150 anos de Comboio no BarreiroComboio a vapor em miniatura no Forum Barreiro
António Sebastião, autor do comboio, foi aprendiz de serralheiro da CP no Barreiro, e sobre a sua criação diz ter levado cerca de cinco mil horas. “A única coisa que não foi feita por mim foram os parafusos”, relata sobre um trabalho que diz ainda não estar completo.

Por Jornal Rostos
Dedicação e conhecimento são os ingredientes que António Sebastião diz serem essenciais para a elaboração de um trabalho como o seu, que diz ter sido “feito empiricamente”, ao que comenta: “cá em Portugal não se encontram desenhos, foram destruídos, infelizmente”. E da sua obra diz ser uma miniatura a vapor com bitola de 7″¼ e peso de 60 quilos que trabalha a carvão, com vários mecanismos “todos a funcionar”, realça e cuja caldeira trabalha a seis quilos de pressão, podendo aguentar 14.
Vontade de ser criado um parque de diversões sobre a temática da ferrovia
É a segunda máquina que constrói. Depois de um tractor agrícola, a paixão pelos comboios levou-o a produzir uma miniatura de locomotiva e já está a trabalhar numa terceira. E enquanto os mais novos se entusiasmavam por mais uma viagem, não deixou de sublinhar a importância da existência da Associação Portuguesa dos Amigos do Caminho de Ferro (APAC) e falou da sua vontade de ser criado um parque de diversões sobre a temática da ferrovia, à semelhança do que acontece noutros países, e deixa o incentivo a “quem tiver um bocado de habilidade para pegar num torno e numa máquina de fresar” a inteirar-se da criação de mais máquinas como a sua ou mais modernas.
Pequenos apontamentos de reportagem:
Andreia Catarina Lopes













