Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro«Somos uma terra de trabalho que não esquece o seu passado, a sua memória»
. Estamos no combate pela ponte
“Vencer esta batalha é defender os interesses de Portugal, da Área Metropolitana de Lisboa e da Península de Setúbal” – referiu Carlos Humberto.
Na sua intervenção recordou o papel dos ferroviários ao longo da história do Barreiro e que este projecto se insere na valorização do património ferroviário do Barreiro.

Por Jornal Rostos
A Câmara Municipal do Barreiro inaugurou o Núcleo 2 da Exposição dos 150 Anos de Caminhos de Ferro no Barreiro, no antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste.
A mostra estará patente até ao dia 28 de Junho e inclui fotografias, materiais cedidos pela Soflusa e EMEF, e miniaturas de comboios cedidas por particulares.
Um contributo para valorizar a memória
Regina Janeiro, vereadora responsável pela área Cultural da Câmara Municipal do Barreiro, na abertura da exposição, recordou que sendo o Dia Internacional dos Museus e não existindo no concelho um Museu, esta exposição é um contributo para valorizar a memória.
Recordou que nesta exposição foi reservado um espaço, onde está um mural com o nome dos 172 ferroviários que, ao longo dos anos da resistência, foram presos políticos ou deportados.
Somos uma terra de trabalho
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a intenção da autarquia em promover um conjunto de «actos simbólicos» que são a «expressão da vivência» do passado, do presente e do futuro do Barreiro.
“Esta exposição é uma homenagem à memória, uma honra à memória” sublinhou, acrescentando que este evento é um exemplo que «somos passado» e que «queremos construir o futuro» com o que há de melhor na memória do Barreiro - «uma terra onde se encontrou emprego e criámos laços de solidariedade – na fábrica, no barco, no estaleiro».
“Somos uma terra de trabalho que não esquece o seu passado, a sua memória” – sublinhou o autarca.
Juntar vontades em favor da nossa terra
Carlos Humberto evocou todos aqueles que ao longo dos últimos 150 anos construíram o Barreiro ferroviário e recordou que, actualmente, «o Barreiro vive um momento crucial»
“Este é um momento que exige uma atenção permanente”, referiu, um tempo no qual, disse, “sem perda de princípios, sem ceder no essencial naquilo que caracteriza a nossa terra” – sublinhou, é necessário «juntar vontades em favor da nossa terra».
Concelho nas últimas décadas viveu com grandes percas
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que o concelho nas “últimas décadas” viveu com “grandes percas”.
Alertou o edil, para as «notícias contraditórias» que marcam os tempos de hoje, oriundas da Europa e do mundo.
Carlos Humberto, considerou que estes tempos, «exigem seriedade de intervenções» e «ideias estratégicas que apontem claramente o caminho que queremos».
Estamos no combate pela ponte
“Estamos no combate pela ponte, o combate pelo futuro, convencidos que vamos vencer, porque a ponte não é um projecto de interesse local, é de interesse regional nacional e de afirmação internacional de Portugal na Europa” – sublinhou.
“Vencer esta batalha é defender os interesses de Portugal, da Área Metropolitana de Lisboa e da Península de Setúbal” – referiu Carlos Humberto.
Na sua intervenção recordou o papel dos ferroviários ao longo da história do Barreiro e que este projecto se insere na valorização do património ferroviário do Barreiro.
“A vida é construída todos os dias com a nossa intervenção. As coisas conquistam-se com o nosso contributo, com o nosso combate, com a nossa inteligência. As coisas não caem do céu, numa bandeja de prata” – referiu o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, apelando à intervenção cívica na defesa da construção da Terceira Travessia do Tejo.
BREVES REGISTOS
MURAL QUE REGISTA OS NOMES DE 172 FERROVIÁRIOS PRESOS OU DEPORTADOS













