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Perspectivas

Francisco Naia ao vivo no BarreiroUma noite para cantar em coro “Há uma rosa vermelha ardendo na madrugada”

Na Cooperativa Cultural do Barreiro, Francisco Naia, apresentou o seu novo álbum “De Sol a Sul”.
Uma noite de emoções, com aquele que sendo alentejano de nascimento, é, um barreirense de coração.

Um tempo para recordar o TEB, na sua peça “Felizmente há Luar”, os bailes dos Franceses e dos Penicheiros.
Uma noite para cantar em coro “Há uma rosa vermelha ardendo na madrugada”.

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Francisco Naia ao vivo no Barreiro Uma noite para cantar em coro “Há uma rosa vermelha ardendo na madrugada”

Por Jornal Rostos

Francisco Naia com a sua voz de características únicas, referiu que este seu novo álbum tem tido receptividade e proporcionado visibilidade ao seu trabalho em diversas rádios e estações de televisão.
O álbum “De Sol a Sul” é composto por um conjunto de temas construídos apenas por instrumentos acústicos, percussões portuguesas e árabes, a guitarra tipicamente alentejana, chamada de viola campaniça e os outros instrumentos de corda da tradição do folclore português, cavaquinho, bandolim e contrabaixo.
A flauta e o saxofone acrescentam a este ensemble, um ambiente algo bucólico, cheio de paisagens e de uma saudade infinita.
Depois há uma potente voz de tenor, uma das mais belas da música portuguesa, que este disco nos revela em grande forma.
Neste disco, como sempre nos habituou, Francisco Naia, prossegue o culto da Poesia que sempre cultivou em toda a sua discografia, cantando, a juventude, o amor e os sonhos que subsistem em cada um de nós.
São histórias de grandes momentos vividos e sentidos por este cantor e autor, que nunca esqueceu a mensagem que recebeu directamente de José Afonso, aquele que o destino fez ser seu Professor de História no Ensino Secundário.
A canção “Nada sei Tudo Sei”, onde uma viola campaniça quase que chora de amor, reflecte um sonho em que o sentimento de partir e de voar, se cobre de dúvidas e do medo da indiferença.
Aqui a saudade, a natureza e as recordações dos grandes momentos, prendem-nos como algemas à realidade. “Bendito Maio, bendito!”, traz-nos a alegria do primeiro de Maio vivido entre o fogo da paixão e a esperança no futuro. Enfim todo um percurso de temas que procuram reflectir sobre a nossa maneira de ser e de estar em Liberdade.

Foi uma noite muito agradável, com os amores do primeiro 1º de Maio em Liberdade, com as memórias de operárias têxteis, com os sons do Alentejo, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Um tempo para recordar o TEB, na sua peça “Felizmente há Luar”, os bailes dos Franceses e dos Penicheiros.
Uma noite para cantar em coro “Há uma rosa vermelha ardendo na madrugada”.
Uma noite onde a palavra AMIZADE se escreveu em cânticos de saudade e ternura, com a certeza : canta, canta amigo canta, vem cantar esta canção, tu sozinho não és nada, juntos temos o mundo na mão…
Obrigado Naia ! Obrigado CCPB!

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