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António Herrera três meses no Barreiro«O Barreirense é um Clube grande»

“Estou muito contente com a capacidade de trabalho dos meus jogadores, staff e directivos do Clube. Como é óbvio, não imaginava à sexta jornada ganhar mais jogos do que em toda a temporada passada” – sublinha António Herrera, técnico do Basquetebol do Futebol Clune Barreirense.

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António Herrera três meses no Barreiro «O Barreirense é um Clube grande»

Por Jornal Rostos

Decorridos cerca de três meses desde a sua chegada ao Barreiro, fomos falar com o novo técnico do FC Barreirense, António Herrera, que nas últimas quatro jornadas da Liga Portuguesa de Basquetebol comandou a sua equipa a outras tantas vitórias.

Numa entrevista disse que vir para uma liga principal era um passo em frente na carreira. Continua a sentir que vir para a LPB foi mesmo um passo em frente?

A.H: Acredito que sim. Eu sou um treinador jovem que ainda tem muito para aprender. Para mim, estar em Portugal é uma grande experiência profissional e pessoal.

Apesar de ainda estarmos numa fase inicial da competição, qual a sua opinião sobre a qualidade da Liga? O que o surpreendeu pela positiva e pela negativa?
A.H: Para mim era importante que houvesse mais equipas na LPB e ao mesmo tempo que houvesse mais jogadores Portugueses a jogar e a serem influentes nas suas equipas.

Está satisfeito com as condições que tem encontrado no Barreiro? E da sua estrutura em termos de clube?
A.H: O Barreirense é um Clube grande; estou agradavelmente surpreendido com a capacidade de trabalho e os conhecimentos dos directores e de todos os treinadores que trabalham no Clube desde os seniores à formação.

Disse também que um dos seus objectivos no Barreirense/CEPSA seria ajudar os jovens a crescer. Sente que tem conseguido contribuir para isso?
A.H: Antes de vir para o Barreiro eu vi todos os jogos da equipa sénior e alguns dos Sub20 da época passada. Do meu ponto de vista, os nossos jovens têm melhorado em muitos aspectos esta época, mas isso não é por acaso, devesse essencialmente à sua grande atitude e vontade de evoluir perante o trabalho que estamos a desenvolver.

São a equipa com mais jovens no plantel. Sente que está a orientar atletas com capacidade para voos mais altos que a Liga Portuguesa?
A.H: Temos uma equipa jovem com uma média de idades inferior a 22 anos. Eles sabem que têm excelentes qualidades para chegar tão alto quanto eles queiram mas para isso têm que estar dispostos a trabalhar diariamente e acreditar no trabalho que estamos a desenvolver e isso eu sei que eles estão.

Vários jogadores têm dito que o Barreirense/CEPSA é a equipa que mais trabalha. Tem estado agradado com a resposta do plantel à sua exigência de trabalho?
A.H: Efectivamente não sei se somos a equipa que mais trabalha mas acredito que ninguém trabalha mais que nós. Os jogadores adaptaram-se rapidamente aos novos métodos de trabalho e estou muito feliz com a resposta que estão dando no seu trabalho diário.

António Tavares é o jogador mais experiente da equipa. Tem sido a referência e o modelo ideal para o crescimento dos jogadores mais jovens?
A.H: A figura de Antonio é a chave para que os nossos jovens possam crescer e melhorar, é um grande privilégio para todos ter um jogador como o Tavares na equipa..

A realidade do basquetebol português tem sido marcada pelos pavilhões com pouco público. Acredita que a forma de jogar do Barreirense Cepsa e as vitórias conseguirão trazer mais pessoas às bancadas do Pavilhão Luís de Carvalho?

A.H: Acredito que os nossos adeptos gostam do nosso estilo de jogo pois veem que em todos os jogos deixamos tudo em campo; jogamos com grande intensidade e procuramos valorizar o espectáculo. Estou convencido que as pessoas que têm assistido aos jogos do Barreirense têm gostado do basquetebol que praticamos e que se têm divertido a ver os nossos jogos.
É importante que os nossos adeptos quando vão assistir aos jogos desfrutem do espectáculo mas também que entendam que a nossa equipa é jovem e que necessita de tempo para conseguir atingir determinadas metas.

E ao nível do treino nos escalões de base, quais as grandes diferenças que tem encontrando entre o trabalho desenvolvido nos dois países?
A.H: Eu não encontrei grandes diferenças.

Como justifica que de duas derrotas seguidas o Barreirense tenha invertido o rumo dos acontecimentos e agora apresente quatro triunfos consecutivos?
A.H: Eu não dei muita importância às duas derrotas nem às quatro vitórias. Estamos focados em trabalhar para todos os dias melhorar. Eu julgo que os meus jogadores têm que estar empenhados e concentrados a trabalhar 100%.
Depois das duas derrotas nas primeiras duas jornadas o que mudou na equipa?
A.H: Obviamente eu não mudei nada. Acho que isso é parte do processo e os jogadores precisam de tempo para assimilar ideias e diferentes métodos de trabalho. Acreditamos no que fazemos e as derrotas não vão fazer-nos mudar a nossa forma de trabalhar.

- Esta sucessão de resultados surpreendeu-o?
A.H: Estou muito contente com a capacidade de trabalho dos meus jogadores, staff e directivos do Clube. Como é óbvio, não imaginava à sexta jornada ganhar mais jogos do que em toda a temporada passada.
Poderá haver algum reajuste nos objectivos propostos, seja a curto, médio ou longo prazo?
A.H: Claro que não. Temos metas importantes para alcançar, elas estão acima desses resultados; formar a nossa juventude para competir na LPB e jogar no nosso clube, mas para crescer atleticamente; continuar a promover jogadores nossos jovens para a equipa sénior.
Todos os nossos jogadores dos escalões de formação devem vir ver os nossos jogos os nossos fãs começam a desfrutar do desempenho da equipa e a encher o Pavilhão Municipal. O nosso objetivo é conseguir a permanência na LPB, acredite em mim. O campeonato acaba de começar e tudo pode mudar, agora somos bons mas viram tempos difíceis. Agora que temos bons resultados temos que ser humildes.

- Como avalia o desempenho dos jovens internacionais que tem ao seu dispor? Qual o papel destes atletas no colectivo?
A.H: Todos os jogadores entenderam a nossa filosofia de jogo e todos estão ajudar a equipa. Aqueles que são internacionais devem trazer a sua experiência para os outros, para ajudá-los a melhorar.
- Que missão poderá desempenhar o Barreirense na promoção de jovens valores?
A.H: trabalho que estamos fazendo no treino é muito bom e o nível de nossa formação é muito alta, os nossos jogadores estão no Clube ideal pois temos as pessoas e atletas certos.

- Na última Selecção portuguesa José Silva foi o único atleta do clube a integrar os trabalhos e com presença muito discreta. Acha que no final desta temporada o treinador nacional português poderá contar com mais atletas do Barreirense e em condições de oferecer melhores prestações?
A.H: Depende dos nossos jogadores. Se estiverem concentrados no trabalho que estamos a fazer poderão vir a ser jogadores muito importantes na equipa nacional no futuro.

Miguel Neto

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