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Perspectivas

Presidente da República Aníbal Cavaco Silva«Barreiro é uma terra ligada à Marinha e aos Descobrimentos»

. Fuzileiro um pilar de coragem, de galhardia e de respeito pelos valores pátrios

. 14 mil fuzileiros que combateram na Guerra Colonial

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, hoje, no decorrer da inauguração do monumento de homenagem ao Fuzileiro, salientou que o Barreiro é uma terra ligada à Marinha e aos Descobrimentos, - “tanto ao nível da construção naval como da produção de mantimentos para o abastecimento das nossas frotas”.

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que a construção do monumento ao Fuzileiro é uma justa homenagem aos 22 mil, homens e mulheres, que ao longo de 50 anos foram formados na Escola de Fuzileiros Navais do Barreiro.

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Presidente da República Aníbal Cavaco Silva «Barreiro é uma terra ligada à Marinha e aos Descobrimentos»

Por Jornal Rostos

Foram alguns milhares de pessoas que se juntaram aos muitos fuzileiros que, hoje, pela manhã, na Praça dos Fuzileiros, assistiram à cerimónia de inauguração do monumento ao Fuzileiro.
De referir a presença de 13 Companhias de Fuzileiros e 23 destacamentos de Fuzileiros Especiais.
A cerimónia foi presidida por Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República; Paulo Lino, Secretário de Estado Adjunto da Defesa, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e, Lhano Preto, presidente da Associação de Fuzileiros.

390 anos de história

O Presidente da Associação de Fuzileiros, Comandante Lhano Preto, no decorrer da cerimónia de inauguração do monumento de homenagem aos Fuzileiros, expressou a sua satisfação pelo facto de Aníbal Cavaco Silva ter se associado a este momento histórico, referindo que se deve falar de história, quando “o tempo transforma o tempo em 390 anos”, que são, aqueles, que marcam a existência de Fuzileiros em Portugal.
Recordou que o Brasil, herdou um Corpo de Fuzileiros, que tiveram origens no Corpo de Fuzileiros de Portugal.

14 mil fuzileiros que combateram na Guerra Colonial

O presidente da Associação de Fuzileiros, salientou que com o inicio da Guerra Colonial, foram criados os Corpos de Fuzileiros Especiais e Fuzileiros Navais, referindo que foram 14 mil fuzileiros que combateram nos territórios de Angola, Moçambique e Guiné.
Por outro lado, sublinhou que actualmente os Fuzileiros continuam a marcar presença em diversos cenários operacionais, nomeadamente, em África, na Bósnia e outros pontos de conflito.

Um percurso dialogante ao nível civil e militar

Lhano Preto, recordou que após o 25 de Abril, com o desenvolvimento de práticas associativas, nasceu a Associação de Fuzileiros, legalizada em 29 de Maio de 1977, cuja actividade tem sido positiva e marcada por -“um percurso dialogante ao nível civil e militar”.
Referiu que esta iniciativa de homenagem ao Fuzileiro, com a inauguração de um monumento, visa perpetuar os Fuzileiros, ficando, aqui, no Barreiro – “uma ilha de ventos tranquilos soprados pela solidariedade”
O presidente da Associação dos Fuzileiros, agradeceu o contributo da Câmara Municipal do Barreiro, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros, na concretização deste projecto.
A finalizar lançou o repto para que seja construída a Casa Senior dos Fuzileiros.

Homenagem aos 22 mil homens e mulheres fuzileiros

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, desejou as boas vindas ao Barreiro – terra de resistência, trabalho, democracia e liberdade”, e, sublinhou que o Barreiro continua a manter a sua disponibilidade para ajudar o país, criando mais riqueza e mais emprego.
O autarca expressou o “imenso respeito” pela presença dos Fuzileiros no concelho há 50 anos, e, salientou a importância das forças armadas como pilar central de defesa da democracia.
Recordou que a construção do monumento ao Fuzileiro é uma justa homenagem aos 22 mil homens e mulheres que ao longo de 50 anos foram formados na Escola de Fuzileiros Navais do Barreiro.

Transformar Lisboa numa cidade-região

Por outro lado, alertou para a importância dos projectos em curso no território da Quimiparque e a necessidade da construção da Terceira Travessia do Tejo, como elemento estruturante para transformar Lisboa numa cidade-região.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu a importância da zona ribeirinha, que tem que ser valorizada, nas frentes do Rio Tejo e Rio Coina.

Barreiro é uma terra ligada à Marinha e aos Descobrimentos

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, salientou que o Barreiro é uma terra ligada à Marinha e aos Descobrimentos, - “tanto ao nível da construção naval como da produção de mantimentos para o abastecimento das nossas frotas”.
Cavaco Silva, sublinhou a longínqua história do Corpo de Fuzileiros e a sua acção na actualidade em operações internacionais de apoio à paz e de assistência humanitária em Timor –Leste.

Reconhecimento do Fuzileiro como um pilar de coragem

Anibal Cavaco Silva, dirigiu “uma palavra especial à cidade do Barreiro, pela forma como tem acolhido e acarinhado os seus fuzileiros, traduzida num forte sentimento de mútua pertença, de que todos, justamente se orgulham”.
Sublinhou que esta conjugação de esforços – “permitiu a criação de um monumento que se perpetuará no tempo e que dá expressão ao reconhecimento do Fuzileiro como um pilar de coragem, de galhardia e de respeito pelos valores pátrios”.

Somos um povo com uma pátria que amamos

“Como acabámos de ouvir no hino de Fuzileiros, “só tem pátria quem sabe lutar” – sublinhou o Presidente da República.
“Somos um povo com uma pátria que amamos, com referências, com valores e com capacidade de combater e superar os desafios que nos apresentam. Esta capacidade está agora posta à prova. Estou certo de que, mais uma vez, iremos vencer.” – acrescentou Aníbal Cavaco Silva.

Coral TAB cantou o hino dos Fuzileiros

De referir, que uma guarda de honra em torno do monumento era composta por um grupo de Fuzileiros com fardamentos de diferentes épocas, sendo a farda mais antiga do ano 1620, relativa ao Terço da Armada da Coroa de Portugal.
O Grupo Coral TAB, cantou o hino dos Fuzileiros.
Registe-se que o monumento de autoria de Tolentino Lagos, é um projecto da Associação de Fuzileiros, com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro.

Manifestação contra a Troika

No local para além de muitos que estavam presentes para partilhar a homenagem ao Fuzileiro, registou-se a presença de um grupo de manifestantes, que empunhavam cartazes onde podia ler-se: “Troika em Portugal é Governo do Capital”; «Palhais exige construção de variante», ou, “Trabalhadores e População do Barreiro dizem não ao roubo nos salários e pensões, ao aumento de injustiças sociais”.
Este grupo de cidadãos, no final, quando da partida do Presidente da República, à passagem da viatura, assobiou e apupou Aníbal Cavaco Silva.

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