branco, Mondim de Basto, Oliveira do Bairro, Santo Tirso, Aveiro, Viana do Castelo, Lamego, Sintra, Oliveira do Hospital, Oliveira de Azeméis, Gouveia, Idanha-a-Nova, Moimenta da Beira, Seia, Barcelos, Armamar e Águeda além do patrocínio dos Jogos do Centenário, Jogos Santa Casa, RTP, Aluvia, EDP, Tempo-Team, Liberty, Meo, O Jogo, Jornal de Noti cias, Rádio Renascença, Águas São Marti nho, Shimano, Xerox, Mobilif, Torrié, Copigés, DietSport – Powerbar, LG, Insti tuto Geográfi co do Exército, Ford,Cision, Estanhos D. António, Fullwear, Nexx Helmets, Orbita, KEEWAY, Pastelaria Chafariz, Sportzone, Tipografi a Peres e Aquahotels Mondim Basto, sob a égide do ICNB, UCI e UVP/FPC.

As Etapas comentadas por JOAQUIM GOMES (Director)

Prólogo

Desta vez o contra-relógio individual, que vai iniciar a Volta, será ligeiramente mais extenso do que aconteceu o ano passado em Lisboa. São cinco quilómetros e meio a percorrer as principais artérias da cidade de Viseu. Tecnicamente não é muito exigente, o que quererá dizer que os grandes velocistas vão ocupar os primeiros lugares da classifi cação. Acredito que poderão existir algumas diferenças de tempo, parti cularmente no que diz respeito às marcas que vão efectuar os trepadores, aqueles que possivelmente, mais tarde, nas etapas difí ceis da Volta ocuparão os primeiros lugares.

1ª Etapa: Gouveia – Oliveira de Azeméis

É uma etapa de média difi culdade. A experiência diz-me que o pelotão irá estar muito nervoso. Cada corredor, parti cularmente os principais favoritos, vão nesta etapa tentar perceber onde é que se posicionam relati vamente ao nível dos adversários. Estaprimeira etapa já terá alguma montanha. Os ciclistas terão de passar a Serra do Caramulo e este, a meu ver, será o ponto crucial do dia mas penso que teremos, no fi m, a primeira chegada ao “sprint” da Volta a Portugal. As condições do local de chegada, em Oliveira de Azeméis, são simplesmente fantásti cas. Em termos de condições técnicas, é o local de meta que melhores condições oferece, com uma recta num plano inclinado em que certamente os melhores “sprinters” terão que fazer um esforço suplementar.
Não teremos só aqueles “sprinters” explosivos, mas teremos homens muito rápidos que neste ti po de chegada acabam, muitas vezes, por fazer frente aos grandes velocistas.

2ª Etapa: Aveiro – Stº Tirso (Monte Nª Sr.ª da Assunção)

Vai ser a primeira chegada em montanha. Não costuma ocorrer tão cedo mas desta vez os trepadores que podem ter perdido tempo no Prólogo vão ter uma oportunidade ainda a Volta está a começar. É uma etapa que já adquiriu um estatuto na Volta a Portugal, talvez por isso seja agora um desafi o que aceitamos anualmente e que irá colocar a competi ção no auge.
Acredito que a Volta a Portugal se potencia em termos de mediati smo com o decorrer dos dias e a sucessão das etapas, e esta chegada irá colocar a Volta num nível mediáti co muito grande.
É uma etapa que vai abraçar concelhos que são muito representati vos em termos do ciclismo profi ssional português como Stª Maria da Feira, Penafi el, Paredes, Paços de Ferreira e o próprio concelho de Stº Tirso. É daquelas etapas em que podemos ter aquilo que, no fundo, faz jus ao nome Volta a Portugal: multi dões ao longo da estrada durante todo o dia para depois rematar com um final fabuloso no alto do Monte Nª Sr.ª da Assunção.
Sabemos que neste fi nal, montanha de 2ª categoria, não existi rão grandes diferenças entre os principais favoritos, mas essas pequenas diferenças darão indicações claras de quem são aqueles que estão muito próximo de um nível de forma que lhes permita arrebatar esta edição da Volta a Portugal.

3ª Etapa: Stº Tirso – Viana do Castelo

Temos de ter em consideração que esta ti rada surge exactamente a seguir a uma etapa muito difí cil. O pelotão irá registar alguns índices de cansaço e estará condicionado psicologicamente por saber que no dia seguinte, no Domingo, irá surgir uma das principais etapas da Volta em termos de difi culdades. Devemos entender esta etapa como um dia de transição e como a etapa que recuperou Viana do Castelo para o convívio dos municípios que fazem parte da Volta a Portugal.
É uma etapa que apresentará média montanha, mas onde não haverá ataques sérios por parte dos mais fortes. Existi rão algumas fugas mais ou menos consenti das, as equipas que detêm os maiores velocistas sabem que terão uma margem de manobra para, nos quilómetros fi nais, tentar anular estas fugas, porque as etapas a “sprintar” na Volta também não são muitas, e não deverão desperdiçar as poucas que existem.
Difi cilmente a chegada a Viana do Castelo deixará de se fazer ao “sprint”, ainda que não seja um pelotão massivo porque eventualmente os mais fracos poderão fi car pelo caminho, mas será um pelotão com um número de corredores considerável e os grandes velocistas sairão certamente como vencedores desta etapa.

4ª Etapa: Barcelos – Mondim de Basto (Srª da Graça)

Vai ser uma etapa lindíssima e muito difí cil. É também sempre uma etapa de muitos nervos em que as equipas mais fracas vão tentar ti rar parti do de algumas condicionantes de ordem tácti ca relati vamente às principais formações que estarão centradas única e exclusivamente na condição fí sica dos seus corredores para, nos quilómetros fi nais, puderem decidir a corrida. Tenho de realçar que, para além da escalada ao alto da Sr.ª da Graça, vai existi r muito mais montanha. Existi rá uma 1ª categoria que a maior parte dos corredores já conhece no concelho de Mondim de Basto. Refi ro-me a Campanhó, uma montanha muito difícil num percurso muito sinuoso que irá proporcionar à vila de Mondim de Basto, aquando da passagem da caravana para a escalada final à Sr.ª da Graça, um pelotão muito fraccionado. Nesta últi ma passagem em Mondim, o grupo da frente difi cilmente terá mais de 30 ou 40 unidades para depois, nos oito quilómetros fi nais, a decisão se fazer entre os melhores.

Dia de descanso -Etapa da Volta: Fafe – Srª da Graça

Será um dia de descanso, um dia merecido de descanso para os corredores, mas não para a organização. Habituámos os amantes desta modalidade a uma jornada cicloturisti ca neste dia e vamos manter a iniciati va. Desta vez vamos recuperar o percurso da primeira edição da Etapa da Volta ligando as cidades de Fafe e Mondim com o fi nal a acontecer no alto da Sr.ª da Graça, onde os corredores profi ssionais chegaram no dia antes.
Esperamos com esta Etapa da Volta conseguir um número de parti cipantes que possa superar o das últi mas edições. Recordo que, no ano passado, ti vemos cerca de 900 parti cipantes. Acredito que nesta edição de 2010 nos possamos aproximar do milhar de parti cipantes.

5ª Etapa: Fafe – Lamego

Vai ser uma etapa lindíssima com a parti cularidade de boa parte do trajecto percorrer a região demarcada do Douro. Será um dia muito difícil para o pelotão que não terá condições de desfrutar da beleza paisagísti ca. Chamo a atenção para a subida antes da chegada a Lamego, trata-se de uma 2ª categoria que muito provavelmente vai provocar estragos no grupo e posso acrescentar ainda que a esta dificuldade há uma outra, entre o Pinhão e o concelho de Armamar que é desconhecida do pelotão profissional que vai aumentar muito a dureza da etapa.
Temos de ter em consideração que, apesar de já se ter efectuado um dia de descanso, numa prova tão difí cil como a Volta a Portugal e a época do ano em que ela se desenrola, normalmente um só dia de descanso não chega para recuperar do esforço dispendido anteriormente.
Estou convencido que daqui para a frente as montanhas de 2ª categoria vão parecer para os corredores montanhas de 1ª e, é nestes casos, que muitas vezes as grandes surpresas acontecem como corredores favoritos para a Volta mas que não recuperaram bem e acabarem por ser confrontados com grandes desastres em termos fí sicos e acabarem por ser arredados da possibilidade de discuti r a Volta. Saúdo o regresso de Lamego ao convívio da Volta com a esta etapa que vai terminar mesmo no centro da cidade.

6ª Etapa: Moimenta da Beira – Castelo Branco

Esta será uma etapa de transição em que as equipas dos velocistas se vão tentar afi rmar. Vamos ter um dos melhores locais para chegadas ao “sprint” e julgo que Castelo Branco vai receber um pelotão muito numeroso em que os “sprinters” terão talvez uma das últi mas oportunidades nesta Volta a Portugal. Antes de atacarem o fi nal da etapa é preciso não esquecer a difícil passagem pela cidade mais alta de Portugal. Entre Celorico da Beira e a cidade da Guarda, há uma difi culdade importante que os corredores terão que ultrapassar mas, tendo em consideração que nesta altura deverá existi r uma classifi cação geral individual algo escalonada, com alguns bloqueios de ordem tácti ca em que as equipas esperam ansiosamente pela etapa rainha da Volta, penso que os últimos quilómetros serão feitos em pelotão compacto.

7ª Etapa: Idanha-a-Nova – Seia (Torre)

Chegámos fi nalmente à etapa rainha da Volta a Portugal. Já nos habituamos a ser confrontados com esta etapa bem perto do fi nal da prova. Os últi mos 60 ou 70 quilómetros serão muito idênti cos aos do ano passado com uma montanha de 1ª categoria já no concelho de Seia. A Portela do Arão fará a primeira grande selecção neste pelotão. Espero, enquanto director de prova, que o resultado da escalada fi nal, naqueles mais de 25 quilómetros extremamente difí ceis, não mate de vez, em termos de classificação geral individual, as expectati vas em torno de quem será o vencedor desta edição da Volta a Portugal. Haverá ainda um contra-relógio por fazer e portanto era importante que, pelo menos no contra-relógio fi nal da Volta, esta etapa da Torre, a etapa rainha da Volta a Portugal, não esclarecesse defi niti vamente quem são ou quem é o vencedor da Volta. Se imaginarmos que alguém se apresenta no alto da Torre com mais de três minutos de vantagem sobre os restantes e assume a liderança da prova, irá reduzir muito as probabilidades competi ti vas nas etapas que restam. Isso não seria bom para a Volta nem para o mediati smo da prova.

8ª Etapa: Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro

Há muitos anos que Oliveira do Hospital não fazia parte do percurso da Volta a Portugal. Quanto a Oliveira do Bairro é uma estreia em termos de chegada da Volta a Portugal. É mais uma das etapas de transição e, à parti da, não haverá grandes complicações.
O relevo é tranquilo mas se no dia anterior havia gente com força, acredito que a deve ter deixado nas estradas que conduziram ao alto da Torre, na Serra da Estrela. Julgo que podem acontecer neste dia algumas fugas com sucesso, mas se isso acontecer é porque os corredores envolvidos estarão muito afastados dos primeiros lugares da geral para que lhes seja, digamos, permiti do chegar com alguns minutos de vantagem. Vai haver um dia muito difí cil, a seguir, com o contra-relógio entre Pedrógão e Leiria, logo as principais equipas estarão já a pensar no “crono”. Vamos ter uma chegada algo exigente em termos técnicos, de qualquer modo, os ciclistas, com a existência do circuito fi nal, terão oportunidade de ser confrontados com estas difi culdades nos metros finais que antecedem a meta em Oliveira do Bairro.

9ª Etapa: CRI Pedrógão – Leiria

Ao contrário do que tinha acontecido nos últi mos oito anos, não vamos ter um contra-relógio a encerrar a Volta a Portugal em Bicicleta. Este será um contra-relógio prati camente plano, com ligeiras elevações, em que os especialistas puros nesta matéria não terão necessidade de ti rar muitas vezes as mãos do extensor. Isto quer dizer que não existi rão muitas viragens nem muitas rotundas e só mesmo no interior da cidade de Leiria, nos metros que antecedem a chegada é que haverá uma ou outra viragem. É um crono longo que pode favorecer homens como David Blanco e eventualmente outros, mas essencialmente o David. É um corredor que num contra-relógio deste ti po pode vencer e, quem sabe, juntar mais uma vitória na Volta a Portugal ao seu palmarés. Penso que estão criadas enormes expectati vas sobre a decisão que este contra-relógio, agora de véspera, pode incuti r na Volta a Portugal.

10ª Etapa: Sintra – Lisboa

É o regresso de Sintra à Volta a Portugal. Uma parte importante do percurso do últi mo dia vai estar centrada neste concelho, ainda que possamos entrar airosamente no concelho de Mafra e até no concelho de Loures.
Poderão apelidá-la de etapa de consagração, mas com as difi culdades do próprio relevo desta região, com constantes subidas e descidas, vai ser difí cil que seja entendida como uma etapa de consagração. É importante referir que não será um final normal de etapa. A chegada vai acontecer após a realização de um circuito fi nal no interior da cidade de Lisboa, entre o Rossio e o Campo Pequeno. A meta estará instalada na Avenida da Liberdade e em todo o percurso entre o Rossio, Restauradores, Marquês de Pombal, Saldanha e o Campo Pequeno será possível assisti r a este grande espectáculo. Haverá seis passagens no local da meta que nos irão proporcionar um fi nal de Volta fantásti co.

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