Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Em dia de Greve GeralBarreiro e Moita unidos em Concentração de protesto

. Uma das Greves mais participadas de sempre

. Transportes Colectivos do Barreiro parados

Hoje, Dia de Greve Geral, durante a tarde no Barreiro, cerca de 500 pessoas participaram numa concentração no Parque Catarina, empunhando cartazes com frases de protesto como : “Não ao desemprego. Sim ao investimento público”, ou, “Não somos responsáveis pela crise”.

4 min de leitura
Em dia de Greve Geral Barreiro e Moita unidos em Concentração de protesto

Por Jornal Rostos

A Concentração no Parque Catarina Eufémia juntou trabalhadores e população dos concelhos do Barreiro e Moita.
Após a intervenção musical de Toni Costa, que recordou Zeca Afonso e diversas canções de intervenção, escutou-se o protesto dos presentes afirmando: “A luta continua, nas empresas e na rua”.

Situação mais complicada e difícil desde o 25 de Abril

Helder Loução, em nome das ORT’s – Organizações Representativas de Trabalhadores do concelho do Barreiro, sublinhou que – “a actual situação económica e social é a mais complicada e difícil desde o 25 de Abril”.
Salientou que a Greve Geral – “é a demonstração inequívoca do descontentamento, revolta e indignação dos trabalhadores do concelho do Barreiro”.
O dirigente das ORT’s alertou para o brutal aumento do custo de vida, criticou os roubos dos subsídios de Natal e os ataques a contratação colectiva, sublinhou o aumento de desemprego e da precaridade.

Uma das mais participadas de sempre

Sobre os dados da greve geral no concelho do Barreiro, embora ainda não esteja concluída recolha de dados, segundo foi divulgado por Helder Loução, das Organizações Representativas dos Trabalhadores do concelho do Barreiro – “pela participação e resposta dada na Greve de hoje, esta foi uma das mais participadas de sempre”.

Transportes Colectivos do Barreiro parados

Helder Louça, referiu que a adesão à Greve Geral dos trabalhadores da Administração Local rondou os 98 %, nos Transportes Colectivos do Barreiro a adesão foi de 100%.
Referiu, igualmente que no sector da Administração Local e Enfermeiros a participação na greve foi superior a 80%.
No Sector Ferroviário, referiu que a adesão atingiu 100%, concretamente na EMEF, CP Carga. Na CP apenas circulou um comboio, na situação de serviços mínimos.
Na SOFLUSA a adesão à greve foi de 100%.
Por outro lado, Helder Loução, sublinhou que no sector privado, a LBC Tanquipor registou uma adesão de 100%, na SEAE ( ex-Júlio Macedo) foi de 85% e na Nova AP rondou os 60%.

Ficará na história da luta

“Pela participação e resposta dada na Greve de hoje, esta foi uma das mais participadas de sempre, podendo já considerar-se uma grandiosa resposta dos trabalhadores que ficará na história da luta” – sublinhou Helder Loução.
O dirigente das ORT’s do Barreiro, salientou que a participação dos trabalhadores e da população demonstram – “a rejeição aos roubos organizados que o Governo tem vindo a efectuar aos trabalhadores e ao povo em geral e exigem políticas que caminhem para o crescimento económico”.

Adesão maior que a Greve do ano passado

Rui Paixão, Coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal que a Greve Geral “este ano teve uma adesão maior que a Greve do ano passado”.
O sindivclaista sublinhou que na greve do ano passado participaram 3 milhões de trabalhadores, este ano o número “vai ser superior”, num quadro de maiores dificuldades para os trabalhadores que não podem prescindir de um dia de salário, e, num tempo que existe 1 milhão e 200 mil trabalhadores com vínculo precário.

Greve Geral marca uma nova fronteira

O dirigente da União dos Sindicatos de Setúbal, salientou que a Greve Geral marca uma nova fronteira, entre aqueles que apostam no retrocesso social, no empobrecimento e no aumento do desemprego, e, aqueles, que são mais de 3 milhões de trabalhadores que afirmam estar disponíveis para dar uma resposta «à mais feroz ofensiva realizada, após o 25 de Abril» contra os direitos dos trabalhadores.

Uma Greve pela renegociação da divida
.
Rui Paixão, criticou Vítor Gaspar, Ministro das Finanças, de ter um «discurso robot», e, afirmou que este «mente à boca cheia», sublinhando que, se o Ministro «tivesse um nariz idêntico ao Pinóquio não cabia nesta praça».
O líder dos Sindicatos de Setúbal salientou que o Governo – “rouba ao povo para dar à banca”.
Por essa razão, salientou que esta Greve Geral, é, também, “uma Greve pela renegociação da divida”.

Greve Geral é um exercício da democracia

Rui Paixão, referiu que a democracia não acaba com a colocação do voto nas urnas.
“A Greve Geral é um exercício da democracia” – sublinhou, acrescentando que este é um caminho para “lutar contra esta politica que nos conduz ao abismo”.
O dirigente sindical referiu que no próximo dia 30 de Novembro, vai realizar-se uma concentração, frente à Assembleia da República – “vamos levar a Greve Geral aos deputados”.

BREVES REGISTOS

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção