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Remo do BarreiroClube Naval Barreirense na XXXII Regata Internacional Queima das Fitas

. Mais que os resultados, a presença nesta clássica e grandiosa Regata de Remo é motivo de satisfação para qualquer praticante de Remo

O Clube Naval Barreirense esteve presente e, embora a comitiva de remadores fosse reduzida, se comparada com os “dinossauros” do remo português, galego e asturiano, não deixou por mãos alheias os seus créditos.

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Remo do Barreiro Clube Naval Barreirense na XXXII Regata Internacional Queima das Fitas

Por Jornal Rostos

Um tempo espetacular, um espaço à beira do Mondego e a sempre espetacular vista sobre a Universidade de um lado e o Mosteiro de Santa Clara do outro, a que se juntaram mais de 1100 remadores, de Portugal e Espanha de todos os escalões, foi a moldura para a XXXII Regata Internacional da Queima das Fitas. No passado sábado viveu-se em Coimbra, provavelmente, a maior regata de remo jamais realizada em Portugal.

O Clube Naval Barreirense esteve presente e, embora a comitiva de remadores fosse reduzida, se comparada com os “dinossauros” do remo português, galego e asturiano, não deixou por mãos alheias os seus créditos. E vai daí, a mais jovem navalista, a infantil Marta Nobre, sobe ao pódio com a medalha de prata ao peito, conquistada entre 16 concorrentes. Refira-se que esta remadora é a campeã nacional benjamim e só precisa de dispor de melhor embarcação e recuperar de quase uma época de paragem forçada.

Já no escalão de absolutos (que reúne remadores juniores e seniores) a tripulação de Quadri Scull do Naval Barreirense estava entre as favoritas à vitória (diziam os entendidos). Os seniores Paulo Pereira e Pedro Afonso, antigos internacionais e os juniores João Raposinho e Luís Martins, em processo de apuramento para a Equipa Nacional, são a simbiose entre a experiência e a frieza dos mais velhos e a irreverência e vontade de vencer dos mais jovens. Com uma embarcação muitos furos abaixo em termos competitivos, alcançaram a segunda posição na eliminatória, de longe, a mais competitiva, perdendo em cima da linha por uma “unha negra” com a poderosa tripulação da Associação Académica de Coimbra. Mas o objetivo estava alcançado já que se qualificavam para a final os dois primeiros classificados das quatro mangas eliminatórias.

Já na final, com mais vento e as águas agitadas, o handicap do barco ditou o fim da história. Perante excelentes competidores, “armados” com o “último grito” em embarcações de remo, nem sequer tiveram hipótese de disputar totalmente os 500 metros da prova. Logo nos primeiros 100 metros, a dificuldade em remar motivada pelas ondas fez com que o barco sofresse uma avaria. Mais do que uma avaria: o barco abriu literalmente o casco. Foi muito “power” para o “bote”, como dizia um jovem “entendido” no local! Mas isto também é desporto. Enquanto não houver condições para se adquirirem melhores embarcações haverá que se viver com o que se tem. Classificação final: 7º, entre 25 concorrentes. Soube a pouco! E, sobretudo, soube a amargo!

Participaram ainda na regata o júnior Miguel Costa, o juvenil Miguel Nobre, o iniciado João Lopes e a iniciada Júlia Martins. O Miguel Costa, em skiff absoluto, tenta também um lugar na Equipa Nacional. Este júnior de 1º ano teve a ingrata tarefa de participar num barco individual competindo contra muitos seniores e logo remadores bem mais experientes e poderosos. Cometeu alguns erros na largada e isso, numa prova de 500 metros, é normalmente fatal porque não há tempo para recuperações. Terá certamente aprendido com isso. Não se qualificou para a final já que terminou em 3º lugar, quando só se apurava o 1º de cada manga. Concorreram com ele mais 43 remadores.

O juvenil Miguel Nobre, também em Skiff, teve uma participação voluntariosa. Falta-lhe poder de explosão que as provas de 500 metros exigem. Acabou por se colocar a meio da tabela, em 14º lugar entre 30 participantes. Ficou a sensação que consegue melhor!

O iniciado João Lopes, parece “padecer” do inverso do Miguel Nobre. Também em skiff, quis fazer tudo demasiado depressa e, depressa e bem não há quem. Sobretudo quando ainda se está a amadurecer competitivamente. Há a certeza que conseguirá melhor. É só uma questão de “maturação”.

E a Júlia Martins! Também em skiff parece “padecer” do mesmo que o João Lopes. Tudo demasiado depressa, demasiada “rotação” para a mecânica da coisa. Era isso que lhe explicava o treinador e ela ouvia com atenção. Mais um degrau no percurso da aprendizagem!

E finalmente a claque! Há quem diga que o Naval Barreirense tem uma maior comitiva de acompanhantes que de atletas. E têm razão! Pais (normalmente dois por cada remador), primos, esposas, filhos, dirigentes, amigos e ex-remadores deslocam-se habitualmente em “massa” para lá estar a apoiar. Aos gritos até à afonia; sofrendo de fora as dores que os remadores sentem na água, festejando os sucessos, partilhando os insucessos. É assim que por lá se sente a prática desportiva dos jovens. É um projeto partilhado e vivido por todos. E isso é que realmente importa.

O Clube Naval Barreirense não pode deixar de se regozijar com essa realidade. A todos um bem-haja!

Fonte - CNB

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