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Campeonato da Europa de ARTÍSTICA FEMININA - BruxelasSeleção portuguesa objectivos traçados foram cumpridos

A seleção portuguesa de Ginástica Artística Feminina, terminou hoje a sua participação no Campeonato da Europa da modalidade na 21ª posição , entre os 27 países que participaram por equipas. A prova foi ganha pela Roménia, seguida da Russia e da Grã- Bretanha.

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Campeonato da Europa de ARTÍSTICA FEMININA - Bruxelas Seleção portuguesa objectivos traçados foram cumpridos

Por Jornal Rostos

Individualmente, Filipa MARTINS do Sport Club do Porto (40ª nas paralelas e 37ª na trave) e Ekaterina KISLINSKAYA do Ginásio Clube Português (37ª nas paralelas) classificaram-se na primeira metade da tabela geral de resultados, tendo por isso confirmado o seu estatuto no alto rendimento ( Filipa MARTINS garantiu a entrada). Estes resultados traduzem igualmente, a grande evolução que houve nos últimos tempos.
Portugal apresentou a seleção possível neste campeonato, e apesar do bom momento de forma de KISLINSKAYA e MARTINS, a não participação na equipa da ginasta qualificada para os Jogos de Londres, Zoí LIMA, fez-se sentir em termos de resultado final.
Ainda longe do nível em que os responsáveis técnicos gostariam de ver a equipa, o resultado agora obtido, tendo em conta todos os problemas com que a seleção se debateu na preparação desta prova, é de muita dignidade e revelador da coragem das ginastas, que deixaram todos os problemas sofridos para trás , concentrando-se no que hoje tinham que fazer.
Para além das penalizações na parte acrobática no solo, houve dois esquemas com falhas, na trave (Rita LIMÃO) e nas paralelas (Alexandra CHOON), para além de uma tecnicalidade de ajuízamento, com base num eventual toque do treinador Pedro Roque na ginasta Alexandra CHOON, que tirou meio ponto na classificação. A queda da Rita LIMÃO não era esperada, e nas paralelas, com o exercício ainda bastante “verde”, o que aconteceu com a CHOON foi relativamente normal.
As paralelas sempre foram o pior aparelho da seleção, mas nesta competição ficou claro que – particularmente com a considerável mais valia que a integração de Filipa MARTINS veio trazer ( igualmente na trave) - o nível se começa a aproximar da boa média europeia, tendo sido notória a melhoria qualitativa que houve em relação a competições anteriores. .
Na opinião do treinador Pedro Roque, “os saltos de cavalo, foi o aparelho onde teve de se simplificar mais em relação aquilo que gostariamos de fazer. Devido às lesões que houve, não foi possivel trazer os nossos melhores saltos aqui e entao tivemos de colocar ginastas que nao seriam a primeira escolha, mas que se portaram muito bem. Na trave, Filipa MARTINS fez um exercício muito bom. Teve um desiquilibrio mas no geral esteve impecável. A Alexandra CHOON sempre teve problemas na trave…muitos desiquilibrios, e apenas uma vez, nao caíu numa numa competição internacional. A nota de 12,5 é superior ás que costumava ter, sendo isso revelador de um melhor control emocional, estando a caminho de se tornar uma ginasta mais consistente neste aparelho e com resultados muito bons”.
Os objectivos traçados foram cumpridos, e a atitude das ginastas foi certamente o aspeto mais positivo nesta participação. Destaque para o espírito da equipa, que foi excelente, e ainda para a boa prestação da estreante, Inês Romero.
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